Dia destes o Onyx Lorenzoni, articulador político do futuro governo Bolsonaro anunciou o fim do Ministério do Trabalho e a dispersão das suas funções por vários ministérios. Nada de tão novo, apenas mais uma das idas e vindas características peste pré governo.

Uma definição me preocupa: a ida da função “registro sindical” para o Ministério da Justiça. Aos meus olhos significa a tática de judicialização da ação sindical. Ao invés de perseguição política teremos uma perseguição através do uso discricionário do arcabouço legal. Da mesma forma que ocorre com o PT e mais particularmente com Lula.

Se ilude que achar que Sérgio Moro vai se preocupar apenas em disciplinar os procedimentos de concessão de registro. Vai sim utilizar as prerrogativas disponíveis para cassar os registros de sindicatos combativos e que eventualmente cometam deslizes legais. Não vamos esquecer que os sindicatos são entidades que fazer parte do aparelho de Estado sendo portanto passíveis de intervenção. Aliás o debate sobre a autonomia sindical foi esquecido por todas as centrais sindicais.

Portanto acredito que os setores jurídicos dos sindicatos devem agir preventivamente tentando se antecipar a ações desta natureza. E construir ações de denúncia junto a organismos internacionais, OIT por exemplo.