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TRAMPO Trabalho e economia solidária

Retomando a caminhada

Depois de alguns tropeços no aparato tecnológico retorno à edição deste blog. Desta vez pra valer, espero. E num momento que a circulação das idéias e informações é crucial para a manutenção do que resta e ampliação da nossa democracia.

Sintam-se à vontade para interagir da forma que achar pertinente.

Post Destacado

E os salários vem caindo faz tempo

Remexendo em textos que imprimi para ler e vai se perdendo nas prateleiras encontrei um relatório da OIT, Relatório Global Sobre os Salários 2016/2017. Li apenas o resumo executivo (clique em http://bit.ly/2xWrzPX), mais curto com apenas 11 páginas.

Me chamou a atenção o fato de que desde 2015 os salários no Brasil vem caindo, puxando para baixo os indicadores da América Latina. E a desigualdade na remuneração entre homens e mulheres que cresce quando se observa os postos de trabalho com melhor remuneração. Mas este não é só um problema do Brasil, é mundial.

Se tiver disposição ou vontade de conhecer o relatório na íntegra clique em http://bit.ly/2hVJLmB. E deixe aqui as suas impressões.

Debate na Fundação FHC sobre o futuro do emprego

Sei que muitos vão torcer o nariz por estar repercutindo um debate ocorrido na Fundação que leva o nome do ex-presidente responsável pela implantação da agenda neo-liberal no nosso país. Mas vamos fazer um esforço de superação e ler com atenção o texto sobre o seminário “Inovações disruptivas e o futuro do emprego: ameaças e oportunidades” . O tema é oportuno e a abordagem apropriada: sem catástrofes anunciadas e sem achar que tudo se resolve através do mercado.

Ao contrário do que apregoam “tucanos” e adoradores do “deus mercado” os debatedores defendem uma firme intervenção do Estado para dirigir o processo de implementação das tais inovações disruptivas e mitigar os seus efeitos.

Entendem que os efeitos das inovações tecnológicas podem ser potencializados através da adoção de novos conceitos no processo de aprendizagem e que o acesso a um sistema de educação de qualidade deve ser assegurado a todos. Defendem também um sistema de requalificaçao profissional para está desempregado mas também para quem está no mercado de trabalho. E um novo sistema de proteção social já que algumas pessoas podem ficar de fora do mundo do trabalho por dificuldades de readequação.

Bem, insisto que vale a leitura do texto e acompanhamento dos áudios. É só voltar no primeiro parágrafo deste post e clicar no texto em vermelho. Boa leitura.

Volta o mito da formação profissional

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Fiz esta foto na quinta, 5 de outubro, pela manhã na Estação da Lapa. Trata-se de uma banquinha de inscrição para alguns cursos que prometem preparar desempregados para acessar o mercado de trabalho. Procurei um ângulo para não revelar a empresa, seus funcionários e os candidatos. A falta de habilidade como fotografo ajudou bastante.

Indo ao assunto: com a escalada do desemprego retorna o mito da necessidade de qualificação para acessar ou se manter no mercado de trabalho. Até o momento não se percebe o tema, com este viés pelo menos, sendo veiculado na “grande” imprensa.

O que agora observo é a proliferação dos tais cursos preparatórios na área central da cidade. Ainda não percebo a movimentação dos poderes públicos nem de empresários e representações de trabalhadores. Mas não havendo sinais de recuperação consistente da atividade econômica o assunto deixará o confinamento das estações de transporte coletivo.

 

Na França como aqui

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Tido como um nome menos pior que a candidata Marine Le Pen, o presidente da França, Emmanuel Macron sancionou reforma trabalhista semelhante à reforma de Michel Temmer.

Fica a certeza de que, cada vez mais, os governos estão capturados pelo capital financeiro. O que se configura, a meu ver, numa ditadura silenciosa já que o voto popular não vale mais muita coisa.

E a certeza também da crescente necessidade de articulação internacional para organizar uma reação viável.

Para acompanhar esta e outras questões internacionais numa perspectiva dos trabalhadores acesse o site Opera Mundi e tenha uma boa leitura.

Impacto da reforma trabalhista no trabalhador rural

Os trabalhadores assalariados rurais na Bahia estão condenados à invisibilidade pelas entidades sindicais que buscam representá-los mas dispersam suas energias na disputa pela representação. Estas disputas chegaram perto do confronto físico no extremo sul do estado quando da implantação da indústria de celulose e na região norte por conta da implantação das fazendas da fruticultura irrigada. No oeste, com a expansão da fronteira agrícola através da cultura da soja e do algodão, a representação sindical não avançou na mesma velocidade.

Como redijo este “post” no intervalo do almoço e o meu retorno ao trabalho é iminente não tenho tempo para buscar informações sobre o tamanho da assalariamento agrícola na Bahia. Tentarei fazer à noite.

Mas tudo que foi escrito é para alertar para o impacto que a reforma trabalhista trará na renda e nas condições de trabalho do trabalhador assalariado rural. Vejam o tamanho do estrago em matéria do site Repórter Brasil. É só clicar aqui e ler.

E fica o convite para o movimento sindical da CUT se incorporar à campanha da CUT pela revogação da “reforma trabalhista”.

Relatos do Congresso da CUT – a captura da democracia pelo capital

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Começo hoje o relato que me propus a fazer sobre o Congresso Extraordinário da CUT. Optei por fazer um relato a partir das mesas de debates, uma de cada vez. Ao final farei uma breve avaliação tanto do Congresso em si como da experiência de uma cobertura por um não-jornalista.

Agradeço imensamente a todos aqueles que ajudaram nesta empreitada. Ao trabalho então.

Mesa : A captura da democracia pelo capital

João Felício – presidente da CSI Confederação Sindical Internacional

Luis Nassif – jornalista

Samuel Pinheiro Guimarães – diplomata

Cheguei com o debate já iniciado; não acompanhei a intervenção do João Felício mas por referências outras soube que ele organizou sua fala em torno dos impactos da chamada “quarta revolução industrial” na força de trabalho mundial e o crescente desprezo que os governos nutrem pelas organizações sindicais.

A intervenção do Embaixador Samuel Pinheiro teve como eixo o papel dos governos do PT na interrupção da escalada neoliberal no Brasil e a sua influencia nos países da América Latina. Por consequência este governo era o alvo de ataques pelos detentores do capital financeiro que hegemonizam a política no mundo.

Questionado sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte revelou-se cético: para uma Constituinte legítima teria que haver a uma nova legislação eleitoral para corrigir os desvios da atual e não vê correlação de forças para tal. E teme que uma Constituinte com as atuais regras acabe por reformar a Constituição para pior.

Defende uma candidatura Lula como possibilidade de retomada do ciclo de distribuição de renda e que a correlação de forças na sociedade vai influenciar as próximas ações de tentativa de inviabilizar a candidatura. E que a conjectura de que não haverá eleição em 2018 é alimentada pelos setores dominantes para semear o desânimo nas oposições, principalmente na opinião pública.

Já o Luis Nassif fez uma intervenção mais alinhada com o tema destacando o papel dos Estados Unidos como o articulador do golpe e na desestabilização de governos, partidos ou personalidades que contestem a ordem capitalista em todo o mundo.

Baseia sua afirmação em dois pilares: a hegemonia tecnológica norte americana que possibilita a espionagem e o monitoramento de empresas, cidadãos e governos através das redes de dados, conectadas mundialmente. E na mudança da legislação que leva para a jurisdição da Justiça norte americana toda investigação que trate de transações em dólar.

Acusa o Judiciário brasileiro de capitular perante o novo marco legal norte americano e ao invés de defender a soberania nacional  passa a atuar em regime de cooperação com o judiciário norte americano. Baseia a sua afirmação nas várias idas do Procurador Geral da República Rodrigo Janot e do Juiz Sérgio Mouro aos Estados Unidos debaterem os rumos da Operação Lava Jato com membros do Departamento de Justiça norte americano.

Por fim teceu severas críticas à direção do Partido dos Trabalhadores e aos seus membros presentes no “núcleo duro” do governo por agirem com ingenuidade desde os primeiros momentos em que foram alertados sobre o golpe em curso e sobre a submissão do Poder Judiciário brasileiro.

Para entender um pouco as afirmações de Luis Nassif sugiro a leitura do artigo “Xadrez do esperto e do sabido na cooperação internacional” . É só clicar e torcer para que o site não esteja sofrendo mais um dos tantos ataques para tirá-lo do ar. O artigo é de julho de 2016 mas desde 2015 que são publicados textos com a mesma temática

Entrevista com Dionisio Sousa – coord intersindical do SINTAJ Ba

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E hoje o papo foi com o Dionisio Sousa, Coordenador Intersindical do SINTAJ Ba. Conversamos sobre o perfil da categoria, a última greve e a visão do sindicato sobre o teletrabalho, tema pouco conhecido pelo movimento sindical mas que em breve estará na agenda de muitas categorias.

Esclarecendo: o teletrabalho é uma modalidade de trabalho executado em casa sob supervisão da gerência imediata. Já foi aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça e aguarda regulamentação pelo judiciário em cada estado. No momento o estado de Santa Catarina saiu na frente e já implantou esta modalidade. Neste mes de setembro a FENAJUD, entidade nacional que congrega os sindicatos de trabalhadores do sistema judiciário, realiza atividade para avaliar os impactos da iniciativa e construir um juízo de valor a partir da experiência concreta.

Vagner Freitas, presdente da CUT : CONCUT dá continuidade à reação ao golpe

entrevista_vagner_freitasPouco antes da primeira mesa de debates do Congresso Extraordinário da CUT tive a oportunidade de conversar com o Presidente da CUT, o bancário Vagner Freitas. Ouça a entrevista a seguir; e caso deseje pode fazer o download e reproduzir em outros canais

Entrevista com Deyvid Bacelar

foto_entrevista

 

Na segunda da semana passada, 14 de agosto, entrevistei rapidamente o Deyvid Bacelar, diretor do Sindipetro Ba e ex-membro do Conselho de Administração da Petrobras, eleito pelos trabalhadores. Conversamos rapidamente sobre a campanha salarial que se inicia e me chamou a atenção a qualidade da pauta de reinvidicações, voltada para a recuperação do protagonismo produtivo da empresa e menos voltada para as questões eminentemente trabalhistas. Mas este é assunto para próximo post. Ouça a entrevista e reproduza-a (pode ser “baixada” e reproduzida em outros canais) se achar relevante. Em breve vou disponibilizar a versão em texto.

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