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TRAMPO Trabalho e economia solidária

Retomando a caminhada

Depois de alguns tropeços no aparato tecnológico retorno à edição deste blog. Desta vez pra valer, espero. E num momento que a circulação das idéias e informações é crucial para a manutenção do que resta e ampliação da nossa democracia.

Sintam-se à vontade para interagir da forma que achar pertinente.

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Volta Lula, Petrobras e universidades públicas

foto_confupApós a votação da quarta, 2 de agosto, em que Temer se safou de ser afastado para ser investigado por corrupção passiva, boa parte da militância petista, simpatizantes lulistas e do público progressista voltou as suas esperanças na eleição de Lula em 2018. Com as pesquisas apontando Lula como favorito estas esperanças quase que se transformam num sentimento místico que provoca uma paralisante resignação à espera do momento em que o “salvador da Pátria” assumirá o comando da nação e nos conduzirá ao paraíso.

Só que não, dirão os mais jovens. Uma vitória de Lula é sim bem possível. E a condução ao paraíso ? Vivemos um momento de agressivo desmonte da máquina pública e da capacidade do Estado operar ações que impulsionem a economia e gerem os excedentes necessários para sustentar políticas de transferência de renda. Ao mesmo tempo a economia mundial vive mais umas das crises cíclicas do capitalismo sem um horizonte de solução perceptível.

Um dos alvos deste desmonte é a Petrobrás. Pela sua magnitude econômica, importância estratégica e capacidade tecnológica principalmente em exploração de petróleo em águas profundas, esta empresa é fundamental na manutenção de uma nação soberana e como instrumento de desenvolvimento econômico e social. A sua privatização ainda não se deu por conta da luta dos trabalhadores e pelas adequações necessárias aos desejos dos potenciais compradores.

O outro alvo, sob ataque neste exato momento, são as universidades públicas. Durante os governos do PT e mais agudamente nos dois mandatos do Presidente Lula a expansão do ensino público superior foi um dos pilares de distribuição de renda e construção de uma base de conhecimento para além das fronteiras das elites. Esta ampliação também se deu no espaço geográfico: a interiorização dos campus e surgimento de novas universidades no interior do Brasil criou novos vetores de desenvolvimento desconcentrando a atividade econômica historicamente localizada no entorno das capitais dos estados e eventualmente em outras grandes cidades. E estas instituições estão na iminência de reduzirem as suas atividades, algumas até sob ameaça de encerramento de atividades por conta da política de austeridade fiscal, que congela os gastos da União por até 20 anos, associada à recessão consequência desta mesma austeridade somada aos juros altos e situação política instável.

Se apostamos nossas fichas na volta de Lula não podemos apenas aguardar os embates do calendário eleitoral. Devemos nos voltar para ações em defesa da manutenção destes dois instrumentos de ação política e econômica. Ampliar para toda a sociedade a campanha em defesa da Petrobrás, recém lançada pela FUP — Federação Única dos Petroleiros — em seu recente congresso realizado em Salvador e organizar “frentes” em defesa da universidade pública que tenham um calendário de ações efetivas para além das análises e reflexões.

 

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Contrato intermitente – mais um texto esclarecedor

O DIEESE publicou no dia 08/06 mais um texto desvendando as agressões aos trabalhadores presentes na reforma trabalhista, tramitando no Senado e em vias de aprovação. E os nossos meios de comunicação omitem deliberadamente estes aspectos recusando o papel de instrumentos de esclarecimento da opinião pública. Leitura curta e precisa… clique em http://bit.ly/2r6B3VY .

A greve dos vigilantes e a solidariedade de classe

vigilantes_em_greveTrabalhadores do setor de vigilância privada no estado da Bahia encontram-se em greve desde 24 de maio. Comandados pelo Sindicato dos Vigilantes, filiado à CUT, tem conseguido uma adesão surpreendente impactando na prestação de serviços bancários, atendimento de serviços da previdência pública e suspendendo o funcionamento de museus na cidade de Salvador.

A surpresa no nível de adesão deve-se à fragilidade do vínculo trabalhista (a quase totalidade da mão-de-obra é “terceirizada”) e ao cenário de desemprego que deixa os trabalhadores inseguros.

As motivações — a motivação fundamental da greve é a negativa patronal em conceder aumento real e sequer repor a inflação passada.

Também é motivo de impasse a tentativa patronal de ampliar a duração do turno de trabalho, ainda que sob a forma de hora extra, para além de 12 horas contínuas. Jornadas com esta extensão expõe os trabalhadores a um nível de exaustão insuportável sendo uma fonte potencial de doenças e acidentes de trabalho. Continuar lendo “A greve dos vigilantes e a solidariedade de classe”

Imposto de Renda – proposta para uma tributação mais justa

Calendário para entrega da declaração de imposto de renda ativado e quase ninguém atenta para a injustiça tributária em curso. Nos últimos anos o DIEESE vem apresentando propostas para corrigir as distorções desta modalidade de arrecadação de impostos. Distorções estas que poderiam ter sido corrigidas durante os governos Lula e Dilma.

Já que não foram é clicar no link a seguir, ler pensar em colocar a reforma tributária na ordem do dia…http://www.dieese.org.br/notatecnica/2017/notaTec169IRPF.pdf

crédito da foto <a href=”http://www.freepik.com/free-vector/money-and-taxes_956874.htm”>Designed by Freepik</a>

Haja desafio para o movimento sindical

Leituras inquietantes nestes dias pré carnavalescos: a intensificação da automação, para além dos robôs e a também intensificação de novas formas de organização do trabalho.

O primeiro, texto curto e leve, mostra como Trump vai ter alguma dor de cabeça com o seu discurso de campanha contra os imigrantes. Não são eles que roubam os postos de trabalho dos norte americanos e sim as novas formas de automação.

O segundo, mas longo e denso, aprofunda o conceito de “uberização” do mercado de trabalho para bem além do recente serviço de transporte. Trazendo uma interessante provocação: o papel dos consumidores como os responsáveis por parte da gestão destes serviços.

Apesar de inquietantes e desconfortáveis são leituras necessárias para quem lida ou se interessa pelo “mundo do trabalho”. Acesse clicando em http://bit.ly/2mcAzPt e http://bit.ly/2lKHb6F.

A festa de Iemanjá como espaço do trabalho

Só hoje vi matéria do site Correio Nagô sobre o trabalho dos vendedores ambulantes durante a festa de Iemanjá no Rio Vermelho. As festas populares de Salvador constituem um importante espaço para o incremento de renda para as pessoas que não possuem uma ocupação no mercado de trabalho formal. Além da renda efêmera, trabalham em condições quase sempre penosa e na mais completa invisibilidade social. Começam a sair desta invisibilidade através de veículos de comunicação que guardam uma identidade orgânica com este público.

A matéria é de autoria de Donminique Azevedo e pode ser lida clicando em http://bit.ly/2kOoyyb  . Vou pesquisar a autoria das fotos e informo em breve.

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