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TRAMPO Trabalho e economia solidária

notícias e reflexões sobre o mundo do trabalho e economia solidária

Como andam as negociações sobre os protocolos de segurança para a retomada das atividades econômicas ?

Nestes pouco mais de 10 dias de isolamento social e supressão de boa parte das atividades produtivas de bens e serviços estamos, agentes públicos, empresários e trabalhadores, empenhados na manutenção da vida nas suas múltiplas variantes : programas de renda mínima, manutenção de atividades essenciais, medidas de saúde pública e ações de solidariedade.

Mas a imprensa vem noticiando a progressiva retomada das atividades econômicas. Em algumas cidades de forma açodada com o recrudescimento dos níveis de contágio e posterior suspensão das atividades notadamente do comércio. Outros segmentos anunciam retomada para os próximos dias sem muita clareza das bases que alicerçam a adoção de alguns protocolos de segurança. E, ao mesmo tempo, as autoridades médicas alertam para a precipitação destas medidas e as possíveis consequências.

Na Bahia temos notícia da criação de um Grupo de Trabalho coordenado pelo Secretário do Planejamento, Walter Pinheiro e contando com a participação de outras secretarias de governo, empresários e trabalhadores, estes últimos através das centrais sindicais. Este grupo tem como objetivo a definição de protocolo de segurança minimamente pactuados.

Mas observamos que prefeituras e segmentos empresariais anunciam retomada das atividades sem um pacto mínimo com quem realiza concretamente as atividades produtivas : os trabalhadores.

Hoje recebi mensagem do SINPRO – Sindicato dos Professores da Rede Privada (leia aqui) exigindo a participação do sindicato nestas definições. E ao longo desta semana vamos investigar como este processo está se dando nos vários setores da economia.

Acompanhe a Virada da Democracia

Nos dias 4 e 5 de julho acontece em várias plataformas de internet a Virada da Democracia, maratona de debates e manifestações culturais (veja programação aqui) que marca a semana de lançamento da campanha Brasil pela Democracia e pela Vida.

Lançada por mais de 70 entidades, centrais sindicais inclusive, a campanha objetiva “congregar todos e todas que compreendem como indispensável a defesa da paz e a preservação do Estado Democrático de Direito e suas instituições, de maneira a assegurar, fortalecer e expandir os ainda insuficientes espaços de participação e intervenção social. É a reunião de esforços para proteger a vida, favorecendo a solidariedade, a cooperação, a articulação e a coordenação entre governos, instituições, organizações, movimentos e cidadãos e cidadãs.”

No domingo ao meio dia as centrais sindicais envolvidas promovem um debate com os seus presidentes.

Acompanhe a live, visite o site e inscreva-se no grupo de Whatsapp da sua região para acompanhar e participar das várias ações da campanha.

Energia não é mercadoria

Começo hoje a divulgar as campanhas e perfis de rede social em defesa da manutenção do serviço público. Por conta das minhas origens no movimento sindical começo com a defesa do sistema Eletrobras a partir material produzido pelo SINERGIA Ba.

Mesmo com a pandemia sem uma data fim no Brasil, as movimentações do Governo para privatizar a Eletrobrás e com isso suas subsidiárias não cessam. Nesse momento em que os atos não podem ser presenciais, temos que nos mobilizar nas redes sociais.

Então peço que vcs sigam a página do Facebook Energia não é mercadoria e compartilhem seus conteúdos nas suas redes sociais: Facebook, Whatsapp, Instagram e Twitter. Divulguem o máximo que puder com outros colegas, amigos e familiares.

Essa luta é nossa!!!

https://www.instagram.com/energianaoemercadoria/

https://www.facebook.com/EnergiaNaoEMercadoria/

https://www.twitter.com/EnergiaNMercado

http://www.energianaoemercadoria.com.br/

Mobilização para barrar a MP 927/2020

E nesta segunda, 29 de junho, teremos duas atividades, on line por óbvio, para engrossar a mobilização possível para barrar a MP 927/2020. A nível nacional temos um amplo debate com parlamentares de vários partidos e entidades sindicais. Você pode seguir pelo Facebook da CUT ou do deputado Paulo Paim . É só clicar e acompanhar a partir das 19 horas .

No mesmo horário a CUT Bahia realiza plenária para seus sindicatos filiados para debater as ações possíveis no âmbito do estado. O acesso é para as entidades filiadas e o link foi enviado através de correspondência eletrônica para as secretarias dos sindicatos.

Vamos acompanhar e reforçar os encaminhamentos adotados. Afinal temos que dar um basta a tantos retrocessos. E em cada trincheira reforçar a luta por #foraBolsonaro

Medidas de proteção à vida, ao emprego e à renda dos trabalhadores – propostas das centrais sindicais

A CUT, CSB, CTB, Força Sindical, Nova Central Sindical e UGT apresentaram à sociedade e ao Congresso nacional em particular um conjunto de propostas voltadas à proteção da sociedade brasileira e medidas de retomada da atividade econômica.

O documento na íntegra pode ser lido aqui e tem a seguinte estrutura :

  • continuidade do auxílio emergencial
  • reorganização do sistema público de trabalho e emprego
  • ampliação do sistema de proteção em emprego nas micro e pequenas empresas (crédito e assistência técnica)
  • agenda para a retomada da economia

Central do Brasil : mais uma tentativa de uma rede de comunicação popular

Assisti ontem o lançamento do Central do Brasil, um programa para rádio e TV produzido pelo Brasil de Fato e pela TVT com o apoio da Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo. Veja o primeiro programa e leia as orientações de acesso clicando aqui:

Bancos comunitários realizam encontro nacional

O Instituto Palmas, organização que mantém o Banco Palmas, está realizando (8 a 12 de junho) através do seu canal no YouTube o V Encontro da Rede Brasileira de Bancos Comunitários. A programação está disponível no site do evento.

Neste momento em que os bancos comerciais viram as costas para a sociedade principalmente para os pequenos empreendimentos produtivos é urgente a reflexão e ação para ocupação dos espaços da intermediação financeira na perspectiva dos setores empobrecidos da sociedade.

Meio ambiente, trabalho e os dilemas do movimento sindical

Dia 5 de junho comemoramos o dia mundial em defesa do meio ambiente; hoje, 8 de junho, dia mundial dos oceanos. Datas que trazem para a agenda sindical e movimentos sociais o debate sobre possíveis relações entre a pandemia e degradação ambiental e a necessidade de aproveitar o drama humanitário mundial para a adoção de novos conceitos e práticas para o desenvolvimento sócio econômico.

Muito destes possíveis conceitos situam-se mais no plano do desejo pessoal. Não havendo ação efetiva da sociedade pouco acontecerá de mudanças importantes e até corremos riscos de regressão aqui no Brasil. Países como Nova Zelândia, Alemanha e Espanha elaboram planos de transição no seu parque produtivo o que implica em ações ativas dos governos em diálogo com trabalhadores e empresários.

Temos alguns desafios no Brasil para além de um governo que não demonstra interesse no tema. Conviveremos com desemprego elevado durante algum tempo e a pressão pela retomada da economia é grande. Sem um programa vigoroso de renda mínima e previdência social os trabalhadores desempregados pouco se sensibilizarão com impactos climáticos.

Mais dois desafios :

  • os sindicatos de trabalhadores da indústria serão pressionados pelas suas bases a se posicionar pela imediata retomada das atividades das suas plantas para assegurar postos de trabalho ou retomar a renda média anterior;
  • as atividades do agronegócio, uma das mais danosas ao meio ambiente, tem um peso grande na pauta de exportação brasileira e por consequência no impulsionamento da atividade econômica. Teremos poder de fogo para leva-la à transição para um modelo de produção mais justo social e ambientalmente ?

Não são desafios de fácil enfrentamento mas não fazê-lo desde já nos remete a um futuro talvez mais dramático que o passado próximo que não desejamos retornar.

Para melhor entender os impactos das questões ambientais e suas formas de enfrentamento o DIEESE preparou uma Nota Técnica que merece ser lida…clica aqui e deixe sua opinião nos comentários

Investimento privado e o MST: uma experiência para acompanhar

Baseado na experiência do banco holandês Triodos o economista Eduardo Moreira organizou um fundo de investimento privado, o FINAPOP, para aportar recursos em cooperativas do MST. Os juros são um pouco menores que o PRONAF mas a burocracia para acesso é bem menor. E a remuneração para o investidor pode até ser um pouco menor que aplicações especulativas mas sempre assegurando remuneração positiva. A segurança, no caso em questão, é a solidez das cooperativas do MST principalmente no sul do país.

Esta iniciativa tinha sido pensada pela CUT em 2003 quando esta central iniciou sua incursão na área da economia solidária. O “braço” financeiro era articulado pelo Gilmar Carneiro, baiano de Serrinha, fundador da CUT e dirigente do Sindicato dos Bancários de SP. A idéia de Gilmar era estruturar uma rede de pequenas cooperativas de crédito rural em todo o Brasil articuladas com cooperativas de crédito vinculadas a sindicatos urbanos com maior capacidade de captação de poupança de médio prazo.

Este modelo não foi adiante por dois fatores, na minha avaliação:

  • a timidez do movimento sindical que não tinha a cultura de atuar de forma propositiva, principalmente no mercado financeiro;
  • a inexistência, à época, de organizações produtivas estruturadas com produtos prontos para comercialização.

Aqui na Bahia temos três cooperativas de crédito remanescentes da época nas cidades de Caculé, Oliveira dos Brejinhos e Tabocas do Brejo Velho mas a estratégia original se perdeu com o tempo.

Para conhecer mais sobre o FINAPOP leia matéria do Brasil de Fato clicando aqui.

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