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TRAMPO Trabalho e economia solidária

notícias e reflexões sobre o mundo do trabalho e economia solidária

A onda de demissões e o futuro da indústria automotiva

Considerações sobre debate promovido pela LBS Advogados

Recomendo a audiência do debate promovido pela LBS Advogados sobre a saída da Ford do Brasil e a crise do setor automotivo. A atividade teve o apoio da CNM-CUT e do Instituto Lavoro.

O que me chamou a atenção :

  • na fala do Valter Sanches a explicação sobre a estratégia da FORD, seus eventuais erros e acertos e as prováveis razões para a saída do Brasil e manutenção das plantas na Argentina e Uruguai : a ausência de uma política industrial, a descrença na capacidade de recuperação da economia brasileira no curto prazo e o clima ultra liberal da nossa economia que torna mais interessante importar que produzir aqui. Ou seja: não se trata de Custo Brasil e sim Custo Bolsonaro;
  • a provocação de Paulo Cayres, CNM CUT, para que os trabalhadores ocupem a planta da FORD em Camaçari e para que o Governador Rui Costa tome iniciativas jurídicas para a posse da planta uma vez que os benefícios fiscais se estendem até o ano de 2025 e a FORD não honrou estes compromissos.

Provavelmente quando este post for publicado os trabalhadores da planta de Camaçari já terão deliberado sobre as próximas iniciativas. Mas vale assistir este dabate para construir opinião com fundamento.

E aguardo suas considerações no campo de comentários deste post.

Conjuntura Semanal #023 – 18 fev por J. S. Gabrielli

Retomo a publicação do boletim de análise de conjuntura produzido pelo prof José Sérgio Gabrielli.

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Se é de formação política que precisamos …

Muito se fala da necessidade de “formação política” para que os dirigentes sindicais enfrentem os novos desafios do mundo do trabalho. Pois bem…. atividades formativas tem surgido utilizando-se dos recursos que a internet disponibiliza. Sugerimos a seguir duas atividades



Outra iniciativa vem do Instituto de Economia da UNICAMP :

O Instituto de Economia da Unicamp tem a satisfação de convidar, através de seu Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit), para a série A Devastação do trabalho: a classe do labor na crise da pandemia.

O conjunto de atividades está organizado em 12 encontros, às quintas-feiras (14h), de 21 de janeiro a 29 de abril. Quem tiver interesse, pode se inscrever para solicitar um certificado de participação no ciclo, para isso, será necessário cumprir a exigência de assistir a 75% das aulas. O curso é aberto a estudantes de instituições de todo o Brasil.

Mais informações: https://bit.ly/38LMFWK

Link para inscrição: https://bit.ly/2XLIsvP

Hora do movimento sindical deixar o Whatsapp ?

O Whatsapp anunciou uma nova política de privacidade que passa a vigorar em 15 de maio (inicialmente a data seria 8 de fevereiro. Na verdade é uma política que reduz a privacidade do usuário uma vez que para continuar a usar o Whatsapp o usuário tem que concordar com a cessão de dados para uso do Facebook. Em princípio dados pessoais que permitam ao Face aprimorar suas estratégias de vendas. Mas quem garante que vai ficar só nisso ? Para melhor entender recomendo a leitura de texto do site Manual do Usuário. Recomendo também que assinem a newsletter deste site.

E o movimento sindical com isso ?

Com a popularização e quase universalização de uso do Whatsapp no Brasil as organizações ligadas aos movimentos sociais passaram a utilizar este serviço de mensagens como parte da sua estratégia de comunicação. Com o isolamento provocado pelo COVID 19 as transmissões ao vivo (lives) e o Whatsapp se transformaram nos principais instrumentos de diálogo com as bases sociais destas organizações. Outras plataformas (Face, Instagram e YouTube tem um papel complementar no processo de comunicação.

O Whatsapp ganhou relevância pela simplicidade de uso e por não consumir o pacote de dados móveis do usuário. Com R$10,00 por mes tem-se um serviço próximo ao da telefonia móvel : basta enviar e ouvir os arquivos de áudio. Portanto é ilusão acreditar que os usuários irão migrar para outros serviços por conta da manutenção da privacidade.

Como proceder então ?

O movimento sindical lida com muitas informações sensíveis que requerem privacidade. Informações sobre a estratégia de enfrentamento com o patronato e/ou governos. A publicização sem critério destas informações pode comprometer a estratégia de ação sindical e deixar vulneráveis dirigentes e ativistas. Em princípio o conglomerado Whatsapp/Face/Insta pensa em usar algumas destas informações com intenções comerciais. Mais qual a garantia de que não haverá uso político em futuro próximo ?

Creio que o movimento sindical deva centrar sua ação de comunicação em duas vertentes :

  • manter a circulação de informações públicas através do Whatsapp via listas de distribuição e manter canais de diálogo ou informes de serviços prestados pelo sindicato também por este aplicativo. Em paralelo inibir debates sobre a ação sindical neste aplicativo para reduzir a possibilidade de vazamentos;
  • migrar a comunicação interna mais sensível (entre dirigentes e delegados sindicais) ou os grupos de debate sobre estratégia e ação sindical para serviços mais seguros como o Telegram ou o Signal (considero este o mais seguro). Em paralelo esclarecer os trabalhadores sobre os cuidados que se deve ter sobre o uso de redes sociais bem como suas implicações políticas.

E porque o SIGNAL ?

Desde a origem o SIGNAL tem esta preocupação com a segurança no tráfego de dados e na preservação da privacidade dos seus usuários. Mas para melhor compreensão recomendo texto específico do mesmo Manual do Usuário.

Por fim uma frase que li em algum lugar enquanto preparava este post; não lembro a autoria nem o veículo :

“nada garante opção segura para sempre”

Ano Novo ; aprofundar a agenda do ano velho

Cá estamos na primeira semana de 2021 ainda sob o signo do recesso das festas de final de ano mas urge pensar sobre a agenda do ano que se inicia. A pandemia colocou dois temas na agenda mundial : a necessidade de regulamentação do trabalho baseado em plataforma e a também necessidade de um programa de renda mínima.

Dois temas espinhosos num país que desmontou toda a sua estrutura e marco regulatório das relações de trabalho e que enfrenta dificuldades fiscais para manter um auxílio emergencial precário por absoluta falta de vontade política de implementar ações de taxação dos muito ricos.

Vamos nos deter no primeiro tema : o trabalho baseado em plataformas consolidou-se para além das exigências de quarentena. Consumo de bens e serviços mostraram-se viáveis economicamente dispensando os contatos presenciais. A pandemia acelerou uma tendência em curso beneficiando-se da oferta de base tecnológica a baixo custo, da oferta de mão de obra a baixíssimo custo consequência do desemprego e da desregulamentação das relações de trabalho. Produtos da agricultura familiar até ontem encontrados apenas em feiras livres no interior do estado são comprados através de aplicativos que “rodam” em telefones celulares.

Fica o enorme desafio de organizar sindicalmente os trabalhadores envolvidos nestes circuitos. Por se tratar de situação recente e sem precedentes na nossa história, principalmente pelo contingente de trabalhadores envolvidos, o movimento sindical não dispõe de “tecnologia social” para tal desafio. Os trabalhadores envolvidos enfrentam uma dificuldade adicional : a necessidade de concorrência entre eles e o enfrentamento dos algoritmos, um inimigo invisível (vamos tratar desta questão em outro post).

Para entender estas questões, como elas se manifestam em diferentes regiões do mundo e quais as formas de organização dos trabalhadores que surgem é que começam a aparecer articulações entre grupos de pesquisa em universidades, ONGs dedicadas ao combate às desigualdades e entidades sindicais.

Fairwork

Uma delas é a FairWork que no momento tem trabalhos publicados no seu site sobre a situação do trabalho em plataformas (também denominado “gig economy”) na África do Sul, Alemanha e Índia. Neste ano de 2021 estão previstas atividades e estudos em outros países, Brasil incluído.

Aqui no Brasil as ações provavelmente ficarão sediadas na UniSinos, na cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul, mais precisamente no Laboratório de Pesquisa Digital DigiLabour. Visite o site do laboratório pois existe um vasto conteúdo disponível a assine a newsletter que á a mais completa sobre o assunto aqui no Brasil.

Recomendo também a leitura de tradução de texto da equipe do FairWork publicada no site Carta Maior : O poder infraestrutural do capitalismo de plataforma . Lá também encontram-se links para outras referências no assunto.

Ao longo desta ano vamos comentando sobre outras iniciativas. Sempre que possível vale a visita ao site Outras Palavras e à revista Jacobin Brasil

Inovar sindicalmente para reindustrializar o Brasil

Clemente Ganz Lucio

A indústria tem sofrido regressão e desestruturação de cadeias produtivas, com efeitos dramáticos sobre médias, pequenas e micro empresas de todos os setores. Para tentar reverter o processo, trabalhadores estão criando a IndustriALL Brasil

As empresas mobilizam transformações tecnológicas e patrimoniais que promovem profundas mudanças no mundo do trabalho, com impactos nos empregos, nas formas de contratação, na composição da jornada de trabalho, nas formas de remuneração, assim como com reflexos diversos sobre as condições de trabalho e sobre a saúde do/a trabalhador/a.

Essas mudanças colocam na agenda sindical o desafio de elaborar novas estratégias de organização e de mobilização que sejam capazes de ser uma resposta eficaz às iniciativas do capital que buscam reduzir o custo do trabalho, flexibilizar as regras para contratar e demitir, e que acabam desempregando, produzindo precarização e gerando insegurança.

Ao mesmo tempo, o movimento sindical brasileiro, por meio do Fórum das Centrais Sindicais, tem colocado como prioridade a elaboração de um projeto nacional de desenvolvimento, capaz de orientar a estratégia do país em conduzir o crescimento econômico social e ambientalmente sustentável.

Um projeto e uma estratégia de desenvolvimento nacional exigem uma abordagem inovadora para o progresso de todo o sistema produtivo.

Isso se coloca como essencial porque, há três décadas, a indústria sofre um processo de violenta regressão e desestruturação de cadeias produtivas da manufatura e de elos estratégicos com o sistema produtivo, com efeitos dramáticos sobre médias, pequenas e micro empresas de todos os setores. No início da década de 80 a indústria representava mais de 30% do fluxo de produção econômica no Brasil. A regressão, predominantemente continuada, reduziu essa participação para pouco mais de 10%.

Considera-se que o desenvolvimento industrial é a base para o incremento da produtividade em toda a economia, seja pela capacidade de espraiar inovações tecnológicas, por produzir e demandar insumos e serviços mais sofisticados e com maior valor agregado, seja por requerer e demandar melhor qualificação profissional e mobilizar investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação. Enfim, todo o sistema produtivo avança virtuosamente com o desenvolvimento industrial.

A sofisticação do sistema produtivo gera empregos de melhor qualidade, capacidade para aumentar os salários e a renda média da sociedade, condições para reduzir a informalidade e aumentar a proteção social e laboral, vetores essenciais para acabar com a miséria e pobreza, superar as desigualdades, difundir competências e recursos para que as comunidades sejam protagonistas do desenvolvimento local.

Conscientes das mazelas da desindustrialização e das virtudes de um projeto nacional de desenvolvimento orientado pela estratégia da reindustrialização do parque produtivo brasileiro, as entidades sindicais de trabalhadores da base industrial, filiadas à CUT – Central Única dos Trabalhadores e à Força Sindical, decidiram criar a IndustriALL Brasil, uma iniciativa inspirada na IndustriALL Global Union, organização mundial dos trabalhadores na indústria.

A IndustriALL Brasil reúne as organizações sindicais dos ramos metalúrgicos, químicos, têxtil e vestuário, alimentação, construção civil e energia, que agregam a representação de 10 milhões de trabalhadores/as. A estratégia articulará a participação das demais entidades sindicais nesse projeto, ampliando o campo de unidade e a base de cooperação sindical, visando a atingir os 18 milhões de trabalhadores/as que estão na base industrial no país.

O objetivo dessa iniciativa inovadora é investir na elaboração de propostas para um projeto de reindustrialização, a partir de pesquisas e diagnósticos precisos e da elaboração de conteúdos propositivos inovadores, cooperando com universidades, institutos de pesquisa e pesquisadores, bem como articulando iniciativas políticas junto aos empresários, governos, Poder Legislativo e organizações e organismos internacionais.

A nossa tarefa é transformar os problemas em desafios, sobre os quais incidam iniciativas capazes de alçar novo padrão de desenvolvimento. Recuperar e preservar o meio ambiente, enfrentar e reverter o aquecimento global, proteger a saúde coletiva, recuperar e adequar a infraestrutura produtiva e social, investir no espaço e serviços urbanos, entre tantos outros, são problemas que devem ser colocados como desafios e, como tal, serem tratados como oportunidades para estruturar um projeto de reindustrialização com grande e favorável impacto para sustentar o crescimento econômico, incrementar a produtividade geral, criar bons empregos, favorecer o aumento da renda média e ampliar o poder do mercado interno de consumo sustentar uma dinâmica virtuosa de crescimento econômico.

Publicado originalmente no site Brasil Debate em 09/12/20

Livro mostra como empreendimentos sustentaram famílias durante a pandemia

UNISOL Brasil lança livro sobre ações de empreendimentos solidários neste 2020

Reproduzo o texto de release distribuído pela UNISOL Brasil e convido-os a acompanhar o lançamento e ler o livro :

Alternativas para obter trabalho e renda e ajudar ao próximo nessa época de quarentena e de crise econômica. Esse é o tema do livro Respostas das cooperativas e da economia solidária frente à crise social, econômica e sanitária da COVID-19 no Brasil, que será lançado pela Unisol em parceria com a Amater Cooperativa no dia 15/12 (terça-feira), às 18h.

O evento marca o Dia Nacional da Economia Solidária, celebrado neste mesmo 15/12, e ainda remete ao Dia Internacional de Direitos Humanos, comemorado em 10/12. Para lançar a obra, a Unisol e a Amater organizaram uma Live na qual os representantes de nove empreendimentos contarão seus relatos de como as famílias cooperadas conseguiram se manter durante esta pandemia.

Segundo o presidente da Unisol, Léo Pinho, um dos objetivos da Live, assim como do livro, é estimular a população a se organizar em torno de empreendimentos de economia solidária de forma a superarem a crise econômica. “Os relatos destas nove cooperativas devem servir de base para que outras iniciativas prosperem sabendo que podem contar com a assessoria de entidades como a Unisol e a Amater”, disse.

Dois princípios da Unisol serviram de conceitos na elaboração do livro. “A intercooperação e a solidariedade são dois polos a partir dos quais os empreendimentos se formam e se consolidam”, afirmou Pinho. A própria concepção da obra seguiu esses princípios – ela foi editada e diagramada pela Coopacesso, uma editora cooperativa que, portanto, funciona conforme a lógica da economia solidária.

A Live inteira deverá ter uma hora de duração e é destinada ao público em geral, em particular a pessoas, grupos ou famílias que estejam com dificuldade de lançar seus pequenos empreendimentos.

O livro, em seu formato eletrônico, estará disponível para download gratuito, primeiro para os que assistirem à Live – na qual será anunciado o link de acesso – e, depois de 24 horas, para o público em geral.”

Análise de Conjutura #019 – 30 nov a 06 dez 2020 – por J. S. Gabrielli

Segue em anexo o mais recente boletim semanal; com algum atraso mas ainda em tempo.

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Banco de imagens gratuitas para usar nas suas postagens

É certo que o CANVA e o Adobe Spark Post disponibilizam templates com imagens bem legais. Mas chega um momento em que é necessário algo com uma pegada mais criativa e um viés mais profissional. Nesta hora alguns sites disponibilizam bancos de imagens que nos livram do sufoco. Vale ficar atento às exigências, quando houverem de citar fontes e dar os devidos créditos.

Se jogue, experimente pois todos tem potencialidades e insuficiências. Vai depender da sua necessidade no momento

PIXABAY

UNPLASH

FREEPIK

Então…é só clicar e experimentar. E conte nos comentários a sua experiência e outros bancos de imagens que você usa ou conhece.

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