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TRAMPO Trabalho e economia solidária

notícias e reflexões sobre o mundo do trabalho e economia solidária

Dia 24 : dia de agitação por Lula Livre

https://www.facebook.com/events/409410156313677/?ti=as

A greve geral vista pela grande imprensa

A greve geral convocada por todas as centrais sindicais para o dia 14 de junho passado disputou a atenção dos veículos de comunicação com dois fatos importantes no cenário político : a apresentação do texto do relator da Comissão Especial da Reforma da Previdência e a repercussão da divulgação da troca de mensagens entre o então juiz Sérgio Moro e os procuradores do Ministério Público Federal responsáveis pela Operação Lava Jato.

A seguir publicamos os links para os textos publicados por estes veículos. As omissões ficam por conta da falta de disposição deste editor para uma pesquisa completa:

  • Valor Econômico – Greve Geral tem atos em pelo menos 123 cidades do país – http://bit.ly/2Kn6qJk
  • Brasil Debate – Greve Geral é ilegal ? – http://bit.ly/2IkMdBq
  • Estado de São Paulo – Sem adesão do setor de transportes, greve contra reforma tem efeito limitado – http://bit.ly/2FeWrBn
  • Folha de São Paulo – Cenas de violência marcam dia de paralisação nas capitais – http://bit.ly/2WLyRCg
  • Huffpost – Greve geral atinge cidades pelo País e afeta transporte público em São Paulo – http://bit.ly/2wWNVT1
  • El País – Greve tem adesão parcial e segue toada crítica contra a Previdência e o Governo Bolsonaro – http://bit.ly/2Ff1TnY
  • Nexo Jornal – Qual o balanço da primeira greve geral no governo Bolsonaro ? – http://bit.ly/2WQZieH

Fernando Lopes fala sobre o centenário da OIT

O companheiro Fernando Lopes, trabalhador metalúrgico e assessor de Relações Internacionais da CNM CUT estará presente nas atividades comemorativas do centenário da OIT como membro da delegação da CUT.

No seu retorno a Salvador este blog (www.trampo.blog.br) pretende organizar um debate sobre o tema.

Enquanto isso confira o depoimento de Fernando sobre a importância da OIT no vídeo abaixo

“OS IMPACTOS DAS MANIFESTAÇÕES NA CONJUNTURA POLÍTICA BRASILEIRA” por Diogo Carvalho

Reproduzo aqui o texto do companheiro Diogo Carvalho avaliando as manifestações ocorridas no 26 de maio. Este texto foi publicado originalmente no Facebook na página do Renova PT, coletivo baiano que pretende disputar a direção do Partido dos Trabalhadores na Bahia no processo de renovação de direção que ocorre neste ano de 2019.

foto diogo

Escrevo este texto com o intuito de gerar um debate sobre os impactos das manifestações da extrema direita no cenário político brasileiro. O número de manifestantes e a amplitude dos atos permitiu a visualização numérica e qualitativa da base orgânica do governo Bolsonaro.

É importante destacar que os protestos foram apoiados e convocados por apenas uma fração dos setores da sociedade brasileira que apoiam o Governo. Ou seja, os atos foram grandes, mas poderiam ser maiores caso o Governo tivesse conseguido a unidade política de todo seu capital político em torno das manifestações. O fato da fragmentação quanto a convocação não transformou as manifestações em um fiasco, como muitos companheiros previam.

Na minha avaliação as manifestações foram um alerta para a esquerda. Um alerta no sentido de não subestimarmos novamente a base social da extrema direita brasileira, como fizemos nas últimas eleições e no processo golpista que destituiu o governo eleito da Presidenta Dilma.

As pessoas que foram às ruas no último domingo fazem parte do escopo populacional diretamente atingido pela máquina de propaganda montada pela extrema direita nos últimos seis anos e que continua ativa, descentralizada e com suporte de aparelhos de inteligência tanto de governos estrangeiros quanto nacionais. Vários pesquisadores detectaram que o aparelho de comunicação bolsonarista está ativo e a propaganda transmitida acompanha os embates políticos-ideológicos que o governo enfrenta cotidianamente.

Estamos perdendo a disputa ideológica e de projetos devido ao fato de não termos meios que permitam um marketing contra hegemônico que atinja setores da população que não são fascistas, mas que consomem conteúdo fascistizante e identificam a solução dos seus problemas nas mensagens políticas que são direcionadas para grupos sociais específicos a partir de dados de big data, que mapeiam raça, classe, gênero etc.

Assim, fica fácil entender um dia depois dos atos, como o governo conseguiu emparedar o legislativo e judiciário em torno das pautas defendidas nas manifestações de domingo. Não foi gratuito que a esquerda não tenha sido o principal alvos do manifestantes, Maia e o STF foram os grandes destinatários das fake news e das manifestações de ódio que ocorreram no dia 26.

Em resumo, engana-se quem acha que Bolsonaro irá cair em um futuro próximo, ou que não chegará competitivo em 2020 e 2022. Existe base social para sustentação do governo no curto e no médio prazo, inclusive com a possibilidade de ruptura institucional caso haja uma radicalização do legislativo contra o bloco bolsonarista no executivo. Não podemos esquecer que a Bahia é um oásis dentro de um Brasil que está cada vez mais conservador, nossa situação conjuntural do estado as vezes não permite que vejamos que o crescimento da extrema direita não é artificial, não irá retroagir a curto prazo e que nossos aliados da centro direita estão mais próximos do bolsonarismo do que de uma provável aliança com o campo conservador nas próximas eleições.

Caso os setores progressistas não se renovem em termos de linguagem comunicacional seremos, mais uma vez, derrotados através de práticas políticas neofascistas. Enquanto não formos capazes de explicar e convencer setores sociais, que terão perdas irreparáveis de direitos durante os governos de extrema direita, estaremos falando para um mesmo público determinado por algoritmos, que alguns autores já consideram como mecanismos matemáticos de destruição em massa e controlados por monopólios empresariais com relações umbilicais com agências internacionais de informação que possuem interesses geopolíticos no Brasil.

Assim, as manifestações de domingo fortalecerem a pauta do governo e enfraqueceram uma insipiente oposição de direita que ainda estava em formação.

Diogo Carvalho é historiador, mestre em Comunicação e Cultura Contemporanea pela FACOM e doutorando em História pela FFCH da UFBa

Notícias da Greve Geral argentina

Faltando pouco mais de duas semanas para a Greve Geral convocada pelas centrais sindicais brasileiras, mais precisamente no dia 29 de maio, as centrais sindicais argentinas realizaram uma greve geral contra a política econômica recessiva do governo Macri.

Publicamos aqui alguns links para textos da imprensa brasileira e argentina sobre o impacto da greve. Boa leitura e vamos construir a Greve Geral em 14 de junho próximo.

Opera Mundi (Brasil)http://bit.ly/2JP1axF

El País (Brasil) – http://bit.ly/2ENqsbl

Veja (Brasil)http://bit.ly/2EO19G2

Enfoque Sindical (Arg)http://bit.ly/2I91B2A

Agencia CAT (Arg)http://bit.ly/2wu59qV

Escola DIEESE: resposta à urgência na formação de novas lideranças agora também no EAD

“O EAD é uma demanda de diversas entidade de trabalhadores, já há algum tempo. E com razão, pois essa modalidade de educação permite ampliar os espaços de debate e formação em importantes temas da atualidade, atingindo muito mais pessoas”, escreve Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e diretor técnico do DIEESE.

Eis o artigo.

A educação, mas principalmente a educação pública no Brasil passa por um momento difícil. De todos os lados, a universidade pública, os institutos e escolas sofrem ataques, dos mais variados tipos.

Espaço da produção, do saber e da formação do pensamento científico e crítico, as universidades obtiveram avanço significativo nos últimos anos, com ampliação da rede federal e a oferta de cursos nas mais diversas regiões do país. Na verdade, em todos os níveis de educação, o país ampliou significativamente a oferta de matrículas e parcela importante de brasileiros de baixa renda puderam ter acesso ao ensino.

A educação crítica, inclusiva e transformadora é a que deveria ser almejada, com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e igualitária. Esse tipo de educação se constrói nos espaços tradicionais da produção do saber, nas instituições educacionais tradicionais, como as universidades, mas também se constrói na vida e na luta, na vivência dos trabalhadores, dos movimentos sindicais e sociais em suas diversas esferas.

Desde a fundação, em 1955, o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) disputa espaço na produção do saber na sociedade brasileira. O saber valorizado pelo DIEESE e a partir do qual a entidade produz considera o trabalho como valor intrínseco e central para compreender a organização da sociedade, com o entendimento de que o trabalho produzido deve garantir condições dignas aos trabalhadores, no que diz respeito à moradia, alimentação, saúde, lazer,educação e participação social.

Criado e mantido pelo movimento sindical brasileiro, o DIEESE desenvolve pesquisa, assessoria e educação voltadas para os dirigentes e assessores das entidades sindicais e os trabalhadores. Um trabalho que beneficia a toda a sociedade e que deu à instituição o reconhecimento como instituição de utilidade pública.

Dentro deste projeto e com o objetivo de resgatar o lugar e a importância dos trabalhadores na sociedade, em 2012, a entidade criou a Escola DIEESE de Ciências do Trabalho, que oferece a graduação em Ciências do Trabalho; a pós-graduação em Economia e Trabalho e, mais recentemente, a pós em Sindicalismo e Trabalho; além de diversos cursos e outras atividades de extensão que marcaram a trajetória do DIEESE na formação da classe trabalhadora.

Em 6 de maio deste ano, a Escola DIEESE deu mais um largo e importante passo: começou a oferecer cursos de extensão na modalidade EAD – educação a distância, em uma plataforma desenvolvida exclusivamente para essa finalidade. No novo espaço, estão cursos de curta duração com temas ligados à agenda dos trabalhadores no Brasil.

O EAD é uma demanda de diversas entidade de trabalhadores, já há algum tempo. E com razão, pois essa modalidade de educação permite ampliar os espaços de debate e formação em importantes temas da atualidade, atingindo muito mais pessoas.

O primeiro curso disponível é sobre a reforma previdenciária, um assunto atual e de extrema importância. As aulas pretendem apresentar uma visão completa e crítica da questão para que os trabalhadores se posicionem e entendam o que está em jogo. Os principais aspectos da Proposta de Emenda Constituição (PEC) no 6, de 2019, que propõe mudanças tanto no Regime Geral de Previdência Social quanto no Regime Próprio, são abordados de forma elucidativa.

Com o curso A Reforma da Previdência – entenda o que está em jogo e o que muda para você, o DIEESE espera também contribuir para ampliar e fortalecer a participação dos trabalhadores nos debates sobre as políticas sociais, como a seguridade social e, mais especificamente, sobre a previdência social, questões que envolvem diretamente a vida de todos os trabalhadores.

A Escola DIEESE espera estar contribuindo também com respostas à urgência na formação de novas lideranças sindicais e sociais para os desafios presentes na sociedade hoje.

Para conhecer mais sobre a plataforma digital de cursos, acesse aqui.

Publicado originalmente na newsletter IHU – ADITAL 28/05/2019

Ato pró Bolsonaro na Bahia : quem mais perde é ACM Neto

Desta vez acompanhei “in loco” a manifestação em apoio a Bolsonaro realizada no Farol da Barra aqui em Salvador. Algumas obviedades quanto ao perfil de público : majoritariamente masculino, meia idade, aparência de classe média alta e, uma questão definidora em Salvador, essencialmente branco.

Público maior do que esperava, confesso. Por outro lado o PSL deu caráter estadual ao ato e várias caravanas do interior foram anunciadas. Me pareceu mais um comício do PSL visando 2020.

O que me surpreendeu: a “direita” saiu do armário. Dois oradores foram explícitos: somos de direita e a direita tem que se organizar da Bahia para tomar o governo estadual da esquerda. Confesso que foi a primeira vez que vi a direita baiana se assumir como tal.

E aí é onde localizo a derrota, pontual que seja, de ACM Neto: a direita baiana se confundia com o “carlismo”. ACM Neto tentou modernizar a imagem e se descolar de valores retrógrados da direita. Obteve sucesso mas agora surgem novo personagens na cena que não se envergonham de assumir como direita e se organizarem política e eleitoralmente. Entendo que no ato de ontem o PSL baiano buscou avaliar o seu tamanho e o seu potencial eleitoral. Que só poderá ser avaliado efetivamente nas eleições de 2020. Este movimento, em se confirmando, não afeta a esquerda baiana pois esta já perdeu o que tinha para perder. Mas obriga ACM Neto a dividir o protagonismo e o comando dos setores conservadores da sociedade baiana.

Vamos conferir os desdobramentos aqui na Bahia e em Brasília. Os dois cenários estão imbricados

Greve geral : não pode ser “apenas” contra a reforma da previdência

Todas as centrais sindicais convocam uma greve geral para o dia 14 de junho. No momento da sua convocação a sua motivação era a necessidade de combate mais vigoroso ao projeto de reforma da previdência. Me parece que pelo, desenrolar da conjuntura, a reforma da previdência mais um dos motivos para uma paralisação. Por razões práticas e políticas. Vejamos:

  • na média, principalmente nos grandes centros, uns 25 % da população sobrevive graças à economia informal. Os mais jovens entraram e permanecem no mercado de trabalho por esta via. Não tem muita expectativa de se aposentarem pela previdência oficial e talvez não se interessem pelo tema “reforma da previdência”. Mas sabem que são afetados pela recessão e que a permanência desta afeta os seus rendimentos já que a demanda, principalmente por serviços diminui. Para este público a retomada do crescimento econômico é fundamental;
  • o desemprego além de crescer também se consolida. Cresce o desemprego de longa duração que empurra quem está há mais de ano e meio fora do mercado formal para a condição de inimpregável. Premido pelo desespero este público não pensa tanto na aposentadoria e sim em como sobreviver no curto prazo;
  • a falta de iniciativa e propostas para retomar a atividade econômica expõe a fragilidade do Ministro da Economia e deixa boa parte do empresariado reticente em seguir apoiando o governo Bolsonaro. Este segmento, com capacidade de influenciar a opinião pública, apoia uma reforma na previdência pública, mas percebe que só esta não é suficiente para reanimar a economia;
  • os recentes cortes de verbas para a educação pública trouxe este tema para o centro da conjuntura e o movimento estudantil para as ruas. As lideranças deste segmento se sensibilizam com a luta por uma previdência inclusiva. Não tenho elementos para acreditar que apenas este tema os levem a uma mobilização ampla.

Por todas estas razões é que acredito que a convocação de uma greve geral deve abordar questões para além da reforma da previdência e incorporar bandeiras que unifiquem os trabalhadores enquanto classe:

  • por uma educação pública, de qualidade e inclusive;
  • pela retomada do crescimento econômico com inclusão social
  • basta de desemprego

Greve dos motoristas de aplicativos: o que disse a imprensa

E nesta recente quarta feira, 8 de maio, tivemos a primeira tentativa de paralização dos motoristas de aplicativos em vários países. Articulada inicialmente nos EUA por conta do lançamento das ações do UBER na Bolsa de NY nesta sexta, teve seus desdobramentos aqui no Brasil. Se nos EUA as demandas financeiras estiveram na pauta, aqui no Brasil as questões de segurança dos motoristas tem lugar de destaque.

Por conta das características do setor e da fragilidade organizativa dos trabalhadores não temos um balanço preciso da paralização. Deixo a seguir os links encontrados na web:

  • “Não pude parar, mas apoio”: o que dizem os motoristas sobre greve da Uber… – noticias.uol.com.br – http://bit.ly/2V8Cstv
  • Motoristas de aplicativos Uber e 99 fazem greve por lucros maiores – G1 – https://glo.bo/2HbseDK

  • Greve na Uber: tarifas disparam em dia de paralisação internacional – Tecmundo – http://bit.ly/2LwPCAT

  • Uber Off: 30% dos motoristas aderem à greve em SP; preços ficam estáveis -InfoMoney – http://bit.ly/2Jc9Hus

  • Nota da CUT em apoio à greve dos trabalhadores e trabalhadoras do Uber – http://bit.ly/2DZ9oyT

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