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TRAMPO Trabalho e economia solidária

notícias e reflexões sobre o mundo do trabalho e economia solidária

Economia patina; lucro dos bancos cresce

É o que nos mostra o recente estudo publicado pelo DIEESE (leia aqui). Embora o cenário econômico seja ruim os bancos continuam a apresentar alta lucratividade por conta de três fatores:

  • tarifas elevadas
  • redução de quadro de pessoal
  • juros bem acima da taxa SELIC

Contribui também a pouca disposição dos governos, em todo o planeta, de enfrentar este império. Que segue drenando para os seus cofres a riqueza produzida pelo trabalho.

Votaram contra os trabalhadores e não voltaram

Quase metade ficou de fora

A CUT – Central Única dos Trabalhadores lançou uma campanha, #VotouNãoVolta, orientando aos eleitores para não votarem nos parlamentares que aprovaram a reforma trabalhista.

As alianças políticas estaduais, a Bahia é um bom exemplo e não é o único, retiraram parte do ímpeto da campanha que no geral foi um sucesso ; quase metade dos parlamentares que votaram contra os trabalhadores não foram eleitos (leia matéria completa clicando aqui).

Aqui na Bahia ficaram de fora :

  • Lúcio Vieira Lima
  • José Carlos Aleluia
  • José Carlos Araújo
  • Antonio imbassay
  • Benito Gama
  • Erivelton Santana
  • Tia Eron

Irmão Lázaro e Jutahy Magalhães candidataram-se ao Senado e foram derrotados E o então deputado João Gualberto (PSDB) retirou a candidatura à reeleição no início da campanha.

Resolução da CUT sobre o segundo turno

RESOLUÇÃO DA CUT

A Direção Executiva da CUT, reunida em São Paulo no dia 10 de outubro de 2018, avaliou os resultados do primeiro turno das eleições de 2018, e convoca a mais ampla mobilização nas bases CUTistas para virar o jogo , derrotar a extrema direita à serviço dos empresários que é a candidatura Bolsonaro e eleger Haddad e Manuela, em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora!

É possível vencer as eleições presidenciais e não há tarefa mais importante neste momento! O tempo é curto e todos os sindicatos e ramos da CUT devem tomar clara posição contra o retrocesso, os ataques aos direitos sociais e trabalhistas, que significa a do ex-capitão candidato do PSL. É preciso desmascarar este farsante, que há quase 30 anos faz parte do sistema político apodrecido que diz combater, especialmente junto às nossas bases sindicais, trabalhadores e trabalhadoras que estão sendo manipulados contra seus próprios interesses de classe!

O ex-presidente Lula, perseguido e encarcerado, teve uma importância central nesse resultado. A CUT não abre mão da batalha por Lula Livre, que será reforçada com a vitória de Haddad contra a extrema direita reacionária. A CUT chama todos os democratas, independentemente de suas preferências partidárias a somarem-se na luta contra o autoritarismo, o ódio e o retrocesso. Não há meio termo possível, agora é 13!

A força da militância CUTista é fundamental neste momento crucial: ajudamos a colocar no segundo turno Fernando Haddad, representante do projeto democrático e da defesa dos direitos dos trabalhadores, e agora tudo faremos para a virada e a vitória eleitoral no 2º turno! Vamos agir como CUT, como representação sindical da classe trabalhadora, concentrando a nossa ação na defesa dos direitos trabalhistas, da defesa da Previdência Pública e das aposentadorias, na defesa da livre organização sindical ameaçada, na defesa dos serviços públicos e das estatais, numa palavra, na pauta da classe trabalhadora, desmascarando o candidato inimigo como representante dos interesses dos patrões, do mercado financeiro e das multinacionais, que querem liquidar todas as conquistas e a organização de nossa classe.

Vamos reverter em nossas bases os votos de trabalhadores e trabalhadoras que não são “fascistas” mas que foram manipulados por uma enxurrada de notícias falsas e também pela grande mídia que esconde a barbárie que é o ex-capitão, um farsante que se diz “anti-sistema” mas que votou a favor de todas as medidas do golpista Temer contra os direitos dos trabalhadores e a soberania nacional, que apoiou as privatizações a EC 95, a terceirização ilimitada, que acoberta a violência do agro-negócio e do latifúndio contra trabalhadores e trabalhadoras rurais! Um sindicato digno desse nome não pode ficar neutro diante da polarização do 2º turno. A CUT e outras seis centrais sindicais já tomaram clara posição a favor da chapa Haddad/Manuela, em defesa dos direitos e da democracia.

O cenário de polarização entre direita-esquerda expõe a intensa luta de classes que sempre existiu no Brasil, mas que agora se apresenta sem nenhum pudor; em que o fantasma do militarismo ameaça nossa democracia e em que o ódio pelas minorias espalha um rastro de violência covarde com assassinatos e agressões de quem não bate continência para o ex-capitão.

A CUT reafirma seu compromisso com os trabalhadores, trabalhadoras e com a sociedade brasileira na defesa de todo e qualquer direito já conquistado e garantido ao povo brasileiro.

As diretrizes e os princípios históricos que sempre nortearam a atuação CUTista também estarão presentes no segundo turno das eleições de 2018, quando apoiaremos o projeto do campo democrático de governo que:

· Devolva, preserve e aumente os direitos dos trabalhadores e da sociedade, revogando a Reforma Trabalhista de Michel Temer em todas as suas frentes;

· Defenda e aumente a oferta de empregos formais, decentes, com remuneração digna;

· Reverta as medidas que trouxeram a carestia e privilegiaram o rentismo em detrimento da vida;

· Implemente medidas que trarão de volta o desenvolvimento humano, social e econômico ao Brasil;

· Reverta o desmonte dos serviços públicos, as privatizações e concessões que estão destruindo o patrimônio de todos os brasileiros;

· Revogue completamente a EC 95 e o congelamento dos gastos públicos por 20 anos;

· Priorize os investimentos na saúde, educação, assistência social e outros setores fundamentais para o povo brasileiro;

· Defenda a soberania brasileira de qualquer ameaça interna ou externa;

· Priorize, enfim, todas as reformas estruturais e medidas que possam garantir uma vida melhor para todos os brasileiros.

Nesse sentido, a CUT orienta seus dirigentes e trabalhadores a organizar e intensificar o trabalho junto à classe trabalhadora para:

1. IR PARA AS RUAS – Fazer o debate pessoalmente é imprescindível

· Fazer materiais informativos para as bases sindicais mostrando as diferenças de propostas dos candidatos e seus impactos nas categorias e na classe trabalhadora;

· Engajar-se na organização de comitês de luta pela democracia e pelos direitos juntamente com outros GGsindicatos e organizações dos movimentos populares;

· Priorizar o debate nas ruas das periferias, nos locais de trabalho, nas praças e onde for possível explicar os direitos que serão retirados e as consequências concretas para a vida de cada trabalhador e trabalhadora, suas famílias e suas vidas;

· Dialogar em especial com a mulher trabalhadora, grande prejudicada pela discriminação e pela retirada de direitos que pode se tornar realidade;

· Falar com os jovens trabalhadores e trabalhadoras sobre trabalho, estudo, violência;

· Falar com todos de maneira simples, de forma clara e acessível; de trabalhador para trabalhador, de mulher para mulher, de jovem para jovem;

· Debate, debate, debate. Assim será a disputa do discurso e a conquista de corações e mentes.

2. RADICALIZAR O DEBATE NA DEFESA DOS DIREITOS TRABALHISTAS, SOCIAIS E DA DEMOCRACIA.

3. ENFRENTAR O DEBATE NAS REDES SOCIAIS, FOCANDO SEMPRE NA PERDA DE NOSSOS DIREITOS.

Temos raízes, temos história!

A CUT vai inteira para a luta: forte, vermelha, pelos trabalhadores, pela sociedade e pela democracia!

São Paulo, 11 de Outubro de 2018.

Direção Executiva da CUT Nacional

O governo Rui e a geração de empregos na Bahia

 

Demorei de fazer esta postagem por preguiça de ler os programas dos candidatos ao governo do estado da Bahia e pelo desinteresse pela campanha local dada à dianteira de Rui Costa desde o início da campanha.

Em parte o Coletivo Interface me ajudou ao publicar uma matéria analisando as propostas dos candidatos para a geração de trabalho e renda (leia aqui) a partir dos respectivos programas de governo. Merece elogios pois a imprensa local pouco se interessa pelo tema em que pese os altos índices de desemprego no nosso estado.

De uma forma geral os candidatos afirmam o básico: investir em obras públicas e em infraestrutura para atrair investimentos produtivos. A partir daí a roda da economia gira e empregos são gerados direta ou indiretamente. Raciocínio correto mas nada de inovador.

O tempo de estrada mostrou ao PT que os investimentos em educação profissional e formação de mão de obra são necessários e complementar à atração de investimentos. Mas sozinha esta ação não gera empregos. Daí a pouca enfase neste momento de economia retraída.

Acho que o programa de Rui Costa ousa pouco em alguns aspectos:

  • não ampliar a visibilidade e alcance do programa Bahia Produtiva, voltado para a agricultura familiar e financiado pelo Banco Mundial. Caberia uma maior integração deste programa com outras ações de governo, prefeituras e consórcios públicos objetivando adensar cadeias produtivas e internalizar nos municípios os recursos investidos pelo programa;
  • não propor ações voltadas para as compras públicas. Os entes governamentais são grandes compradores e o governo do estado poderia implantar mecanismo que destinasse parte destas compras para empreendimentos locais de pequeno porte. E existe experiência acumulada para tal: a prefeitura de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad implantou programa semelhante com excelente resultado. Claro que não basta criar as condições legais mas também preparar os empreendimentos para acessar estes programas dentro das condições estabelecidas;
  • avançar no estímulo ao crédito popular e solidário ou às ações de micro finanças. O Programa Finanças Solidária executado pela SETRE é tímido e, além de um maior aporte de recursos, falta apoio às iniciativas de micro finanças que existem no estado. E uma ação articulada para que os recursos investidos pelo programa Bahia Produtiva seja canalizado para as cooperativas de crédito, onde estas estejam em funcionamento.

Enfim, são medidas que requerem disposição em contrariar interesses e perseverança pois os resultados não aparecem de imediato. Mas poderiam ampliar a capacidade produtiva de pequenos empreendimentos e aumentar a renda dos que vivem do trabalho. Além de aproximar o governo daqueles que mais precisam.

 

 

Plataforma da CUT – Eleições 2018

Só ontem me toquei que a CUT publicou a sua plataforma para orientar os eleitores a definir seu voto e os parlamentares do seu espectro político a definir os eixos de atuação.

Portanto antes de votar verifique se o seu candidato tem afinidade com as propostas defendidas pela CUT. Leia a a Plataforma da CUT clicando aqui e seguindo as orientações para download.

Lançamento do documentário “1968 – a greve de Contagem”

lançamento vídeo Pronzato

O que : lançamento do documentário “1968 – a greve de Contagem” do diretor Carlos Pronzato

Onde : Sala Walter da Silveira – Biblioteca Central dos Barris

Quando : 27 de setembro – 18:30

Qual o futuro do sindicalismo ?

Quem faz esta pergunta em artigo publicado no site Brasil Debate é o Clemente Ganz Lúcio, Diretor Técnico do DIEESE. Pergunta mas também oferece pistas para a organização sindical no futuro próximo.

Na tentativa de resposta Clemente lista segmentos específicos da força de trabalho brasileira e os desafios organizativos de cada uma destes. Me chama a atenção o desafio proposto para a ação sindical junto à juventude que, ainda em idade escolar, prepara-se para assumir os futuros postos de trabalho e por conseguinte futuros dirigentes e ativistas sindicais. Fico na expectativa de que a leitura destas provocações transforme a postura dos atuais dirigentes sindicais. Meu ceticismo não me permite ir além disto.

Torço para estar errado. E torço para que este texto instigue o debate. Leia-o clicando aqui e me mande a sua opinião.

40 anos das greves de 78 e o futuro do sindicalismo

Tomei conhecimento através de postagem no Whatsapp da recente edição da Revista Lua Nova editada pelo CEDEC – Centro de Estudos de Cultura Contemporânea cujo tema é “40 anos das greves de 78 e os dilemas do sindicalismo na atualidade“. Todos os textos estão disponíveis para leitura em formato PDF (clique aqui).

Leitura indispensável pois foram as greves de 78, iniciadas no setor metalúrgico, que projetou para o Brasil e para o mundo a figura de Luis Inácio Lula da Silva e apontou para toda uma geração de ativistas potenciais, entre os quais se insere este blogueiro, as possibilidades de ação política numa fase de descrédito na alternativa da luta armada e ceticismo em relação à possibilidade de atuação partidária ainda sob a égide da ditadura militar.

Indispensável também por reforçar o debate sobre o futuro do sindicalismo numa época de crise do capitalismo, desemprego estabilizado em patamares elevados, ampliação do trabalho precário e por conta própria e ritmo crescente de substituição da mão de obra humana por artefatos tecnológicos. Enfim, a redução do trabalho assalariado, base da organização sindical até o momento.

O calendário eleitoral tende a remeter a leitura deste texto para após o 7 de outubro. No final de semana posterior tento publicar minhas considerações sobre a publicação.

 

Plataforma das Mulheres da CUT para as eleições 2018

Vi em alguns grupos no Whatsapp notícias sobre o lançamento do documento “Plataforma das Mulheres da CUT para as eleições 2018” construído pela Secretaria Nacional de Mulheres da CUT e a Fundação Friedrich Ebert. Por alguma insondável razão não consegui localizar o documento no site da CUT e não vi evidências do seu lançamento público.

Voltando o documento: bastante propositivo e deixando claro que as questões que afetam as mulheres no mercado de trabalho não serão resolvidos apenas nos enfrentamentos patrão-empregado. O estado, entenda-se poder executivo e legislativo, tem a obrigação de implementar políticas públicas e legislação de sustento para que as situações de desigualdade de gênero façam parte do trabalho. Inclusive incidindo em questões culturais que implique na mudança de compreensão e comportamento dos homens em relação às mulheres.

O documento está organizado em quatro eixos

  • Igualdade e não discriminação no trabalho.
  • A violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer.
  • Política de cuidados e responsabilidades domésticas e familiares compartilhadas.
  • Direitos sexuais e reprodutivos.

E para conhecê-lo na íntegra é só clicar aqui.

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