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TRAMPO Trabalho e economia solidária

notícias e reflexões sobre o mundo do trabalho e economia solidária

Vamos continuar a pressionar os deputados baianos na CCJ

Está prevista para esta terça, 23 de abril, a votação da Reforma da Previdência na CCJ. Mande sua mensagem de insatisfação e protesto por email aos três deputado baianos que estão se colocado como favoráveis à reforma. São eles :

  • João Roma – PRB Ba – dep.joaoroma@camara.leg.br
  • Paulo Azi – DEM Ba – dep.pauloazi@camara.leg.br
  • Arthur Maia – DEM Ba – dep.arthuroliveiramaia@camara.leg.br

Não daremos sossego aos que colocam contra os interesses do povo. Vamos usar as redes sociais a nosso favor. Repasse esta mensagem para a sua lista de contatos.

Três deputados baianos na CCJ a favor da Reforma da Previdência: mande um ZAP pra eles

Segundo o site Reaja Agora, criado e mantido pela CUT para organizar ações nas redes sociais contra a reforma da previdência, tres deputados baianos fazem parte da Comissão de Constituição e Justiça e pretendem votar na próxima semana pela continuidade de tramitação da PEC 006/2019. São eles : Paulo Azi, João Roma e Artur Maia, todos filiados ao DEM do prefeito de Salvador ACMNeto. Mande um zap pra eles manifestando seu descontentamento:

Artur Maia – 71 99956-4445

João Roma – 61 99949-5119

Paulo Azi – 61 99949-0251

Forum Baiano de Economia Solidária se reorganiza

Reunidos na sexta, 05 de abril, entidades de apoio, grupos produtivos, instituições governamentais e acadêmicos envolvidos coma economia solidária reuniram-se em Feira de Santana para retomar a trajetória do Forum Baiano de Economia Solidária.

Assim como outros espaços similares, o Forum Baiano sofreu um esvaziamento na medida em que as políticas públicas para o setor avançaram. Um paradoxo visível mas nem os ativistas da economia solidária nem de outros movimentos sociais tem manifestado disposição de refletir sobre o assunto.

Não existe relato oficial da reunião mas, até onde obtive informações, duas linhas de trabalho serão encaminhadas : uma mais organizativa com a tentativa de reunir os atores da economia solidária pelo interior do estado visando dar uma representatividade estadual para o Forum e outra, digamos, mais política objetivando apresentar às várias secretarias do governo estadual um cardápio de ações que possam consolidar os empreendimentos produtivos do segmentos.

Sem prejuízo das proposições acima ouso acrescentar duas ações que me parecem necessárias :

  • elaborar e implantar um plano de ação visando disputar recursos no Orçamento 2020 do Governo da Bahia para a consolidação das políticas públicas para a economia solidária. Isto porque as ações desta política eram financiadas por recursos oriundos da SENAES/MTE. Muito pouco era oriundo dos cofres estaduais. Se os recursos federais já estavam escassos a tendência é “zerar” no próximo ano;
  • dialogar com os deputados federais baianos no sentido de apresentarem emendas ao orçamento que financiem ações coletivas. Não é uma ação fácil visto que o próximo ano teremos eleições municipais e a tendência é dos parlamentares destinarem recursos para os seus redutos. Mas não custa tentar já que muitos deles se elegem com um discurso coletivista.

Mas vale a tentativa de reorganização e este blog se coloca à disposição para veicular as questões que o Forum Baiano de Economia Solidária entenda pertinente.

 

Saudação ao Povo Brasileiro -Pauta unificada dos movimentos sociais

 

saudacao ao povo brasileiro

A Frente Brasil Popular, em sua III Conferência Nacional, que aconteceu nos dias 30 e 31 de março de 2019, na ENFF, em Guararema (SP) reuniu representantes de entidades nacionais e delegados estaduais, oriundos de diversos espaços organizativos que debateram a crise brasileira e atualizaram as tarefas políticas das forças democráticas e populares.

A Frente Brasil Popular é fruto histórico da mobilização e articulação de lutas e bandeiras dos movimentos sociais e de trabalhadores e trabalhadoras, continuidade de outras experiências que cumpriram, cada uma em seu tempo, o papel de articular e mobilizar a luta pela democracia e por direitos do povo brasileiro.

A FBP na luta contra mais retrocessos

No plano internacional a conjuntura se agravou.  Fica claro que o sistema capitalista passa por uma crise e busca uma transição para novas formas de exploração, muitas vezes até reforçando que o capitalismo é incompatível com a democracia.

Diante da consolidação de quadro de multipolaridade global no sistema de nações, o imperialismo reage buscando reafirmar sua hegemonia através das mais variadas formas de ataques em especial na América Latina, produzindo um ambiente global que tem servido para o crescimento da extrema direita.

Isto tem refletido diretamente na crise brasileira. O processo do Golpe em 2016, se desdobrou no Governo Temer e suas medidas antipopulares, na prisão injusta do Presidente Lula e na eleição de um candidato alinhado com os setores imperialistas, rentistas e entreguistas. O Governo Brasileiro, antes altivo e construtor da paz, hoje representa uma postura submissa e enquadrada econômica, social e geopoliticamente ao imperialismo norte-americano.

O Governo Bolsonaro é um Governo autoritário. Apresenta uma agenda de ultraliberalismo econômico, de ultraconservadorismo com cerceamento das liberdades individuais, aliados à repressão e criminalização das lutas e mobilizações populares.

A principal agenda do Governo Bolsonaro nesse momento é a Reforma da Previdência. Na prática esta proposta acaba com o direito de aposentadoria e desestrutura a seguridade social, ao atingir o conjunto da classe trabalhadora, em especial os idosos, rurais, mulheres e povo negro.

O governo Bolsonaro agrava as medidas desastrosas do Governo Temer. O resultado disto é o grande desemprego no Brasil, o fim dos direitos trabalhistas e os ataques à organização dos trabalhadores, isto agrava um quadro marcado nas grandes cidades por falta de políticas públicas e sociais, grande aumento da violência e estagnação da nossa economia, aprofundado pela EC 95/2016, do Teto de Gastos.

O chamado “Pacote Anticrime de Moro” significa o aumento das medidas de exceção, buscando legitimar a Lava Jato, restringe e criminaliza a luta dos trabalhadoras e trabalhadores e do movimento popular, inclusive o direito de manifestação, por outro lado aumenta o encarceramento da população pobre e o genocídio da juventude, em sua maioria negra. Fica claro que temos na ordem do dia a necessidade de derrotar a Reforma da Previdência e avançar na construção de um projeto de desenvolvimento nacional que possa dar resposta para estas e outras questões.

Trata-se de recolocar no centro da luta política a necessidade de um projeto popular, feminista, antihomofóbico e antirracista, que garanta o desenvolvimento e soberania nacional e hegemonia das forças populares. Um projeto centrado na sustentabilidade da vida, e não no lucro. Isto exige uma força, um acúmulo no debate programático e, ao mesmo tempo, acúmulo de forças populares organizadas.

Os desafios da FBP na atual conjuntura

O fortalecimento da Frente Brasil Popular e de ação das Frentes, dos partidos políticos, centrais sindicais e movimentos sociais que a compõem são elementos essenciais.

Importantes temas foram levantados ao longo dos trabalhos da III Conferência que queremos aprofundar no debate estratégico da FBP e para o nosso diálogo com outras forças democráticas e populares, em especial com a Frente Povo Sem Medo e Fórum das Centrais.

O fortalecimento e manutenção do nosso acúmulo histórico e programático não é contraditório com a necessidade de avançar da construção de um campo amplo de resistência.

Diante da ofensiva de setores ultraliberais e reacionários, precisaremos combinar a organização popular com movimentos e ações que incluam quaisquer setores, movimentos sociais e entidades da sociedade civil que se mobilizem em defesa da democracia, das liberdades democráticas, dos direitos civis e políticos do povo brasileiro e da soberania nacional.

Devemos nos desafiar a buscar outras forças na construção de uma greve geral contra a reforma da Previdência, maior e mais forte que a alcançada contra a reforma trabalhista, passa pelo acúmulo de nosso diálogo e trabalho coletivo, que buscaremos nos próximos meses aprofundar.

Para sobreviver a sua própria crise o sistema capitalista passa por uma crise e busca novas formas de exploração. Precisamos compreender melhor questões como: as novas relações de trabalho, incluindo reprodutivo e de cuidados, do capital financeiro transnacional, os riscos à democracia, desafios da revolução tecnológica da era da informação e da comunicação e novas estratégias de resistência democrática.

Nos próximos meses, nossa prioridade será derrotar o projeto de destruição da Previdência Pública.

A Campanha Lula Livre é uma agenda fundamental, que exige esforço e responsabilidade da FBP. A prisão de Lula é um ato político e arbitrário, devemos reforçar as ações e mobilizações de denúncia de um ano de prisão política, bem como seguir articulando e mobilizando a resistência em todo Brasil.

Da mesma forma, a defesa da Venezuela é a defesa de um símbolo de resistência na América Latina. Devemos fortalecer a cultura da paz e soberania dos povos. As agendas em defesa da Paz e em defesa da soberania dos povos ameaçados pelo imperialismo contam com apoio da FBP.

A Defesa da Democracia, da Soberania e dos Direitos Sociais são pautas permanentes da FBP. Estaremos juntos na defesa da educação, ao lado de estudantes e professores, defendendo as escolas sem mordaça. Defendemos uma sociedade sem qualquer tipo de exploração, opressão e discriminação, buscando garantir os direitos das mulheres, negros, indígenas, lgbt´s, quilombolas e trabalhadoras e trabalhadores.

Guararema, 31 de março de 2019.

Transcrito do site www.frentebrasilpopular.org.br

COOPERGIRO: conquista pouco comemorada pelo movimento da economia solidária

coopergiro

Final do ano passado ou bem no início deste vi em algum canal de comunicação governamental o anúncio do COOPERGIRO que vem a ser uma linha de crédito do DESENBAHIA, em parceria com a SDR, para capital de giro direcionado às cooperativas da agricultura familiar.

Notícia pouco comemorada pelos movimentos da economia solidária e pelas organizações que representam os trabalhadores da agricultura familiar: a falta de linhas de crédito para capital de giro voltada para cooperativas sempre foi apontada, e com razão, como um dos entraves à consolidação destes empreendimentos. Como os membros destas organizações não dispõem de poupança pessoal para constituir um fundo que supra esta necessidade (capital de giro) e o sistema financeiro tradicional dificulta estas operações ficavam todos, indivíduos e coletividade, à mercê dos “atravessadores” que compravam a produção ou a matéria prima a preços aviltantes.

Não conheço detalhes das condições de acesso a esta linha de crédito. Imagino que devem ser rígidas e contarem com aval ou certificação governamental. Mas é uma ação louvável e que deve ser comemorada. E deve também servir de inspiração a outros segmentos da economia solidária para além da agricultura familiar a seguir na luta pela universalização desta linha de crédito. Creio que levar este debate para o âmbito do Conselho Estadual de Economia Solidária deve ser uma ação imediata.

Para mais detalhes recomendo a leitura de notícia veiculada no site da CAR clicando no link a seguir : http://bit.ly/2WfbSzT

Governadores do Nordeste e a reforma da previdência

Os governadores dos estados do Nordeste reunidos em São Luis no Maranhão neste 14 de março assinaram um manifesto em que se posicionam de forma clara em relação à reforma da previdência enviada ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro. Sem adotar linguagem panfletária contestaram os pilares fundamentais da proposta conforme transcreveremos a seguir, sendo os grifos da minha responsabilidade :

quanto à Reforma Previdenciária consideramos que se trata de um debate necessário para o Brasil contudo posicionamo-nos em defesa dos mais pobres, tais como beneficiários da Lei Orgânica da Assistência Social, aposentados rurais e por invalidez, mulheres entre outros, pois o peso de déficits não pode cair sobre os que mais precisam de proteção previdenciária. Também manifestamos nossa rejeição à proposta de “desconstitucionalizar” a Previdência Social retirando da Constituição garantias fundamentais aos cidadãos. Do mesmo modo, consideramos ser imprescindível retirar da proposta a previsão do chamado regime de capitalização, pois isso pode inclusive piorar as contas do sistema vigente, além de ser socialmente injusto com os que tem menor capacidade contributiva para fundos privados. Em lugar de medidas contra os mais frágeis, consideramos fundamental que setores como o capital financeiro sejam chamados a contribuir de modo mais justo com o equilíbrio da Previdência brasileira“.

Além da questão previdenciária o documento traz outras manifestações importantes e a íntegra voce pode acessar clicando aqui.

A partir de hoje este blog e seus perfis de redes sociais associados estarão divulgando com frequência notícias, ações e calendários de manifestações contra a reforma da previdência. Siga-nos, mas, principalmente nos informe sobre atividades da sua entidade, bairro ou cidade.

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10 maldades contra você

reforma_02

Transcrito do site da CUT

Escrito por: Andre Accarini, Marize Muniz e Tatiana Melin

Publicado: 01 Março, 2019 – 13h33 | Última modificação: 01 Março, 2019 – 15h37

A proposta de reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) pode mudar drasticamente os planos dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Para a grande maioria, os que começam a trabalhar mais cedo, ganham menos e ficam grandes períodos sem carteira assinada é pior ainda. Para esses, a reforma representa o fim do sonho da aposentadoria.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 06/2019) da reforma da Previdência prejudica trabalhadores e trabalhadoras que vão entrar no mercado de trabalho e a maior parte dos que já estão trabalhando.
Motivo: o texto que será analisado pelo Congresso Nacional dificulta as regras de acesso, reduz o valor dos benefícios e altera até a legislação trabalhista, como é o caso do item que acaba com o pagamento da multa de 40% do saldo do FGTS quando o trabalhador se aposentar e continuar na mesma empresa. Esse item também isenta o empresário de continuar contribuindo com o FGTS.

Antes de entender os principais ataques da proposta e como eles afetam a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, é preciso saber como funciona hoje. Atualmente, o trabalhador pode se aposentar por tempo de contribuição, que exige 35 anos de pagamentos ao Instituto Nacional do Seguridade Social (INSS) para homens e 30 anos para mulheres, sem exigência de idade mínima. Neste caso, o valor do benefício é proporcional ao tempo e a idade.
Para ter acesso ao valor integral do benefício é possível também se aposentar pela fórmula 86/96, que é a soma da idade mais o tempo de contribuição – mulher com 56 anos mais 30 de contribuição e homem com 61 anos e 35 de contribuição.
A segunda é a aposentadoria por idade, que atende aos mais pobres. Os requisitos são: idade de 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres) e 15 anos de contribuição. O valor do benefício é de 70% da média dos 80% maiores salários recebidos ao longo da vida pelo trabalhador. Ele recebe 1% a mais a cada ano de contribuição maior do que os 15 anos que constam na regra.
A reforma de Bolsonaro acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição.

O que a reforma da Previdência prevê:

Idade mínima
Institui a obrigatoriedade da idade mínima para a aposentadoria de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), tanto do setor público como do setor privado. A proposta também contém um dispositivo que aumenta, a partir de 2024, a idade mínima a cada quatro anos, de acordo com a expectativa de vida da população medida pela IBGE.

Tempo de contribuição
A PEC acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição. Para o trabalhador se aposentar, precisa obrigatoriamente atingir a idade mínima. Nesse caso, o tempo de contribuição passará de 15 para 20 anos. Se o trabalhador quiser receber o benefício integral, além da idade mínima, terá de contribuir durante pelo menos 40 anos.

Média salarial
O cálculo para o valor do benefício passará a contabilizar todos os salários e não mais os 80% mais altos, como é hoje. Com isso, o valor do benefício das futuras aposentadorias será bem menor, pois ninguém entra no mercado de trabalho com altos salários.

Professores
Os professores e professoras serão uma das categorias mais penalizadas, se a reforma for aprovada.
A PEC prevê idade mínima obrigatória para aposentadoria da categoria de 60 anos para homens e mulheres e aumenta o tempo mínimo de contribuição para 30 anos. Quem cumprir esses requisitos terá direito a 80% do valor do benefício. Para ter direito a 100% do benefício é preciso contribuir durante 40 anos.
Pelas regras atuais, as professoras se aposentam com benefício integral quando completam 50 anos de idade e 25 anos de contribuição e os professores, 55 anos de idade e 30 anos de contribuição.

Rurais

A reforma de Bolsonaro pode retardar ou até acabar com o direito à aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, em especial dos agricultores e das agricultoras familiares, que nem sempre têm renda para contribuir com o INSS, e por isso estão na categoria de “segurados especiais”.
A PEC prevê 20 anos de contribuição e idade mínima de 60 anos para homens e mulheres do campo se aposentar. Além disso, as famílias (grupo familiar) terão de contribuir com, no mínimo, R$ 600,00 ao ano, mesmo se não produzirem, portanto, não venderem nada no período.
Atualmente, a idade mínima de acesso à aposentadoria dos trabalhadores da agricultura familiar é de 55 anos para as mulheres e 60 para os homens, com obrigatoriedade de comprovar 15 anos de atividade rural. Eles só precisam comprovar esse período com documentos como o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ou com declarações de testemunhas e atestados complementares de sindicatos da categoria.

Servidores Públicos
A proposta de Bolsonaro quer estabelecer a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres e aumentar o tempo mínimo de contribuição para 25 anos para que os servidores tenham acesso a 60% do valor do benefício. Para receber o valor integral, os servidores terão de contribuir por pelo menos 40 anos.
Além disso, a PEC prevê aumento nos percentuais de contribuição dos atuais 11% para até 22%. Pela proposta, a alíquota dos servidores públicos começará em 7,5% para os que ganham até um salário mínimo. No caso dos que ganham mais de R$ 39 mil a alíquota pode chegar a 22%.
Pelas regras atuais, os homens se aposentam aos 60 anos com, no mínimo, 35 anos de contribuição e as mulheres com 55 anos e 35 de contribuição. O teto é igual ao dos trEssa regra vale desde a aprovação da Emenda Constitucional 41, de 2003, que alterou o cálculo dos benefícios dos servidores públicos. Desde a reforma, os trabalhadores que ingressaram no serviço público não recebem mais o salário integral da ativa quando se aposentam. O benefício do servidor aposentado passou a ser calculado de acordo com a média de sua contribuição a um fundo de previdência.abalhadores da iniciativa privada, R$ 5.839,46.

Essa regra vale desde a aprovação da Emenda Constitucional 41, de 2003, que alterou o cálculo dos benefícios dos servidores públicos. Desde a reforma, os trabalhadores que ingressaram no serviço público não recebem mais o salário integral da ativa quando se aposentam. O benefício do servidor aposentado passou a ser calculado de acordo com a média de sua contribuição a um fundo de previdência.

Capitalização
Bolsonaro também quer implementar no Brasil o regime de capitalização da Previdência que valerá para os trabalhadores que entrarem no mercado de trabalho.
É o mesmo sistema implantado no Chile, em 1981. A capitalização prevê que cada trabalhador ou trabalhadora faz a própria poupança, que é depositada em uma conta individual. Na prática, isso significa que o valor da aposentadoria de um trabalhador dOs trabalhadores chilenos são obrigados a depositar ao menos 10% do salário por no mínimo 20 anos para se aposentar. A idade mínima para mulheres é 60 e para homens, 65. Não há contribuições dos empregadores nem do Estado.
Após 37 anos da implantação do modelo de capitalização, apenas metade dos trabalhadores e trabalhadoras chilenos conseguiram se aposentar. E como a maioria ganhava salários baixos e ficou grandes períodos desempregada ou não conseguiu fazer uma poupança com recursos suficientes, aproximadamente 91% dos aposentados recebem benefícios de cerca de meio salário mínimo do país, o equivalente a, em média, a R$ 694 – o piso nacional do Chile é de 288 pesos, ou R$ 1.575,66. epende do rendimento que ele tiver em sua conta individual.

Pensão morte e Acúmulo de benefícios
A PEC da reforma diminui para 50% o valor da pensão por morte dos cônjuges e órfãos. No caso dos viúvos e viúvas, a proposta prevê 10% a mais por cada dependente. Quando um deles perder essa condição ou falecer, sua cota não será repassada aos demais dependentes.
Quanto ao acúmulo de benefícios, pelas regras atuais, é possível o acúmulo de pensão e aposentadorias. Já o texto encaminhado por Bolsonaro ao Congresso restringe essa possibilidade e reduz o valor do benefício.
Pela regra proposta, se uma pessoa for acumular aposentadoria com pensão poderá escolher o benefício de valor mais alto e o outro vai ser repassado com desconto, de acordo com reduções por faixas escalonadas de salário mínimo.

BPC
A idade mínima do Benefício de Prestação Continuada (BPC), no valor de um salário mínimo por mês pago a idosos e pessoas com deficiência em situação de miserabilidade, passa de 65 para 70 anos.
Na tentativa de atenuar o estrago causado a essa parcela da população (atualmente são mais de 2,5 milhões benefícios), Bolsonaro incluiu na proposta a possiblidade de pagar R$ 400,00 a partir de 60 anos de idade.
Pessoas com deficiência continuam com a regra atual.

Mulheres
As mulheres também estão entre as mais prejudicadas com a reforma da Previdência de Bolsonaro, que acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, obriga as mulheres a se aposentarem com, no mínimo, 62 anos de idade, e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos.
Apesar de mais tempo de trabalho e de contribuição, as trabalhadoras receberão apenas 60% do valor do benefício, se a PEC for aprovada. Para ter direito à aposentadoria integral, a trabalhadora terá de contribuir por pelo menos 40 anos.

Atualmente, as trabalhadoras podem se aposentar após 30 anos de contribuição ao INSS, sem a exigência de idade mínima. Nesse caso, para ter acesso ao valor integral do benefício, as mulheres precisam que a soma da idade mais o tempo de contribuição seja igual a 86 (56 anos + 30 contribuição = 86).
No caso das trabalhadoras que não conseguem se aposentar por tempo de contribuição, a aposentadoria é por idade: 60 para as mulheres, com no mínimo 15 anos de contribuição.

Jabutis
A PEC da reforma de Bolsonaro também tem itens relacionados a legislação trabalhista que nada têm a ver com Previdência. Se a reforma da Previdência for aprovada, os patrões estarão livres de pagar a multa de 40% sobre os depósitos efetuados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na conta do trabalhador ou trabalhadora que se aposentar e continuar trabalhando na mesma empresa. Eles também não precisarão mais continuar recolhendo o FGTS dos empregados aposentados, 8% por mês.
Hoje, o trabalhador se aposenta, recebe o valor que tem depositado em sua conta individual do FGTS e, se continuar trabalhando, o patrão continua depositando na sua conta os 8% do fundo porque a aposentadoria não encerra o contrato de trabalho. Quando a empresa demitir esse trabalhador, ele recebe todos os direitos trabalhistas e os 40% da multa do FGTS.

O trabalhador que se aposenta pode, inclusive, decidir onde quer que o depósito seja feito, na conta do FGST ou na sua própria poupança. O dinheiro pode ser retirado todo mês, se ele quiser.

 

 

É podcast que chama?

Bem, imagino que vc já ouviu falar em “podcast”. Se ainda não ouviu vai ouvir em breve. Mais precisamente lendo este post, O que é podcast então : um amigo meu me deu uma definição bem simples. “Podcast é um programa de rádio metido a besta” digitou num diálogo no WhatsApp.

Bem isso: o podcast é um programa de rádio, com formato jornalístico mas não apenas noticioso. Pode ser produzido num laptop ou num celular desde que conte com um microfone legal e com um aplicativo de edição. Pode ser produzido ao vivo como um programa de rádio convencional e sua gravação divulgada para ser ouvido em outro momento. Mas a imensa maioria é pré-gravado, editado e distribuído através de plataformas específicas.

Mas qual a vantagem de um podcast e porquê os sindicatos deveriam usá-los :

  • cada vez mais as pessoas consomem informação e entretenimento enquanto se deslocam pela cidade , ou enquanto executam alguma tarefa, laboral ou doméstica;
  • áudios podem ser consumidos apenas com fones de ouvido deixando as mãos livres para outras tarefas, dirigir ou manter-se em equilíbrio no metrô;
  • arquivos de áudio são mais leves e consomem pouca banda de internet pouco comprometendo o pacote de dados;
  • pode ser “baixado” me ambiente com wi-fi e ouvido off-line em outro momento.

E como produzir um podcast ? algumas dicas para produção e distribuição :

  • se você não manja de produção de rádio recomendo que ouça atentamente os programas que estão próximos do que você pretende fazer. Observe o formato e estrutura destes programas. Logo você vai perceber como ele se organiza e, por tabela, estruturar suas idéias;
  • abuse do Google : dê uma busca em termos como “tutorial podcast” ou “como fazer podcast” e vai encontrar muitos passos que te ensinam o passo a passo;
  • comece utilizando equipamentos básicos. Um bom celular via de regra é dotado de um bom microfone. Existem aplicativos que gravam ligações telefônicas com qualidade. Ajuda bastante na hora das entrevistas à distância;
  • produzido o podcast vamos à distribuição. Parte mais trabalhosa por implicar em alguns conceitos poucos usuais mas amigáveis. E as plataformas de distribuição também estão se tornando amigáveis. E mais uma vez, abuse do Google.
  • tenho usado uma plataforma chamada Anchor. Não é muito intuitiva mas com alguma prática dá pra produzir umas coisas legais. Esta disponível para Android e IOS. Ainda não testei as funcionalidades na versão para desktop. Promete distribuição por várias plataformas mas ainda não tive êxito.

Para ter um exemplo de como funciona um podcast simples recomendo, óbvio, o meu. É só clicar no link https://anchor.fm/denis-soares .

Após o carnaval vou dedicar uma postagem semanal aos podcasts e canais do YouTube que considero legais e/ou importante. Portanto se você conhece um podcast ou canal de YouTube sobre a temática sindical ou da economia solidária mande a sugestão através do email denis@trampo.blog.br ou pelo meu WhatsApp 71 99181-0903

 

 

Sobre o debate com Sérgio Gabrielli na CUT Ba

Ze sergio cutNeste 24 de janeiro a CUT Ba promoveu um debate com o economista Zé Sérgio Gabrielli tendo como pauta, óbvia, os primeiros dias da gestão de Jair Bolsonaro. Dentre outras questões abordadas Gabrielli nos trouxe uma caracterização do governo federal a partir de quatro grupos que tem motivações e pautas distintas mas que se articulam. Mas também podem se transformar em foco de tensão no seio do governo. Demorei de escrever este post e o anúncio do “pacote anti crime” (não sei bem se este é o termo usado pela imprensa) me remeteu ao debate e à necessidade de trazer estas questões para o debate. Vamos lá então à caracterização :

  • Zé Sérgio inicia a sua caracterização com o grupo dos “desmontadores”; comandado por Paulo Guedes tem como objetivo e compromisso com os seus patronos desmontar toda a máquina pública notadamente os setores que podem representar possibilidade de lucro para a iniciativa privada, instituições financeiras à frente. A reforma de Previdência é emblemática : o modelo anunciado remete a um sistema de capitalização que beneficia o sistema financeiro que já tem vários produtos disponíveis na prateleira para ser ofertado ao distinto público;
  • o segundo bloco é o dos “ideológicos”. Capitaneados pelo Ministro da Educação Ricardo Velez Rodrigues e pela Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves. Tratam das questões pautadas durante a campanha pelo auto proclamado filósofo Olavo de Carvalho epelos representantes das igrejas neo-pentecostais. Vão cuidar de valores conservadores e tentar levar estes valores para o currículo escolar;
  • o terceiro bloco, na caracterização do professor, é o bloco “repressor” comandado pelo Ministro da Justiça Sérgio Moro. Pela primeira vez na história do país o Ministério da Justiça dispõe de um desproporcional aparato repressivo a pretexto de combater o crime organizado e a corrupção. Mas que, a qualquer momento, este aparato pode se voltar para os movimentos sociais caracterizando as entidades de representação como organizações criminosas e usando o braço armado do Ministério, Polícia Federal por exemplo, para encarcerar os seus dirigentes;
  • o quarto e último bloco é o bloco da “porrada” : o aparato militar que tem uma presença no poder executivo bem maior que durante o regime militar. Caso a ação dos blocos anteriores dê errado o bloco militar entra em cena. E a lógica militar, diferente da lógica da política, não privilegia a categoria “adversário”. Trata-os como inimigo e a consequência prática é que, ainda pela lógica militar, adversário se derrota e inimigo se aniquila.

No momento em que o Ministro Sérgio Moro apresenta seu pacote anti-crime precisamos ficar atentos a aspectos do decretos que possam vir a ser utilizado contra os movimentos sociais e seus ativistas. E lembrar que já temos marco legal que cumpre este papel, a Lei Anti Terror promulgada por Dilma Roussef exigida pela FIFA para a realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil

 

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