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TRAMPO Trabalho e economia solidária

notícias e reflexões sobre o mundo do trabalho e economia solidária

#QUEREMOSDIGNIDADE – campanha da CNM CUT pelo trabalho decente

A CNM – Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT – lança campanha para redes sociais em defesa do trabalho decente. Tendo como mote o lema “Queremos Dignidade : inteira e não pela metade” a campanha trata inicialmente da discriminação racial no mercado de trabalho.

As peças da campanha para compartilhamento nas redes sociais são encontradas clicando no botão abaixo e a hashtag que unifica as ações e deve ser usada nas postagens é #queremosdignidade .

PodBan, um podcast sindical

Na semana em que a esquerda brasileira descobriu os podcasts com a audiência retumbante da entrevista de Lula ao podcast PodPah descubro através do companheiro Thomas Edson do Sindicato dos Bancários do Extremo Sul um podcast genuinamente sindical.

Trata-se do PodBan, podcast produzido pela FETRAFI RS – Federação dos Trabalhadores do Setor Financeiro do Rio Grande do Sul. Com linha editorial ampla, é um podcast que trata de temas da conjuntura sob a perspectiva dos trabalhadores. Ouça e siga no Spotify ou na sua plataforma de streaming favorita.

E o mercado de trabalho na Bahia ? aparentemente não vai bem

Usei o termo “aparentemente” no título pois se trata da avaliação de um leigo baseado no senso comum e na apreensão literal dos números do recente boletim de divulgação da PNAD Contínua, pesquisa do IBGE (leia aqui). Alertando que os dados referem-se ao trimestre julho a setembro de 2021. Senão vejamos :

  • embora com pequeno declínio temos a segunda pior taxa de desocupação do país (18,7%) ficando apenas à frente de Pernambuco;
  • temos a quarta pior taxa de subutilização de mão de obra, 41,1%, sendo que a média nacional é de 26,5 %;
  • nosso percentual de trabalhadores por conta própria foi de 32,3 % contra uma média nacional de 27,4%;
  • o nosso rendimento médio do trabalho ficou em R$1.583,00, terceiro pior do país;
  • e a nossa taxa de informalidade está na casa dos 55,6% contra uma média nacional de 40,6%.

Não tenho elementos para uma análise mais profunda (vou procurar especialistas) e não acompanho a evolução destes indicadores (vou fazê-lo) . Mas o retrato deste momento é desconfortável, no mínimo.

Conjuntura Semanal #067 – 29 de novembro – por J. S. Gabrielli

Leia clicando aqui https://bit.ly/conjuntura_6ou na apresentação mais abaixo.

Se não quer esperar pela nossa publicação envie uma mensagem para o endereço jsgazevedo@gmail.com informando que deseja receber o boletim. E toda a segunda pela manhã ele estará no seu email.

Campanha “Make Amazon Pay” – Faça a Amazon Pagar

Há um ano, nasceu o movimento global Make Amazon Pay. De Bangladesh ao Brasil, e da Espanha a Seattle, nos levantamos contra Jeff Bezos e sua exploração dos trabalhadores, de nossas comunidades e do planeta.

Agora, nosso movimento está se preparando para o próximo dia de ação global – o nosso maior e mais ambicioso até agora. E os trabalhadores da Amazon estão pedindo que você se envolva.

Na Black Friday, 26 de novembro, greves, protestos e ações de solidariedade acontecerão em toda a cadeia de suprimentos da Amazon. Pela primeira vez na história, os trabalhadores da Amazon em vários países farão greves em grandes números ao mesmo tempo. E pela primeira vez, as ações acontecerão nos seis continentes.

De Dacar a Bruxelas, dezenas de ações já foram confirmadas em todo o mundo. Mas queremos ir mais longe – e trazer a campanha Make Amazon Pay para sua comunidade. Acesse o site Make Amazon Pay para encontrar detalhes das ações nas quais você pode participar. E se você não conseguir encontrar um por perto, hospede um você mesmo! Cada ação é importante na luta.

Por meio deste link, você encontrará diversos banners, pôsteres e folhetos para usar durante uma ação ou nas redes sociais. Além disso, consulte as postagens abaixo junto com exemplos de tweets para compartilhar:

  • Facebook
  • Twitter
  • Este ano, a Black Friday é o dia do #MakeAmazonPay. Os trabalhadores da Amazon pagaram para Jeff Bezos ir para o espaço. Em 26 de novembro, eles estão exigindo justiça – e pedindo que você se junte a eles: MakeAmazonPay.com
  • A Amazon poderia dar a cada um de seus trabalhadores um bônus Covid-19 de $ 690.000 – e ainda ser tão rico quanto o início da pandemia. Na Black Friday, junte-se aos trabalhadores e ativistas em todo o mundo enquanto nos mobilizamos para #MakeAmazonPay. Visite MakeAmazonPay.com e inscreva-se agora.
  • Pagamos para Jeff Bezos ir para o espaço. Em troca, a Amazon explora trabalhadores, polui o planeta e evita impostos em todos os lugares. Nós também estamos em todos os lugares – prontos para #MakeAmazonPay na Black Friday. Junte-se a nós em MakeAmazonPay.com

Ações de qualquer escala são bem-vindas – de ações de banner fora das instalações da Amazon, a solidariedade na mídia social, a folhetos, a protestos de rua, todas as contribuições para o nosso movimento pela solidariedade global são necessárias e bem-vindas.

Com o Google Tradutor a partir de newsletter da campanha

Conjuntura Semanal #066 – 22 de novembro – por J. S. Gabrielli

Leia clicando aqui https://bit.ly/conjuntura_66 ou na apresentação mais abaixo.

Se não quer esperar pela nossa publicação envie uma mensagem para o endereço jsgazevedo@gmail.com informando que deseja receber o boletim. E toda a segunda pela manhã ele estará no seu email.

Afinal, o que é o Space ?

O Space é um recurso do Twitter que permite que se crie uma sala de bate papo só de áudio onde o perfil que cria a “sala” gerencia quem pode falar e pode também dividir este poder com outras pessoas. O acesso é livre, basta ter o link de acesso, e entra-se na sala na condição de ouvinte. O “dono” da sala é que permite, ou não, o acesso à condição de orador e abre o microfone quando julgar oportuno.

Este recurso foi criado para disputar espaço com um aplicativo de bate papo por voz, o CLUBHOUSE, que fez muito sucesso unas 10 meses atrás. Tido como tendência na época do lançamento (vc podia encontrar Anitta ou outras celebridades em salas abertas) o CLUBHOUSE busca incorporar novas funcionalidades para se manter. O serviço de áudio por streaming SPOTIFY também entrou na disputa sem muito sucesso com o GREENROOM.

E quem usa hoje ?

No CLUBHOUSE, em português, temos alguns nichos profissionais sem grande audiência. Pouco ou nada no campo sindical ou de movimentos sociais. No SPACE descobri recentemente vários grupos de filiados ao PT, aparentemente sem vinculação com tendências organizadas, que se reúnem para manter ativos os vínculos visando a campanha de Lula em 2022. Quase sempre baseados do Rio de Janeiro reúnem em média 50 pessoas em reuniões semanais. Eventualmente apoiadores de Ciro e Freixo aparecem mas o clima é ameno.

E como acesso uma destas salas ?

Ou através de link de convite ou percebendo, quando entrar no Twitter, círculos lilás como na imagem abaixo. Aí é só clicar

E como crio uma sala ?

Clicando no ícone de postagem, no celular, você deve clicar em “ESPAÇOS” e a partir daí o caminho é amigável.

Bem, não é novidade que o movimento sindical é pouco afeito a estas novidades. Nesta semana começo uma experiência com este recurso, ainda que de forma experimental. Depois vou tentar trazer convidados para verificar a possibilidade de engajamento.

Enquanto isso segue meu perfil no TWITTER para não perder esta experiência …. https://twitter.com/luizdenis

Segurança pública e morte: uma juventude que perece às balas, por Gilene Pinheiro

Reproduzo neste post o texto da Gilene Pinheiro, Secretária de Combate ao Racismo da CUT Ba, publicado originalmente no site da CUT (leia aqui). Publicação oportuna pois nem sempre o movimento sindical discute questões referentes à segurança pública.

Segue o texto :

Tem se consolidado no Brasil um lugar comum: a morte de meninos e homens pretos. E por serem pretos não comovem a todo o conjunto da sociedade e, justamente por não a tocar como todo, justifica-se, banaliza-se e comercializa-se via mídia imagens da violência estatal que, há décadas, vitima de forma genocida expressivas parcelas da juventude negra oriunda das periferias urbanas brasileiras.

Não se consolidou no país uma cultura de direitos humanos forte, pelo contrário, essa tem sido sistematicamente enfraquecida por debates tendenciosos e vazios, bem como por ações e declarações governamentais que levam parte da população – que não é morta nem sofre de racismo – a odiar aqueles que o são e sofrem, chegando até mesmo a lhes julgar culpados pelas mazelas sociais.

Isso porque as intervenções estatais nas comunidades afetadas pelo tráfico de drogas foram televisionadas como verdadeiras operações de guerra, como se ali não houvesse milhares de cidadãos com suas dignidades intrínsecas, seus sonhos, histórias e lutas. Sob o pretexto falacioso do combate ao crime organizado, as condições que autorizam à execução dessa parcela populacional se mantêm firmes de formas distintas, como pontuou (FRANCO, 2019), “ o estado mata e deixa morrer”.

 Mata porque autoriza os seus subordinados das forças de segurança a o fazerem através de respaldos legislativos e laborais (treinamentos violentos nas corporações policias) que, desde o início, e baseado em teorias arcaicas e lombrosianas, ensinam a identificar um tipo deveras típico de criminoso, sempre negro, literalmente; é o que mostram dados do fórum brasileiro de segurança pública na cidade de Salvador-BA, onde em 2020, registrou-se que todas as vítimas da violência policial foram pessoas negras. Na maior cidade negra fora da África, esse contingente assustador ressalta o quão a nossa sociedade encontra-se impregnada pelo racismo histórico e estrutural que forneceu as bases que “autorizam” o poder público a matar esses jovens através de seus braços armados.

Foi ainda na capital soteropolitana que ocorreu o caso mais estarrecedor de brutalidade dos tempos recentes, onde dois homens negros, respectivamente tio e sobrinho, foram brutalmente torturados e assanidados como punição por terem furtado carne do Atakadão Atakarejo do bairro de Amaralina. O que mais espanta, porém, não é a violência, mas o modus operandi extralegal que guiou à execução: ao perceberem o furto, funcionários do atacadão prendem os flagrados e exigem dinheiro em troca de libertá-los, ameaçando entregá-los a traficantes locais, desesperadamente Bruno Barros (29) e Yan Barros(19) iniciam uma saga de ligações desesperadas para amigos e conhecidos na tentativa de arrecadar o valor, sem sucesso, imploram por fim que lhes entreguem à polícia, pedido que não fora atendido e lhes levaram à morte por execração pública, arrastados pelas ruas do bairro antes de serem baleados no rosto pelos traficantes, conforme relatos dos moradores locais. Diante da barbárie, pergunta-se: o que foi feito de qualquer ideal de pacificação dessas comunidades? Quem autoriza empresários e seus capangas contemporâneos, funcionários de empresas terceirizadas de segurança, como se observou nos casos Carrefour (2020) e Extra (2019)? O que se conclui dos três casos supracitados é simples: a morte ronda o corpo negro, quando não pelo tráfico, pela institucionalidade pública e/ou privada, e pela própria sociedade, que assiste resignada a essas cenas, não raras vezes, também temendo ser vítima da mesma sorte.

É incomparável o sentimento de vulnerabilidade da vida que paira sobre os jovens negros em comparação aos brancos. A vida do jovem negro das periferias brasileiras, desde o seu nascimento, é cerceada de cuidados e precauções, desde recomendações parentais acerca das horas de sair e chegar nos bairros até o modo de se vestir, pois o racismo à brasileira também é classita, julga duplamente, julga cor e vestes, exige “boa aparência” em troca de não lhes violar direitos fundamentais, como o de ir e vir.

Para tentar assegurar esses direitos, pressões vêm de diversas frentes: movimentos sociais, coletivos de jovens, movimentos sindicais, dentre outros que tentam e tentam historicamente levar os poderes públicos à reflexão e à implementação de políticas públicas combativas do racismo e da violência em suas raízes, pois como já foi comprovado em todo o mundo, à guerra armada as drogas é ineficaz em instaurar a paz, mas extremamente eficaz em gerar mais violência.

Na ausência de um plano de conscientização e de leis mais punitivas ao poder estatal, algumas medidas promissoras vem sendo tomadas em instituições de segurança pública em algumas unidades da federação, como é o caso de São Paulo e Bahia, que do ano passado pra cá, vêm instalando gradativamente câmeras de segurança nos uniformes de policiais. Em ambos os estados,  essa medida logrou resultados significativos na redução da letalidade das abordagens policiais, com uma diminuição de 22 pontos percentuais em São Paulo e de 33% do número de mortes em confrontos policiais na Bahia.

Enquanto nosso estado de bem estar social é postergado por governos de extrema direita racistas, servos do sistema financeiro e inimigos da população, sobretudo a pobre e preta, devemos defender e lutar pela implementação dessas e outras  medidas de controle da atuação de agentes de segurança pública e privada por toda a extensão do território nacional, uma vez que ela serve para o exercício do controle cidadão sobre os atos do poder de polícia estatal, para impedir abusos e violações de direitos, bem como para corroborar na melhoria das condições de trabalho para os policiais, uma vez que, além de monitorá los em sua atuação, traz a realidade das ruas e do comportamento criminoso.

Hoje a juventude negra do Brasil morre e é morta. Morre de fome, de desemprego, de falta de acesso aos itens mais básicos da cidadania, educação, lazer, etc; e é morta por aqueles que deveriam lhes assegurar o direito fundamental à liberdade de ir e vir, pelo racismo diárias de nossas instituições armadas.

 É triste. É desumano. É racismo!

Referências Bibliográficas:

FRANCO, Fábio Luiz Nobrega. Necropolítica: entenda o que é a política da morte (Entrevista), TVT, Bom Para Todos, 2019. (https://www.tvt.org.br/necropolitica-entenda-a-politica-da-morte-bom-para-todos-12-12-19-%e2%98%80/).

Uma greve histórica está em curso

Muito falamos sobre o conservadorismo das igrejas neo-pentecostais e sua importância na eleição de Bolsonaro e outros expoentes da “nova direita” no Brasil. Reconhecemos a necessidade de estabelecer canais de interlocução com este público mas pouco sabemos sobre uma greve numa das organizações de uma destas igrejas.

Trata-se de paralização dos funcionários da Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo Pastor Valdemiro que muito de nós conhecemos por conta da sua figura. Trata-se do milionário pastor que usa um chapéu sertanejo nas suas pregações e aliado de primeira hora de Bolsonaro.

Trabalhadores da Igreja Mundial fazem protesto diante do templo central no Brás, centro de São Paulo, durante greve
Imagem: Rodrigo Bertolotto/UOL

Tomei conhecimento através de matéria do portal UOL (clique aqui para acessar) e de uma nota tímida no site da CUT (leia aqui). O sindicato que está apoiando mais de perto é o Sindicato dos Radialistas de São Paulo que, pelo que percebo no site, não é filiado a nenhuma central sindical o que dificulta a publicização na imprensa progressista (não deveria, mas …) .

Enfim….vamos acompanhar esta paralização e seus desdobramentos. Quem tiver mais informações manda no denis@trampo.blog.br que temos todo o interesse em divulgar

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