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TRAMPO Trabalho e economia solidária

notícias e reflexões sobre o mundo do trabalho e economia solidária

Categoria

movimentos sociais

Acompanhe a Virada da Democracia

Nos dias 4 e 5 de julho acontece em várias plataformas de internet a Virada da Democracia, maratona de debates e manifestações culturais (veja programação aqui) que marca a semana de lançamento da campanha Brasil pela Democracia e pela Vida.

Lançada por mais de 70 entidades, centrais sindicais inclusive, a campanha objetiva “congregar todos e todas que compreendem como indispensável a defesa da paz e a preservação do Estado Democrático de Direito e suas instituições, de maneira a assegurar, fortalecer e expandir os ainda insuficientes espaços de participação e intervenção social. É a reunião de esforços para proteger a vida, favorecendo a solidariedade, a cooperação, a articulação e a coordenação entre governos, instituições, organizações, movimentos e cidadãos e cidadãs.”

No domingo ao meio dia as centrais sindicais envolvidas promovem um debate com os seus presidentes.

Acompanhe a live, visite o site e inscreva-se no grupo de Whatsapp da sua região para acompanhar e participar das várias ações da campanha.

Central do Brasil : mais uma tentativa de uma rede de comunicação popular

Assisti ontem o lançamento do Central do Brasil, um programa para rádio e TV produzido pelo Brasil de Fato e pela TVT com o apoio da Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo. Veja o primeiro programa e leia as orientações de acesso clicando aqui:

Investimento privado e o MST: uma experiência para acompanhar

Baseado na experiência do banco holandês Triodos o economista Eduardo Moreira organizou um fundo de investimento privado, o FINAPOP, para aportar recursos em cooperativas do MST. Os juros são um pouco menores que o PRONAF mas a burocracia para acesso é bem menor. E a remuneração para o investidor pode até ser um pouco menor que aplicações especulativas mas sempre assegurando remuneração positiva. A segurança, no caso em questão, é a solidez das cooperativas do MST principalmente no sul do país.

Esta iniciativa tinha sido pensada pela CUT em 2003 quando esta central iniciou sua incursão na área da economia solidária. O “braço” financeiro era articulado pelo Gilmar Carneiro, baiano de Serrinha, fundador da CUT e dirigente do Sindicato dos Bancários de SP. A idéia de Gilmar era estruturar uma rede de pequenas cooperativas de crédito rural em todo o Brasil articuladas com cooperativas de crédito vinculadas a sindicatos urbanos com maior capacidade de captação de poupança de médio prazo.

Este modelo não foi adiante por dois fatores, na minha avaliação:

  • a timidez do movimento sindical que não tinha a cultura de atuar de forma propositiva, principalmente no mercado financeiro;
  • a inexistência, à época, de organizações produtivas estruturadas com produtos prontos para comercialização.

Aqui na Bahia temos três cooperativas de crédito remanescentes da época nas cidades de Caculé, Oliveira dos Brejinhos e Tabocas do Brejo Velho mas a estratégia original se perdeu com o tempo.

Para conhecer mais sobre o FINAPOP leia matéria do Brasil de Fato clicando aqui.

Raízes do Brasil : plataforma de comercialização de produtos agro ecológicos

raizesdobrasil.ba

O MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores – regional Bahia, lança, em parceria com a CUT e a APUB, a plataforma Raízes do Brasilvoltada para a comercialização de produtos da agricultura familiar cultivado segundo práticas agro ecológicas.

Inicialmente as entregas acontecem na Região Metropolitana de Salvador com a possibilidade de expansão para Vitória da Conquista e Feira de Santana. Os produtos disponíveis, preços e condições de entrega podem ser consultados no perfil da plataforma no Instagram, @raizesdobrasil.ba , pelo email rederaizesdobrasil.ba@gmail.com ou pelo whatsapp (77)988741049 em nome de Alane Silva.

Já os pedidos são realizados em formulário acessado pelo link https://bit.ly/raizes_ba . Pedidos realizados até a sexta serão atendidos na semana posterior. Isso porque os produtos são oriundos de várias regiões do estado e a logística está sendo ajustada.

Trata-se de uma iniciativa pioneira no âmbito sindical e uma maior adesão da clientela contribui para ganhos de escala e aperfeiçoamento da logística de distribuição.

E aprofunda as relações entre trabalhadores do campo e da cidade para além do discurso ideológico

Saudação ao Povo Brasileiro -Pauta unificada dos movimentos sociais

 

saudacao ao povo brasileiro

A Frente Brasil Popular, em sua III Conferência Nacional, que aconteceu nos dias 30 e 31 de março de 2019, na ENFF, em Guararema (SP) reuniu representantes de entidades nacionais e delegados estaduais, oriundos de diversos espaços organizativos que debateram a crise brasileira e atualizaram as tarefas políticas das forças democráticas e populares.

A Frente Brasil Popular é fruto histórico da mobilização e articulação de lutas e bandeiras dos movimentos sociais e de trabalhadores e trabalhadoras, continuidade de outras experiências que cumpriram, cada uma em seu tempo, o papel de articular e mobilizar a luta pela democracia e por direitos do povo brasileiro.

A FBP na luta contra mais retrocessos

No plano internacional a conjuntura se agravou.  Fica claro que o sistema capitalista passa por uma crise e busca uma transição para novas formas de exploração, muitas vezes até reforçando que o capitalismo é incompatível com a democracia.

Diante da consolidação de quadro de multipolaridade global no sistema de nações, o imperialismo reage buscando reafirmar sua hegemonia através das mais variadas formas de ataques em especial na América Latina, produzindo um ambiente global que tem servido para o crescimento da extrema direita.

Isto tem refletido diretamente na crise brasileira. O processo do Golpe em 2016, se desdobrou no Governo Temer e suas medidas antipopulares, na prisão injusta do Presidente Lula e na eleição de um candidato alinhado com os setores imperialistas, rentistas e entreguistas. O Governo Brasileiro, antes altivo e construtor da paz, hoje representa uma postura submissa e enquadrada econômica, social e geopoliticamente ao imperialismo norte-americano.

O Governo Bolsonaro é um Governo autoritário. Apresenta uma agenda de ultraliberalismo econômico, de ultraconservadorismo com cerceamento das liberdades individuais, aliados à repressão e criminalização das lutas e mobilizações populares.

A principal agenda do Governo Bolsonaro nesse momento é a Reforma da Previdência. Na prática esta proposta acaba com o direito de aposentadoria e desestrutura a seguridade social, ao atingir o conjunto da classe trabalhadora, em especial os idosos, rurais, mulheres e povo negro.

O governo Bolsonaro agrava as medidas desastrosas do Governo Temer. O resultado disto é o grande desemprego no Brasil, o fim dos direitos trabalhistas e os ataques à organização dos trabalhadores, isto agrava um quadro marcado nas grandes cidades por falta de políticas públicas e sociais, grande aumento da violência e estagnação da nossa economia, aprofundado pela EC 95/2016, do Teto de Gastos.

O chamado “Pacote Anticrime de Moro” significa o aumento das medidas de exceção, buscando legitimar a Lava Jato, restringe e criminaliza a luta dos trabalhadoras e trabalhadores e do movimento popular, inclusive o direito de manifestação, por outro lado aumenta o encarceramento da população pobre e o genocídio da juventude, em sua maioria negra. Fica claro que temos na ordem do dia a necessidade de derrotar a Reforma da Previdência e avançar na construção de um projeto de desenvolvimento nacional que possa dar resposta para estas e outras questões.

Trata-se de recolocar no centro da luta política a necessidade de um projeto popular, feminista, antihomofóbico e antirracista, que garanta o desenvolvimento e soberania nacional e hegemonia das forças populares. Um projeto centrado na sustentabilidade da vida, e não no lucro. Isto exige uma força, um acúmulo no debate programático e, ao mesmo tempo, acúmulo de forças populares organizadas.

Os desafios da FBP na atual conjuntura

O fortalecimento da Frente Brasil Popular e de ação das Frentes, dos partidos políticos, centrais sindicais e movimentos sociais que a compõem são elementos essenciais.

Importantes temas foram levantados ao longo dos trabalhos da III Conferência que queremos aprofundar no debate estratégico da FBP e para o nosso diálogo com outras forças democráticas e populares, em especial com a Frente Povo Sem Medo e Fórum das Centrais.

O fortalecimento e manutenção do nosso acúmulo histórico e programático não é contraditório com a necessidade de avançar da construção de um campo amplo de resistência.

Diante da ofensiva de setores ultraliberais e reacionários, precisaremos combinar a organização popular com movimentos e ações que incluam quaisquer setores, movimentos sociais e entidades da sociedade civil que se mobilizem em defesa da democracia, das liberdades democráticas, dos direitos civis e políticos do povo brasileiro e da soberania nacional.

Devemos nos desafiar a buscar outras forças na construção de uma greve geral contra a reforma da Previdência, maior e mais forte que a alcançada contra a reforma trabalhista, passa pelo acúmulo de nosso diálogo e trabalho coletivo, que buscaremos nos próximos meses aprofundar.

Para sobreviver a sua própria crise o sistema capitalista passa por uma crise e busca novas formas de exploração. Precisamos compreender melhor questões como: as novas relações de trabalho, incluindo reprodutivo e de cuidados, do capital financeiro transnacional, os riscos à democracia, desafios da revolução tecnológica da era da informação e da comunicação e novas estratégias de resistência democrática.

Nos próximos meses, nossa prioridade será derrotar o projeto de destruição da Previdência Pública.

A Campanha Lula Livre é uma agenda fundamental, que exige esforço e responsabilidade da FBP. A prisão de Lula é um ato político e arbitrário, devemos reforçar as ações e mobilizações de denúncia de um ano de prisão política, bem como seguir articulando e mobilizando a resistência em todo Brasil.

Da mesma forma, a defesa da Venezuela é a defesa de um símbolo de resistência na América Latina. Devemos fortalecer a cultura da paz e soberania dos povos. As agendas em defesa da Paz e em defesa da soberania dos povos ameaçados pelo imperialismo contam com apoio da FBP.

A Defesa da Democracia, da Soberania e dos Direitos Sociais são pautas permanentes da FBP. Estaremos juntos na defesa da educação, ao lado de estudantes e professores, defendendo as escolas sem mordaça. Defendemos uma sociedade sem qualquer tipo de exploração, opressão e discriminação, buscando garantir os direitos das mulheres, negros, indígenas, lgbt´s, quilombolas e trabalhadoras e trabalhadores.

Guararema, 31 de março de 2019.

Transcrito do site www.frentebrasilpopular.org.br

Circular 02_2019_ Próximos passos da Frente Brasil Popular

logo FBP Novo

Recebi numa lista de discussão do PT e reproduzo para meus leitores. Ajudem a divulgar e construir agenda local:

“O Coletivo Nacional da Frente Brasil Popular reunido ontem, 29 de janeiro, em São Paulo realizou sua primeira reunião após o início do Governo Bolsonaro. A reunião teve por objetivos atualizar a análise de conjuntura com base na avaliação do primeiro mês do atual Governo. Diante dessa análise definimos um conjunto de prioridades, incluindo as principais bandeiras de luta dos próximos meses. Por fim, avançamos na definição dos objetivos e do processo de construção da III Conferência da FBP.

 

I – Prioridades Políticas:

  • Fortalecer e consolidar a FBP nos estados. É pressuposto básico para todas as iniciativas de resistência, retomarmos a organicidade da FBP, principalmente das operativas estaduais e dos coletivos estaduais.
  • Ampliar o nosso campo de articulações na perspectiva de construção de uma ampla frente de oposição ao Governo Bolsonaro, em especial com a Frente Povo Sem Medo, com as centrais sindicais, bem como com todos os setores democráticos.
  • Manter a nossa capacidade de iniciativa, explorando as contradições do governo Bolsonaro, mas ao mesmo tempo preservando as nossas forças, sem ações que nos exponham a situações de repressão.
  • Estimular iniciativas de monitoramento e acompanhamento dos casos de violência política a partir da Frente Brasil Popular.
  • Bandeiras de Lutas:
    1. Luta das mulheres: A FBP deverá estimular a construção das mobilizações em torno do 8 de Março em todas as cidades, convocando os setores que participaram do ato “Ele Não” a se somarem nessa mobilização, denunciando todas as políticas de Bolsonaro que atingem as mulheres.
    2. Luta pela liberdade do Presidente Lula: No dia 7 de Abril completam-se 1 ano da prisão politica do Presidente Lula. No dia 10 do mesmo mês está prevista a votação das ADCs no STF que poderá restaurar o principio da presunção de inocência. Portanto, em conjunto com o comitê Lula livre a FBP convocará atos em todos os estados entre os dias 5 a 10 de abril pela liberdade do Presidente Lula.
    3. Luta contra as Privatizações: diante do crime social e ambiental provocado pela Vale em Brumadinho, reacende a necessidade do campo democrático e popular enfrentar o processo de privatização que está em curso. Deste modo, a FBP orienta a que os estados se organizem nesta campanha de denúncia ao crime da Vale, de acordo com o calendário apresentado abaixo.
    4. Luta contra a Reforma da Previdência: a principal prova de fogo que o Governo Bolsonaro será submetido é a votação da Reforma da Previdência. A perspectiva é que o projeto enviado ao Congresso seja ainda mais danoso aos interesses do povo brasileiro. Deste modo é fundamental que a FBP desencadeie uma ampla campanha contra esta Reforma, em conjunto com as centrais sindicas.

 

II – III Conferência da Frente Brasil Popular

 

Diante do início dessa nova etapa política é fundamental que a FBP possa realizar uma nova Conferência para debater os rumos desse instrumento para o próximo período. Segue as definições que o coletivo nacional em torno da caracterização deste espaço político.

 

  1. Data:
    1. 30 e 31 de Março
  2. Local:
    1. Guararema -São Paulo – Escola Nacional Florestan Fernandes
  3. Objetivos Políticos:
    1. Aprofundar a compreensão sobre a ofensiva conservadora em âmbito internacional, em especial seus desdobramentos na América Latina.
    2. Avançar na compreensão desta nova correlação de forças, que emerge a partir da eleição de 2018 e da composição do Governo Bolsonaro.
    3. Identificar os principais desafios políticos e organizativos da FBP, definindo o papel do Congresso do Povo nessa nova conjuntura.
    4. Apontar os eixos do planejamento para o próximo período, bem como o calendário de lutas e organizativo da FBP.
  4. Participantes:
    i. Coletivo Nacional (2 representantes por entidade nacional)
    ii. Operativas Estaduais (10 por estado) 
    iii. Os estados que por ventura tiverem demanda maior que 10 delegados devem comunicar a secretaria operativa para avaliarmos a possibilidade de conceder mais vagas.
  5. Processo Conferência:
    i. Março: Organização e definição das delegações pelas Operativas estaduais. 
    ii. 30 e 31 de Março: III Conferência da FBP
    iii. 1ª. Quinzena de Abril – Convocação de plenárias estaduais para debater os temas da Conferência

    III – Calendário de lutas e organizativo:

    Janeiro
    31 de Janeiro – Lançamento do Observatório da Democracia em Brasília
    31 de Janeiro – Sétimo dia do Crime da Vale “Pelo direito de enterrar os nossos mortos”

    Fevereiro
    6 à 10 de Fevereiro – CONEB e Bienal da UNE 
    8 de Fevereiro – Dia Nacional de solidariedade à Venezuela
    20 de Fevereiro – Plenária Nacional das Centrais Sindicais 
    25 de Fevereiro – 1 Mês do Crime da Vale – Ato nacional de denúncia

    Março
    1 à 6 de Março – Intervenções no Carnaval denunciando a corrupção da família Bolsonaro
    8 de Março – Dia internacional de luta das mulheres
    14 de Março – Dia internacional de luta contra as barragens – um ano da morte de Marielle
    16 de Março – Plenária Nacional Lula Livre em São Paulo
    30 e 31 de Março – III Conferência da FBP em São Paulo

    Abril
    7 à 10 de Abril – Denúncia de 1 ano da prisão do Lula – atos em todos os estados
    17 de Abril – Abril Vermelho

    Maio
    1 de Maio – Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras 
    6 de Maio – 22 anos da privatização da Vale – Dia nacional de luta contra as privatizações

 

 

 

Lula Livre!

Nenhum direito à menos!

 

Secretaria Operativa Nacional”

Mercado de trabalho, sindicalismo e o 20 de novembro

Encerrando a semana do 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra me permito algumas observações sobre o 20 de novembro na perspectiva de quem tenta acompanhar as organizações que lidam com o mundo do trabalho:

  • o Dieese e a SEI realizaram entrevista coletiva para divulgar o estudo especial sobre o trabalhador negro e o mercado de trabalho na RMS no dia 14 de novembro. Imagino que o feriadão tenha motivado a antecedência. A repercussão na imprensa local foi pequena e acredito que o DIEESE deveria convidar para a coletiva (e também enviar o release do estudo) a imprensa sindical, os meios alternativos e a imprensa étnica (sim, existe um volume de veículos vinculados ao tema em Salvador). Pelo que acompanho avalio que a imprensa sindical não se interessaria mas os veículos ditos alternativos, sim. Enquanto isso acesse o estudo aqui , vale a leitura;
  • o movimento sindical cutista na Bahia (aquele que acompanho mais de perto) descobriu o potencial transformador dos cards e centrou sua atuação na difusão destes. OK, muitos ativistas e alguns sindicatos se envolvem na construção de atividades e participam das manifestações. Mas deixo a pergunta : e quanto à ação sindical ? E como lidar com os desempregados, quase sempre negros, o trabalho precário e o empreendedor da periferia ? E no mercado de trabalho formal como ficam os critérios de acesso a postos de comando ou aos programas de aprimoramento profissional ?
  • a entrevista concedida à Folha de São Paulo pela Ana Lúcia Custódio, diretora adjunta do Instituto Ethos (leia aqui) traz uma questão que me parece relevante e que aponta para uma linha de atuação do movimento sindical. Ela advoga a tese de que o processo de seleção de mão de obra reduz a possibilidade de acesso do trabalhador negro ao mercado de trabalho ou a postos menos precários. A leitura da entrevista me leva a concordar com a entrevista e deixa um desafio para o movimento sindical: como interferir, via acordo coletivo de trabalho, no processo de seleção? Ou tentar interferir no processo formativo dos profissionais de RH incluindo o enfrentamento do preconceito racial no percurso formativo dos cursos de administração de empresas de faculdades públicas e privadas? Acredito que promover um debate sobre estas questões ajuda na busca de soluções e tem mais efetividade que a proliferação de cards;
  • outra entrevista que me chamou a atenção foi a concedida pela soteropolitana Monique Evelle à revista Exame (leia aqui) : trata sem romantismo, como ela mesmo diz, do empreendedorismo popular, em Salvador quase que totalmente protagonizado pela população negra. Me obriga a fazer um balanço sobre as minhas crenças sobre as diretrizes do que chamamos de “economia solidária” numa sociedade onde o cidadão empreendedor tem que resolver seu problema de sobrevivência para amanhã. Convido meus companheiros de crença a me ajudarem nesta reflexão. E manifesto o desejo de entrevistar a Monique para este blog; quem tiver o canal me passe ou me apresente a ela;
  • muitas iniciativas em Salvador ligada ao que “empreendedorismo negro”. Não só pela predominância dos negros entre os desempregados e trabalhadores por conta própria mas pela consciência, creio eu, que a cultura de matriz africana gera negócios rentáveis cuja lucratividade não era apropriada pela população negra. Se esta reapropriação será mais ou menos coletiva é um espaço em disputa. Dentro do possível vou tentar acompanhar este movimento.

 

Reforma tributária solidária : uma campanha a ser abraçada

reforma_tributária_solidária_banner_faceO projeto “Reforma Tributária Solidária, Menos Desigualdade, Mais Brasil” foi lançada no dia 25 de abril no Congresso Nacional. É uma iniciativa da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) e da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e tem como objetivo produzir subsídios para um debate amplo sobre o assunto.

O manifesto de lançamento do projeto encontra-se disponível no site mas pode ser acessado diretamente clicando aqui. E pretende lançar duas publicações (A Reforma Tributária Necessária: Diagnóstico e Premissas e A Reforma Tributária Necessária: Propostas para o Debate) nos meses de junho e agosto, respectivamente.

O projeto tem a coordenação técnica da Plataforma Política Social (leia o que já foi produzido clicando aqui) e o apoio do Conselho Federal de Economia (Cofecon), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Fundação Friedrich-Ebert-Stiftung Brasil (FES), do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), do Instituto de Justiça Fiscal (IJF) e da Oxfam.

E nós com isso ? – é crescente o número de boas iniciativas para repensar o Brasil na perspectiva da redução das desigualdades. Mas que não ganham a devida repercussão e influência social ou pela quantidade de ações em curso ou pelo pouco interesse que algumas questões despertam nos movimentos sociais embora afetem diretamente as suas bases sociais.

Fui no site do SINDSEFAZ pensando em fazer contato para verificar o engajamento possível da entidade e descubro que tem uma atividade prevista por este sindicato em Salvador no dia 25 de maio (veja programação aqui).

Vamos chegar lá então.

Pela revogação da emenda do teto dos gastos

Lançada no Fórum Social Mundial 2018, a primeira etapa da campanha Direitos Valem Mais, Não aos Cortes Sociais encerra-se neste 28 de abril. O objetivo da campanha, iniciativa da Coalizão Anti-austeridade, é mobilizar a sociedade para a revogação da Emenda Constitucional 95 que congela, e na prática reduz, os gastos com políticas sociais. Como consequência já observamos as tentativas de desmanche dos IFs, ataques ao SUS e iniciativas de venda de ativos (empresas estatais ou parte delas).

Esta primeira etapa consiste na realização de reuniões ou rodas de conversas em sindicatos, associações de moradores, locais de moradia e aglomerações outras para a divulgação dos impactos destas medidas de austeridade econômica já que os meios de comunicação constroem a ideia de que os governos gastam mal e portanto devem reduzir seus gastos omitindo o impacto destas medidas na vida das populações empobrecidas.

Apesar de várias entidades e organizações de peso social terem se comprometido com a campanha, não observo aqui na Bahia a realização das ações propostas. Mas como entendo que o dia 28 de abril é uma referência deixo a sugestão que as rodas de conversa aconteçam onde for possível.

Para animar a iniciativa acesse : http://direitosvalemmais.org.br/ 

E assista os vídeos :

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