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TRAMPO Trabalho e economia solidária

notícias e reflexões sobre o mundo do trabalho e economia solidária

Na Espanha trabalhadores de aplicativo são considerados funcionários

A Suprema Corte da Espanha decidiu em 29/09 que os trabalhadores da plataforma GLOVO são funcionários da empresa. A empresa, que já funcionou no Brasil, não tem outras alternativa senão cumprir o determinado e apelou para que a União Européia regulamente esta relação de trabalho.

Embora tenha aplicabilidade imediata a apenas uma empresa em apenas um país a medida é importante por ser a primeira em instância máxima do judiciário abrindo a possibilidade de extensão a outras empresas e criando as condições para um amplo debate pela regulamentação da atividade em escala continental.

A notícia foi veiculada sem destaque na imprensa brasileira tradicional mas teve pouca repercussão na imprensa sindical. Como o texto que circulou foi praticamente o mesmo nos vários veículos optei por repercutir o texto do Opera Mundi, canal recomendado para leitura diária. É só clicar aqui

Duas parcelas emergenciais para o seguro-desemprego durante a pandemia

Reproduzo a seguir texto de autoria de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do DIEESE.

Empregos que existiam antes da quarentena estão desaparecendo e os trabalhadores já desempregados que receberam o auxílio de R$ 600 vão atrás de vagas inexistentes. O desalento ganhará terreno. Uma ajuda poderá ser a extensão do seguro-desemprego

Os conselheiros das centrais sindicais no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) tiveram a iniciativa de apresentar uma proposta para a extensão do seguro-desemprego em duas parcelas, em caráter excepcional, para trabalhadores segurados demitidos no período de março deste ano até 31/12/2020, ou seja, durante o Estado de Calamidade Pública. Caberá agora ao Conselho deliberar sobre essa proposta.

As estimativas feitas pelo Dieese, que assessora a bancada dos trabalhadores no Conselho, indicam que essa medida atenderia cerca de 6 milhões de trabalhadores e teria custo de R$ 16 bilhões, considerando uma média de 1,27 salário mínimo por parcela.

O desemprego já vinha atormentando a vida dos/as trabalhadores/as desde 2015, quando voltou a aumentar, atingindo em 2017 cerca de 13 milhões de pessoas. O baixo crescimento e desempenho anêmico da economia geravam poucos postos de trabalho, em sua maioria precários e informais.

A crise sanitária do Covid-19 tornou ainda mais dramático o problema do desemprego, pois lançou em março – de imediato – cerca de 12 milhões de pessoas na inatividade, 20 milhões foram afastadas do trabalho pelo isolamento social e pela paralisação das atividades produtivas, e mais de 8 milhões passaram a trabalhar em casa.

A proteção social promovida pelo auxílio emergencial de R$ 600, proposto pelo movimento sindical, sociedade civil organizada e partidos políticos e aprovado pelo Congresso Nacional, amparou cerca de 70 milhões de trabalhadores da economia informal que não tinham proteção contra a desocupação involuntária. A política de proteção dos salários, suspensão do trabalho ou redução da jornada, ajudou outros 15 milhões de trabalhadores. Mas essas políticas acabam em dezembro.

O que se observa atualmente é que milhares de micro, pequenas e médias empresas já faliram ou fecharam e esse movimento vai continuar. Nas últimas semanas começam a ser anunciadas por médias e grandes empresas planos de reestruturação com impactos sobre o emprego. O desemprego vem a galope.

Entre o conjunto de trabalhadores que estão na inatividade, o IBGE estima que 27 milhões de pessoas gostariam de trabalhar, dos quais 17 milhões não o fazem devido ao isolamento ou porque não encontrariam uma ocupação na localidade onde moram.

O desemprego começa a aumentar porque, ao voltar ao mercado de trabalho, o trabalhador afastado passa a encontrar um posto de trabalho fechado; ou o fim ou redução do auxílio emergencial pressionará o trabalhador a procurar um emprego inexistente; ou o trabalhador empregado será informado da sua demissão nos planos de reestruturação de empresas. Com esses movimentos o desemprego aumentará, o desalento ganhará terreno, situações que levarão à desestruturação econômica das famílias, pobreza, fome e desespero.

Há um potencial deslocamento para a procura de trabalho que poderá elevar a taxa de desemprego para percentuais acima de 20%. Isso coloca como primeira prioridade para o movimento sindical proteger o emprego das pessoas, os desempregados e desocupados, a renda das famílias, a demanda das empresas e a receita fiscal.

Formulários eletrônicos no diálogo com os trabalhadores

A fragilidade dos vínculos empregatícios do mercado de trabalho brasileiro dificulta a construção de identidade entre os trabalhadores e fragiliza o conceito de “categoria”. Esta pulverização foi agravada pela reforma trabalhista principalmente com a formalização do “trabalho intermitente” e ampliada pela pandemia.

Esta pulverização e a necessidade de distanciamento social obriga os sindicatos a buscarem novas formas de diálogo com sua base social. A utilização de formulários eletrônicos é uma saída simples e barata para pesquisas e enquetes. A presentamos três alternativas disponíveis com versões gratuitas que dão conta das necessidades dos sindicatos.

1 – Google Forms – a ferramenta do onipresente Google foi lançada depois que outras alternativas desbravaram o mercado mas consolidou-se pela forma simples e intuitiva de uso. Progressivamente incorpora novas funções e hoje domina o mercado de formulários mais simples.

Como usar ? ====> clique aqui

2 – Typeform – preferido das aplicações profissionais e bastante utilizado em pesquisa de satisfação de cliente. Permite a criação de formulários bem estruturados e aparência mais elegante. Em inglês porém intuitivo

Como usar ? ====> clique aqui

3 – SurveyMonkey – pioneiro neste segmento provavelmente é o serviço que oferece mais funcionalidades na sua versão gratuita. Por outro lado esta variedade torna o serviço pouco intuitivo para os iniciantes.

Como usar ? ====> clique aqui

Se voce já usa estes aplicativos, qual o ser preferido ?

E se usa outro serviço, conte pra gente a sua experiência

DIEESE debate reformas administrativa e tributária

A chamada da atividade é emblemática : Reforma Administrativa e Tributária – o que voce tem a ver com isso. O grifo é meu por achar que evidencia a um certo distanciamento do movimento sindical destas questões como se suas corporações não viessem a ser atingidas.

Coisas do corporativismo que juramos cotidianamente combater. Mas vamos lá….o debate é necessário e para ter acesso ao link da transmissão clique em https://bit.ly/33257Hy . Se inscreva e apareça.

Seminário “Economia Solidária, Eleições 2020 e o Futuro do Brasil”

A Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária promove o Seminário “Economia Solidária, Eleições 2020 e o Futuro do Brasil” nos dias 21 e 22 de setembro das 9 às 11 horas.

O evento será transmitido pelos canais da rede no YouTube (acione o lembrete para o dia 21 aqui e para o dia 22 aqui ) ou no Facebook.

Programação :

DIA: 21/09, das 9h às 11h da manhã

TEMA: “Conjuntura Político-Econômica do Brasil e a Economia Solidária”

Jaques Wagner, Senador da Republica; Flávio Dino, Governador do Maranhão; Aline Mendonça, Professora da Universidade Católica de Pelotas/RS;

Mediadora: Barbara Cunha, gestora pública de Volta Redonda/RJ.

DIA: 22/09, das 9h às 11h da manhã

TEMA: “A Economia Solidária e o Futuro do Brasil”

Roberto Marinho, Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Milton Barbosa, Superintendente de Economia Solidária do Estado da Bahia; Francisco Dal Chiavon, Presidente da União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias-UNICOPAS;

Mediadora: Maria Penha Camargo, gestora pública de Joinvile –SC.

Centrais sindicais unidas: Pela manutenção do auxílio emergencial de 600 reais até dezembro

Presidentes de todas as centrais sindicais brasileiras lançaram hoje, quinta 17 de setembro, campanha nas redes sociais e um abaixo-assinado pela manutenção do valor do auxílio emergencial em R$ 600,00 até o mês de dezembro.

A expectativa e orientação das centrais é que o abaixo assinado (assine aqui) seja divulgado não só nas redes sociais mas junto aos trabalhadores nos locais de trabalho e nos locais de moradia.

Hashtag da campanha

E por falar em ações de redes sociais a hashtag a ser usada na campanha é #600peloBrasil . Use sempre nas suas postagens

“Home office” é tendência ? vamos aos números

A necessidade de isolamento imposta pela pandemia trouxe o debate sobre o trabalho em casa (home office) como tendência de funcionamento do mercado de trabalho. Como os setores atingidos tem mais acesso aos meios de comunicação, tanto por empresas, sindicatos e consultores de RH, fica a impressão de que esta modalidade de trabalho veio para ficar.

Observando os números compilados pelo DIEESE (infográfico acima) percebemos que não é bem assim: na Bahia apenas 7% dos trabalhadores ocupados encontram-se trabalhando em casa. Mais ainda: observando os dados e verificando os setores que ainda não retomaram suas atividades podemos concluir com boa dose de certeza que o “home office” esta concentrado no setor da educação.

Longe portanto de ser considerado tendência. Mas vejam os números….e mandem suas conclusões

G20 e mercado de trabalho pós pandemia

No dia 10 de setembro os Ministros do Trabalho dos países do G20 reuniram-se na Arábia Saudita para discutir medidas de enfrentamento à crise do trabalho e do emprego pós pandemia.

No vídeo a seguir o sindicalista metalúrgico Fernando Lopes discorre sobre o que aconteceu na reunião e sugere dois sites para acompanhamento do noticiário internacional já quase nada aparece na imprensa tradicional.

Depois do vídeo colocamos os links sugeridos. E recomendamos que sigam o canal Militância Atenta.

Links sugeridos

LabourStarthttps://www.labourstart.org/news/index2019.php

ITUC-CSI https://www.ituc-csi.org/?lang=en

Portal Outras Palavras discute o futuro do trabalho no Brasil

Hora de debater o futuro do trabalho no Brasil

O portal https://outraspalavras.net/, sem dúvidas um dos sites mais instigantes do nosso país, promove um ciclo de debates que deve estar na agenda de todos os dirigentes sindicais e ativistas do mundo do trabalho.

A programação acima dá a idéia do que vai ser debatido e por quem: só gente atuante e com representatividade. Desta vez este blog vai fazer a cobertura destes debates através dos nossos perfis em redes sociais. Na verdade é mais um desafio que vou me propor.

Para entender melhor o contexto deste ciclo de debates veja o texto de apresentação no Outras Palavras : https://bit.ly/2DLX8Vy. E contribua para o fortalecimento do Outras Palavras assinando seu boletim ou fazendo parte das suas ações de financiamento coletivo.

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