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TRAMPO Trabalho e economia solidária

notícias e reflexões sobre o mundo do trabalho e economia solidária

Podcasts que gosto #002 – Durma com essa

Vai ao ar de segunda à sexta em algum momento da noite, entre as 19 e 21:30 a depender da efervescência da agenda do dia. Produzido pelo Nexo Jornal, uma das publicações que recomendo na web brasileira, vai bem além do resumo do dia. Aprofunda um assunto que inevitavelmente transbordará para o dia seguinte e pode retardar o nosso sono. Nestes dias de pandemia e governo genocida não existe espaço para temas amenos.

Vale ouvir para acordar sabendo o que vai impactar o dia, pela capacidade de concisão de quem produz os textos e pela locução ágil sem ser apressada. Ouço sempre no Spotify e não tenho a certeza de que esteja em outras plataformas de streaming.

Se você não gosta de ouvir podcast pode assinar newsletter de mesmo nome no site do Nexo.

Trabalhadores da Amazon se organizam pelo mundo

Retornando de breves férias recebo mensagem do amigo e contemporâneo de movimento sindical Almerico Lima com link para texto do UOL sobre a movimentação para a criação de sindicato de trabalhadores da toda poderosa Amazon na cidade de Bessemer, Alabama nos EUA (leia aqui).

O texto ajuda a desmontar o juízo de que sindicatos não são formas de organização adequadas para estes novos arranjos produtivos baseados no uso intensivo de tecnologia. E denuncia as manobras da Amazon, uma das empresas que mais lucrou com a pandemia para evitar que os trabalhadores se organizem.

Em todo o mundo os trabalhadores se organizam

Entidades de representação dos trabalhadores, ONGs, entidades ambientalistas e grupos de pesquisas de universidades ao redor do mundo articulam-se na plataforma Make Amazon Pay com objetivos diversos: apoiar a organização de sindicatos, subsidiar a ação sindical, articular ação parlamentar na perspectiva de criar e pressionar os governos para que tributem de forma adequada a multinacional.

No site encontramos também uma carta enviada a Jeff Bezos, o todo poderoso dono da Amazon, cobrando o passivo que a empresa tem com os trabalhadores e com o meio ambiente. A carta é assinada por 401 parlamentares de vários países. Do Brasil assinam 10 deputados do PSOL e 3 do PT. A relação completa também está disponível no site.

Siga a hashtag #makeamazonpay

Nas demais redes sociais siga a hashtag #makeamazonpay para acompanhar as várias ações e iniciativas para além das ações da plataforma. E caso tenha alguma notícia sobre o tema mande para denis@trampo.blog.br que teremos o maior prazer em divulgar

Podcasts que gosto #001 – Entretanto

Com Laura Carvalho e Renam Quinalha

Podcast semanal sobre economia e direito abordando temas bem atuais. Os autores são professores universitários e com forte presença na cena da esquerda brasileira. Nas edições recentes trataram da política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobrás e da necessidade de substituição da Lei de Segurança Nacional, em episódios separados, obviamente. Vai ao ar sempre às terça feiras, o tempo de duração fica em torno de 30 minutos e a linguagem e formato são bem agradáveis.

Disponível nas plataformas tradicionais (clique na da sua preferência) > Spotify ou Deezer . Disponível também no YouTube

Síntese – Plenária Nacional Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo

Reproduzindo informe enviado pela secretaria geral do MST :

Estimados Companheiros e Companheiras,

Hoje de manha (03.03) tivemos uma PLENÁRIA NACIONAL COM todas as frentes que atuam unidos na luta pro Vacina Já,  auxilio de emergência de 600 reais e FORA BOLSONARO!

Foi a plenária mais representativa que tivemos com 422 participantes representantes de todas as forças, inclusive com diversos dirigentes do MST.

Vejam agora, nossos acordos comuns,  resultantes da reunião:

1-     – Anexo o relatório da reunião, com calendário unitário e as orientações politicas;

2-     – Importante encaminhar nos estados e espaços, as orientações políticas e ações concretas.

3-    – Anexo a proposta de um manifesto (em construção). Ainda podemos fazer ajustes pontuais, de palavras, etc. As alterações podem ser enviadas até 10 de março para o correio eletrônico: 

respirabrasil@mobiliza.online

Clique no botão “baixar” para ter acesso aos relatórios

Conjuntura Semanal #029 – 01 março – por J. S. Gabrielli

Se não quer esperar pela nossa publicação envie uma mensagem para o endereço jsgazevedo@gmail.com informando que deseja receber o boletim. E toda a segunda pela manhã ele estará no seu email.

Centrais sindicais apoiam isolamento social, proteção da vida e auxílio emergencial

CUT, CSB, CTB, Força Sindical, NCST Nova Central e UGT divulgam texto que denunciam “intencional descoordenação” do combate à pandemia por Bolsonaro

Leiam a íntegra do documento :

As Centrais Sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB – apoiam as iniciativas dos governadores e prefeitos que têm atuado com as medidas necessárias para garantir o imediato isolamento social e, dessa forma, bloquear a propagação da Covid19 e evitar o esgotamento do sistema de saúde. Consideramos fundamental que os governantes articulem e coordenem essas medidas, inclusive atuando, conforme autorizou o STF, na implantação do plano de vacinação e no fortalecimento do SUS.

Consideramos que a vacinação deve ser acelerada para garantir a imunização de toda a população ainda neste semestre. Os custos econômicos do isolamento e da vacinação serão compensados com a segurança das pessoas, evitarão mortes e serão os melhores investimentos para uma retomada da atividade econômica com segurança sanitária e previsibilidade.

Continuamos afirmando que é necessário esclarecer a população para a urgência do isolamento – “Fique em Casa” -, sobre o uso correto de máscaras e dos protocolos de proteção.

Exigimos que o Congresso Nacional aprove imediatamente a retomada do Auxílio Emergencial no valor de R$ 600,00 enquanto durar a pandemia e das medidas de proteção dos salários e dos empregos.

Denunciamos, mais uma vez, a intencional descoordenação das políticas públicas de vacinação e de proteção sanitária e econômica adotada pelo governo do Presidente Bolsonaro, estratégia que conduz o país para as 250 mil mortes, que não param de crescer, ao agravamento da crise sanitária, à insegurança social e a uma gravíssima crise econômica, inúmeras práticas que caracterizam responsabilidade e crimes no exercício do cargo.

  • Sérgio Nobre – Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores
  • Miguel Torres – Presidente da Força Sindical
  • Ricardo Patah – Presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores
  • Adilson Araújo – Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
  • José Reginaldo Inácio – Presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
  • Antônio Neto – Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Publicado originalmente no site Rede Brasil Atual http://bit.ly/2OenGU0

Tigre Branco : como prosperar no capitalismo indiano; mas vale também para o Brasil

A crescente desigualdade econômica e social nas sociedades capitalistas tem provocado desconforto a ponto de levar a indústria cinematográfica a produzir filmes como Coringa ou Parasita. Neste ano de 2021 a “bola da vez” é o filme Tigre Branco, produção da Netflix que conta a história sobre os dramas e contradições de quem tenta prosperar economicamente no capitalismo indiano.

Provocar desconforto é uma leitura positiva de minha parte. Uma leitura negativa pode apontar para uma naturalização das desigualdades tendo como consequência a proliferação de estórias bem contadas mas que pouco interferem na realidade. Podem trazer algum desconforto momentâneo mas o exótico ou o inusitado tende a prevalecer. O que me chama a atenção é que em passado recente narrativas desta natureza faziam parte da cinematografia anticapitalista sem o financiamento de grandes produtoras.

Mas vamos ao filme sem a pretensão de me passar por crítico de cinema. O narrador do filme, Balram, conta a sua história de empresário bem sucedido a partir da sua infância miserável numa aldeia idem. Após a adolescência toma a decisão de se mudar para um centro urbano e tentar a vida como motorista de uma família que acumula fortuna e poder político. Logo cedo conclui que as castas que organizam a sociedade indiana são na verdade duas : os pobres e os ricos, como em qualquer sociedade capitalista. E ao perceber, a partir do convívio com os seus patrões, como funciona o sistema político partidário do seu país conclui que os pobres só tem duas alternativas para ascenderem : ou pelo crime ou pela política.

Desnecessário dizer que o personagem envereda por este caminho. Não se trata de “spoiler”; desde o início o nosso herói se apresenta disposto a atitudes inescrupulosas. O interessante no desenrolar da estória são as contradições entre a subserviência construída socialmente e que faz parte da personalidade de Balram e as tentativas de superação desta por vias pragmáticas.

O desfecho me pareceu propositalmente inconclusivo e desconfortável. Fico na expectativa de conseguir construir outros desfechos. “Tigre Branco” está disponível na plataforma Netflix…. assista e deixe a sua opinião nos comentários.

E atente para a trilha sonora; o pop indiano me soou interessante: globalizado porém sem perder as características locais.

FRENTE DE ESQUERDA PARA LIBERTAR O BRASIL, por Thiago Carvalho

Publico aqui contribuição do companheiro Thiago Carvalho sobre a necessidade de construção de uma “frente de esquerda” debate necessário neste momento me que outras concepções de arranjos necessários ao enfrentamento do autoritarismo se fazem necessárias. Não se trata de um tema estritamente sindical mas que deve também ser debatido pelas organizações dos trabalhadores.

O texto foi publicado originalmente no portal Midia 4P e pode ser lido aqui. Reproduzo a seguir o texto na íntegra. Contribuições sobre o tema são bem vindas.

As últimas semanas têm me levado a refletir sobre a atuação de nossa militância. Estamos num momento de ativismo virtual em que o principal debate gira em torno da análise comportamental dos participantes do BBB e, enquanto isso, a vida real nos mostra que ainda enfrentamos os mesmos problemas de sempre, com nossos inimigos ganhando corpo e força e impondo a sua agenda neoliberal e antiprogressista sobre nós, enfraquecendo, assim, a nossa luta e nos levando a minimizar as nossas pautas.

Os setores conservadores do Brasil estão mais fortalecidos do que nunca, tendo as igrejas neopentecostais ganhando cada vez mais poder, ocupando espaços importantes no governo, bem como exercendo papel central nas decisões políticas do núcleo duro do governo Bolsonaro, influenciando, ainda mais, no crescimento do conservadorismo, incitando, inclusive, a violência contra as minorias políticas.

Ademais, não podemos deixar de citar a relação desses diversos setores da elite brasileira que apoiam o governo Bolsonaro com grupos de milícia e crime organizado, servindo, inclusive, como ferramentas de lavagem e dinheiro e outras operações espúrias e ilegais que fortalecem e enriquecem as organizações conservadoras que hoje detém o poder central no governo brasileiro.

O jogo que tá sendo jogado, definitivamente, não é para amadores. Enquanto a popularidade do governo de Bolsonaro é diariamente posta à prova, a elite brasileira busca outras alternativas para garantir a continuidade de seu projeto de dominação do Brasil, ao tempo em que ampliam seus espaços dentro do governo federal, controlando a máquina do Estado brasileiro por dentro e fazendo toda a engrenagem girar em seu favor.

As políticas sociais vêm sendo pensadas e executadas pelas igrejas neopentecostais que destacam seus quadros mais conservadores para executar tal tarefa; a política econômica é construída em conjunto com banqueiros e alguns que detém o controle empresarial, donos dos meios de produção no Brasil; a política de segurança pública (inexistente) é pensada para beneficiar as milícias e o crime organizado.

Nosso povo continua morrendo e sendo posto à margem num país em que o autoritarismo impera como nunca dantes em sua história pós-ditadura. A alternativa de saída pelo centro, nada mais é do que a continuidade de um projeto capitalista e neoimperialista e conservador, contudo, sem ter como figura central um louco, apresentando como nome algum bom moço, novo na política e que tenha o perfil da elite branca e conservadora brasileira.

A saída para a liberdade do povo negro, pobre, para os setores da classe média que outrora se mobilizaram sob o comando da grande mídia para dar um golpe de Estado num governo legitimo e democrático – golpe esse orquestrado pela mesma elite que hoje leva o brasil à bancarrota – não passa por uma falsa mudança de projeto que se disfarça de centro; a saída é pela esquerda, com a aliança do campo progressista.

Entretanto, não existe saída pela esquerda sem mobilização popular, sem diálogo com a classe média, sem proposição de um projeto que aponte alternativas outras perante a crise econômica vivida pelo país e, sobretudo, sem combater o racismo e as desigualdades sociais. Temos um caminho extremamente tortuoso pela frente e cheio de obstáculos.

A intenção da elite é usar a grande mídia e os meios de comunicação para nos desmobilizar e nos colocar em guerra nós contra nós mesmos. Ou acordamos para os verdadeiros desafios que nós temos e partimos pro enfrentamento ou vamos continuar sob as amarras de nossos colonizadores que nos oprimem desde que o Brasil é Brasil.

Thiago Carvalho é Administrador, militante do Coletivo de Entidades Negras – CEN, filiado ao PT, militante da Esquerda Popular Socialista

Venha conhecer o Jornal Brasil Popular

Nesta quinta, 11 de fevereiro às 19 horas, vamos levar um papo com o companheiro Niro Barrios que apresentará aos baianos o projeto Jornal Brasil Popular. Gestado em Brasília, o jornal transformou-se num portal de notícias voltada para as lutas populares e as iniciativas dos movimentos sociais. E tem a disposição dar voz aos movimentos sociais baianos.

Então….apareça e fortaleça a imprensa popular. Link disponível na quinta à tarde; mande uma mensagem ou deixe seus contatos nos comentários que enviaremos o link.

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