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TRAMPO Trabalho e economia solidária

Propostas para o I Encontro Estadual de Economia Solidária da Bahia

encontro Ecosol

Dias 4 e 5 de unho deste 2018 o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria do Trabalho e Emprego promove o I Encontro Estadual de Economia Solidária da Bahia. Apesar de iniciativa governamental o encontro é animado e tem o aval de várias organizações da sociedade civil. A carta de convocação onde consta a relação de organizações que convoca o encontro podem ser lidas clicando aqui.

Entendo o encontro como oportuno pois as políticas públicas de economia solidária foram rapidamente desmontadas pelo Governo Michel Temer. E as ações encampadas pelo Governo do Estado são quase sempre financiadas por recursos federais. Não havendo uma ação imediata dos atores envolvidos, esta política pública estará condenada à extinção no ano de 2019.

Ao mesmo tempo tenho a preocupação com os desdobramentos do I Encontro. Na programação está prevista a elaboração de uma “carta da economia solidária”. Acho a iniciativa louvável mas acredito que além da carta temos que construir, e por em prática, um plano de ação para que as demandas apresentadas na carta se transforme em realidade.

Apresento então para o debate uma relação de pontos que acredito devam fazer parte da carta partindo do princípio que o nosso problema estrutural é a concepção de Estado levada a termo pelo governo golpista que tem que ser superado e suas medidas revogadas:

  • denunciar e explicitar o caráter do golpe de 2016 e suas consequências para as políticas públicas, em particular as da economia solidária;
  • revogação da Emenda Constitucional 95 (emenda que congela os gastos sociais);
  • retorno da SENAES com as mesmas funções e recursos orçamentários existentes antes do golpe de 2016;
  • revogação da Reforma Trabalhista;
  • assegurar recursos do tesouro estadual (fonte 00) para as ações da economia solidária pelo Governo do Estado.

Quanto ao plano de ação deixo as seguintes propostas:

  • apresentar a carta do I Encontro a todos os candidatos majoritários e proporcionais  buscando a sua adesão às propostas nela contida;
  • buscar interlocução com o Governo do Estado objetivando a alocação de recursos orçamentários já para o ano de 2019 para financiar as políticas públicas de economia solidária.

No mais, estarei acompanhando o I Encontro, publicizando as suas resoluções e, espero, acompanhando os seus encaminhamentos.

O que é GDPR e o que isto tem a ver com você

Se você usa o Twitter, Facebook ou outras redes e serviços da internet deve ter recebido recentemente algumas mensagens por email falando sobre alterações nos Termos de Uso, aquele contrato que você e eu clicamos no “aceito” sem ler. Da mesma forma que não lemos contratos de cartão de crédito e outros tantos documentos com letrinhas miúdas.

Pois bem : estes novos Termos de Uso são consequência de uma nova legislação para proteção de dados individuais, a tal da GDPR, que entrou em vigor ontem, 25 de maio, na Europa e que cria dificuldades para a comercialização de dados individuais. Por Europa entenda-se União Européia para ser mais preciso. E a lei vale não só para os cidadãos que vivem na União Européia como para os cidadãos de qualquer parte do mundo que tem dados pessoais armazenados lá. O que me obriga a corrigir uma informação da primeira linha deste texto: não recebemos email do Facebook pois esta rede social transferiu os seus servidores da Europa para os Estados Unidos para se livrar da lei.

E onde meu direito é violado no Brasil ? recentemente a empresa Cambridge Analytica, especializada digamos, em marketing político digital, esteve no Brasil ofertando a candidatos à presidência os seus serviços prometendo diagnosticar os desejos do eleitorado e formatar o discurso dos candidatos/clientes bem ao gosto do eleitorado. Usava como portfólio a eleição de Trump e a saída do Reino Unido do Brexit em recente plebiscito. Semanas depois estoura o escândalo do vazamento de informações dos eleitores norte-americanos e ingleses que tinham conta no Facebook para a Cambridge Analytica. Vazamento ou venda não se sabe ao certo. E de lambuja vazaram também informações de aproximadamente 450.000 usuários brasileiros. As ações do Facebook caíram, a Cambridge Analytica faliu e a vida segue.

Mais ainda – o WAZE, aquele simpático aplicativo que nos informa o caminho mais curto, as blitz e os engarrafamentos vende os dados dos seus usuários para seguradoras de veículo. Em metrópoles com alto índice de violência urbano esta informação é valiosa para a definição do risco que o cliente representa. Se o aplicativo indicar que você transita regularmente em área de risco voce vai pagar mais caro pelo seguro.

Bem que poderia continuar a contar mais casos de venda de informação individual já que no Brasil este tipo de proteção não existe e o pouco que temos é constantemente bombardeado pelo Congresso mas fico por aqui.

E se você quiser entender um pouco mais como a coisa funciona clique no link http://bit.ly/2Lz52kc . E caso se interesse pelo assunto pode me procurar deixando seus contatos nos comentários ou através do email denis@trampo.blog.br .

Greve dos caminhoneiros e desafios para o movimento sindical

“A história é um carro alegre
Cheio de um povo contente
Que atropela indiferente
Todo aquele que a negue”

Cancion Por La Unidad Latinoamericana
Pablo Milanes – Chico Buarque

Não pretendo nestas poucas linhas problematizar sobre locaute X greve. Muito menos sobre o caráter autônomo ou não da atividade econômica que envolve os caminhoneiros. Existe uma política de preços da Petrobras que reduz as margens de lucro de quem lida com o transporte automotivo. Como a economia está parada não existe a possibilidade imediata de repassar o impacto do aumento continuado de preços para os próximos elos cadeia produtiva. Portanto existem razões para greve de caminhoneiros e não só: moto-taxi, motoristas de aplicativos, transporte escolar e taxis convencionais são prejudicados.

Não conheço detalhes da composição do setor de transporte de cargas. Vejo alguns números apresentados nas redes sociais mas tendo a acreditar que não se pode dividir o setor em autônomos e empregados (mesmo que com vínculos camuflados). Acho que a composição das relações de trabalho no Brasil caminha para uma complexidade tal que cria dificuldades de compreensão e, por consequência, na organização político-sindical destes trabalhadores. A despeito da complexidade a política de preços ajudou na criação de uma pauta que unificou os trabalhadores do setor: a redução do preço do diesel.

Pauta unificada, faz-se necessário que ela seja apresentada a quem tenha alguma possibilidade de resolver o problema, no caso o Governo Federal, controlador (não sei se é este o termo correto) da Petrobrás. E apresentada por alguma entidade com um mínimo de representatividade. Aí entra em cena a tal da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos. Que provavelmente não deve representar “trabalhador autônomo” algum. Quem conhece minimamente a estrutura sindical brasileira sabe que a representatividade real é o requisito menor para se constituir uma entidade. O que importa é a capacidade de responder a requisitos burocráticos mínimos e um punhado de incautos de boa fé para atestarem que a entidade existe. Portanto este é, historicamente, um espaço para proliferação de oportunistas a serviço das elites, financeiras ou produtivas. Aliás a CUT nasce para combater este modelo de representação. Mas, apesar dos pesares, a tal Confederação tem amparo legal para propor a agenda.

Não tenho dúvidas que esta Confederação representa interesses de empresários do setor de transporte da cargas que vive da exploração dos caminhoneiros. Mas que neste momento tem um argumento que convence os explorados a aderir às teses dos seus algozes: a redução das margens de lucro torna a atividade menos atraente e a conta vai ser paga pelo elo mais frágil, o caminhoneiro. Como não existe organização sindical de caráter classista ou oposição à esquerda o trabalhador não tem escolha.

Já o caminhoneiro “autônomo” vive uma situação mais frágil. A estrutura sindical brasileira se forma com a modernização capitalista no século passado e se ancora no trabalho assalariado. O trabalho autônomo era tido como profissional liberal que, via de regra, tinha rendimento elevado e os realmente “autônomos” não tinham representação expressiva. O perfil da ocupação muda, cresce o empreendedor, o “conta própria” e suas derivações mas a organização sindical continua atrelada ao trabalho assalariado. E aí quem aparece para apresentar uma pauta que contempla o caminhoneiro “autônomo” ? A tal Confederação.

Vivemos agora um impasse: a CNTA negociou a pauta, construiu uma proposta junto ao Governo Federal mas não teve autoridade política para fazê-la aceita pelo conjunto dos caminhoneiros. Temos então um vazio negocial: uma categoria mobilizada mas sem representação política com legitimidade para negociar e com poucas possibilidades de se organizar rapidamente. Um governo sem autoridade para construir saídas e um movimento sindical perplexo pois não tem inserção neste segmento aliado à uma rejeição já que não se apresentou quando o problema era gerado.

A saída: vai depender de vários fatores. Até o momento a população é majoritariamente simpática aos caminhoneiros mesmo com os prejuízos do desabastecimento. Esta simpatia dura até quando? O Governo Federal se sente fortalecido o suficiente para adotar uma posição de força? Ou recuará na política de preços da Petrobras e por tabela nas ações para a privatização da empresa?

Outras categorias podem engrossar os protestos ? – em Salvador, pelo menos, tivemos na quinta feira, 24, manifestações de moto-taxi e motoristas de aplicativos (UBER). Grupos de trabalhadores que não tem organização que os represente de fato e muito menos patrões para negociar. Mas tem a capacidade de impactar no cotidiano da cidade quer através de protestos quer através da negação dos serviços numa cidade com sérios problemas de mobilidade. Hoje, sábado, 25, motoristas de transporte escolar foram até os pontos de paralisação na BR 324 levar água e refeições para os caminhoneiros parados. A conferir …

Concluindo :

  • muito se falou e escreveu até o momento sobre o “precariado”, a massa de trabalhadores por conta própria sem proteção legal e social. Mas pouco se fez para a sua organização política ou inclusão na estrutura do movimento sindical brasileiro. E agora parte deste segmento sente a necessidade de se mexer para minorar os seus problemas. Talvez daí surja alguma novidade que areje o movimento sindical brasileiro;
  • caminhoneiros são mais próximos da “direita” é uma afirmação precipitada. Tem dado demonstrações neste sentido. Mas a “esquerda” principalmente a sindical não demonstrou disposição e disponibilidade no encaminhamento da pauta da categoria. Se é tarde ou não para esta aproximação se dar, só a história vai dizer;
  • se as centrais sindicais não fizerem um esforço de aproximação com os trabalhadores que estão na informalidade e com os microempreendedores individuais correm o risco de perderem relevância política. Esta aproximação implica na elaboração de novas práticas, discursos e formas de organização.

 

 

 

Vaticano critica o sistema financeiro e a imprensa brasileira silencia

A Congregação para a Doutrina da Fé e o Dicastério para o Serviço ao Desenvolvimento Humano Integral, órgãos do Vaticano, produziram um longo e duro texto com críticas à atuação do mercado financeiro e com proposições de regulação e de tributação de transações financeiras internacionais. O documento foi aprovado pelo Papa Francisco e publicado com o nome Oeconomicae et pecuniariae quaestiones (leia em portugues clicando aqui).

Dada a relevância do tema e a contundência do texto seria razoável esperar que a imprensa brasileira desse algum destaque. Afinal de contas o Papa Francisco é tratado pela TV, principalmente, como um Papa antenado nas questões contemporâneas. É fato, mas quando estas questões afetam os “donos” do poder real a nossa se TV se omite.

Para não ficar apenas nas reclamações seguem alguns links sobre a repercussão na imprensa católica estrangeira :

E onde encontro estas informações cotidianamente ? – o Instituo Humanitas da UNISINOS tem um site informativo muito bom, de inspiração progressista e mais contundente que boa parte da nossa esquerda contemporânea. Neste site, clique aqui, você vai encontrar um campo para informar seu email e assinar um boletim diário com notícias que interessam aos movimentos sociais e aos segmentos progressistas da Igreja Católica. Vale a pena em tempos de opção ideológica clara da imprensa brasileira.

in_box : uma novidade no jornalismo eletrônico baiano

coletivo interfaceSempre associo o jornalismo político eletrônico baiano, soteropolitano melhor dizendo, aos sites e blogs capitaneados por jornalistas com uma imagem construída nos meios tradicionais. Na maioria das vezes replicam o formato consagrado nos seus meios de origem sem atentar para as possibilidades específicas ofertadas pela web.

No final de abril li um post no grupo de Whatsapp voltado para o Coletivo de Comunicação da CUT anunciando o início das atividades públicas do Coletivo Interface que passa a editar quinzenalmente a newsletter in_box. Aderi de imediato e no dia 6 de maio, conforme prometido, recebi na minha caixa postal a primeira edição.

Diagramação agradável e linguagem coloquial me chamaram a atenção. Chamou a atenção também a “linha do tempo” das tretas entre Rui Costa e ACM Neto. Mais pelo uso das possibilidades da web e menos pelas tretas em si. Uma boa síntese da política baiana nas semanas que antecederam a edição. E sugestões de leitura para além dos jornalões (Nexo e Poder360), dois queridinhos deste eventual comentarista encerrando com a recomendação de cursos e eventos de interesse dos jornalistas e curiosos em geral.

A newsletter é grátis o que me deixa curioso sobre a forma de sustentação do negócio. Torcendo para não precisarem ir ao mercado tradicional (governo e grandes empresas) para subsistirem.

Vá lá em http://bit.ly/2INceus e assine. Vale a pena

O que é e para que serve a #hashtag ?

Comecei este blog com a intenção de publicizar artigos e estudos sobre as iniciativas do movimento sindical e estudos ligados ao mundo do trabalho e à economia solidária. Entendia que existia (e ainda existe) muita informação útil disponível que não chega ao conhecimento dos dirigentes e ativistas sindicais.

Com o passar do tempo fui observando que mesmo a mídia contra hegemônica da pouco espaço à produção local de conteúdo. Exceção observada nos veículos ligados às questões étnico-raciais. Observei também que o público sindical não utiliza o potencial das redes sociais para dialogar com a sua base social e com a sociedade como um todo. E quanto mais o tempo passa mais difícil ou pouco eficaz se torna o uso destes instrumentos de comunicação.

Hoje, quando do rascunhava um novo post, senti a necessidade de citar o uso de uma “hashtag” mas hesitei: será que meu público entenderá o que estou falando? E se entende porque se usa pouco as hashtags no cotidiano da ação sindical?

Começo aqui então um novo eixo de postagens. A tentativa de explicar algumas funcionalidades e jargões das redes sociais e, principalmente, como utiliza-las na comunicação sindical e popular uma vez que a literatura disponível é voltada para o uso comercial.

Finalmente, o que é mesmo “#hashtag” ? – para ganhar tempo vou buscar a definição encontrada no blog da empresa de marketing digital Resultados Digitais:

” O dicionário Oxford — o mais importante da língua inglesa e ao qual o termo foi incorporado em 2014 — define hashtag como “uma palavra ou frase precedida por um símbolo de cerquilha (#), utilizada em sites de mídias sociais e aplicativos, especialmente no Twitter, para identificar mensagens sobre um tópico específico”.

Indo um pouco além, pode-se dizer que hashtags são termos associados a assuntos ou discussões que se deseja indexar em redes sociais como Instagram, Facebook e o já mencionado Twitter. Quando a combinação é publicada, transforma-se em um hiperlink que leva para uma página com outras publicações relacionadas ao mesmo tema.

Assim, se usuários do Instagram, por exemplo, publicam fotos com a hashtag #cachorro, todos na rede social podem encontrar conteúdos relacionados — outras imagens de cães, em geral — clicando sobre a palavra.

E quando faz sentido usar – na imensidão de informação que circula na internet nem sempre sabemos o que se fala sobre um determinado assunto. Uma hashtag pode (e deve) ser utilizada quando queremos saber o que se fala sobre um assunto ou que saibam que falamos sobre aquele assunto.

Por exemplo : na campanha salarial do ano de 2017 o Sindicato dos Bancários de São Paulo usou a hashtag #sóalutategarente para agrupar a informações sobre a campanha. Todas as postagens do sindicato sobre a campanha salarial terminava ou começava com este termo. Ao mesmo tempo os trabalhadores eram orientados a usar a hashtag nas suas postagens sobre o andamento da campanha. Era uma forma do sindicato conhecer as manifestações da categoria nas redes sociais e a categoria buscar informações do sindicato.

Para verificar o funcionamento entre em uma das redes sociais (Instagram, Twitter ou Facebook) e no campo de busca digite “#soalutategarante” e “enter”. Como resultado aparecerá todas as postagens referentes.

Importante – o Whatsapp, rede social bastante utilizada no Brasil, não utiliza a hashtag como ferramenta para agrupar informações. Mas acho que é só questão de tempo.

Espero que o conteúdo seja útil. Para mais informações ou sugestão de temas a ser tratado use os comentários ou mande uma mensagem pessoal : 71 99181-0903 (whatsapp) ou denis@trampo.blog.br .

 

Muito debate e reflexão sobre a comunicação sindical e popular

Dois eventos animam o debate sobre comunicação sindical e popular neste mês de maio.

Entre os dias 15 e 18, em Salvador, acontece o Seminário Comunicação e Democracia. Contemplando debates e oficinas voltadas à produção de conteúdo comunicacional, o evento tem na CUT e no PT seus principais organizadores. Os temas debatidos são atuais e as inscrições podem ser feitas clicando no link http://bit.ly/2rw3YF6  .

seminario comunicação cut

Já entre os dias 31 de maio e 2 de junho acontece, também em Salvador, o IV Encontro Nacional de Jornalistas Sindicais e o VI Seminário Unificado de Imprensa Sindical. Com boas mesas de debates este encontro tem um viés mais organizativo, voltado para os profissionais da imprensa sindical, embora seja aberto ao público. As inscrições, pagas, podem ser realizadas no link http://bit.ly/2IokUam .

encontro jornalistas

Vou tentar participar dos dois e deixarei minhas impressões aqui.

Reforma tributária solidária : uma campanha a ser abraçada

reforma_tributária_solidária_banner_faceO projeto “Reforma Tributária Solidária, Menos Desigualdade, Mais Brasil” foi lançada no dia 25 de abril no Congresso Nacional. É uma iniciativa da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) e da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e tem como objetivo produzir subsídios para um debate amplo sobre o assunto.

O manifesto de lançamento do projeto encontra-se disponível no site mas pode ser acessado diretamente clicando aqui. E pretende lançar duas publicações (A Reforma Tributária Necessária: Diagnóstico e Premissas e A Reforma Tributária Necessária: Propostas para o Debate) nos meses de junho e agosto, respectivamente.

O projeto tem a coordenação técnica da Plataforma Política Social (leia o que já foi produzido clicando aqui) e o apoio do Conselho Federal de Economia (Cofecon), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Fundação Friedrich-Ebert-Stiftung Brasil (FES), do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), do Instituto de Justiça Fiscal (IJF) e da Oxfam.

E nós com isso ? – é crescente o número de boas iniciativas para repensar o Brasil na perspectiva da redução das desigualdades. Mas que não ganham a devida repercussão e influência social ou pela quantidade de ações em curso ou pelo pouco interesse que algumas questões despertam nos movimentos sociais embora afetem diretamente as suas bases sociais.

Fui no site do SINDSEFAZ pensando em fazer contato para verificar o engajamento possível da entidade e descubro que tem uma atividade prevista por este sindicato em Salvador no dia 25 de maio (veja programação aqui).

Vamos chegar lá então.

Primeiro de Maio e futebol

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É com atraso de quase uma semana que vejo no meu aplicativo de podcast a edição número 138 do programa “O Som das Torcidas” com o tema “Dia dos Trabalhadores” (ouça aqui).

Apesar das gerações recentes, a minha por exemplo, de sindicalistas não estabelecer relações entre o futebol e o mundo do trabalho, esta relação existiu no século passado em praticamente todos os estados brasileiros. O Juventus de São Paulo era ligado ao operariado que morava na Zona Leste paulistana notadamente os anarco-sindicalistas. Aqui em Salvador o Ypiranga era o time dos trabalhadores portuários; já no Rio de Janeiro o Bangu origina-se na fábrica de tecidos do mesmo nome.

Certamente o segmento de trabalhadores mais articulado com o futebol foi o setor ferroviário. Ainda hoje resistem o Ferroviários de Araraquara e de Fortaleza. E até Ilhéus, minha cidade natal, tinha até, o ano de 1966, um time de trabalhadores da Leste Brasileiro.

Mas deixemos de conversa e vamos à audição

http://player.blubrry.com?media_url=http://media.blubrry.com/central3_podcasts___som_das/content.blubrry.com/central3_podcasts___xadrez/SDT_Dia_dos_Trabalhadores.mp3

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