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Eleições na APUB : qual a novidade ?

Não se trata exatamente de novidade. Nesta semana duas chapas disputam a direção da APUB – Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia. Bem diferente do ocorrido nas recentes eleições de outros segmentos profissionais e independendo de orientação política, as eleições nos sindicatos ou associações que representam professores das instituições de ensino superior na rede pública contam sempre com mais de uma chapa.

E qual a razão deste, digamos, fenômeno ? Pelo lado dos sindicatos onde existe disputa estas me parecem ser motivadas pela relação a ser estabelecida com os governos situados no campo democrático-popular. Já nos sindicatos onde não há disputa as razões são variadas indo das dificuldades burocráticas para a inscrição de chapas até a rotatividade de mão de obra que dificulta a criação de vínculos com a categoria e, por consequência, a falta de motivação para a participação na vida sindical.

Mas este é um assunto para uma discussão e um post mais longo e denso. Por enquanto aproveite para conhecer as duas chapas que disputam a direção da APUB. É só clicar e ler:

CHAPA 1 – DE MÃOS DADAS: RESISTIR E AVANÇAR –

CHAPA 2 – REENCANTAR PARA A LUTA: UNIR PARA RESISTIR

 

Votaram contra os trabalhadores e não voltaram

Quase metade ficou de fora

A CUT – Central Única dos Trabalhadores lançou uma campanha, #VotouNãoVolta, orientando aos eleitores para não votarem nos parlamentares que aprovaram a reforma trabalhista.

As alianças políticas estaduais, a Bahia é um bom exemplo e não é o único, retiraram parte do ímpeto da campanha que no geral foi um sucesso ; quase metade dos parlamentares que votaram contra os trabalhadores não foram eleitos (leia matéria completa clicando aqui).

Aqui na Bahia ficaram de fora :

  • Lúcio Vieira Lima
  • José Carlos Aleluia
  • José Carlos Araújo
  • Antonio imbassay
  • Benito Gama
  • Erivelton Santana
  • Tia Eron

Irmão Lázaro e Jutahy Magalhães candidataram-se ao Senado e foram derrotados E o então deputado João Gualberto (PSDB) retirou a candidatura à reeleição no início da campanha.

Resolução da CUT sobre o segundo turno

RESOLUÇÃO DA CUT

A Direção Executiva da CUT, reunida em São Paulo no dia 10 de outubro de 2018, avaliou os resultados do primeiro turno das eleições de 2018, e convoca a mais ampla mobilização nas bases CUTistas para virar o jogo , derrotar a extrema direita à serviço dos empresários que é a candidatura Bolsonaro e eleger Haddad e Manuela, em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora!

É possível vencer as eleições presidenciais e não há tarefa mais importante neste momento! O tempo é curto e todos os sindicatos e ramos da CUT devem tomar clara posição contra o retrocesso, os ataques aos direitos sociais e trabalhistas, que significa a do ex-capitão candidato do PSL. É preciso desmascarar este farsante, que há quase 30 anos faz parte do sistema político apodrecido que diz combater, especialmente junto às nossas bases sindicais, trabalhadores e trabalhadoras que estão sendo manipulados contra seus próprios interesses de classe!

O ex-presidente Lula, perseguido e encarcerado, teve uma importância central nesse resultado. A CUT não abre mão da batalha por Lula Livre, que será reforçada com a vitória de Haddad contra a extrema direita reacionária. A CUT chama todos os democratas, independentemente de suas preferências partidárias a somarem-se na luta contra o autoritarismo, o ódio e o retrocesso. Não há meio termo possível, agora é 13!

A força da militância CUTista é fundamental neste momento crucial: ajudamos a colocar no segundo turno Fernando Haddad, representante do projeto democrático e da defesa dos direitos dos trabalhadores, e agora tudo faremos para a virada e a vitória eleitoral no 2º turno! Vamos agir como CUT, como representação sindical da classe trabalhadora, concentrando a nossa ação na defesa dos direitos trabalhistas, da defesa da Previdência Pública e das aposentadorias, na defesa da livre organização sindical ameaçada, na defesa dos serviços públicos e das estatais, numa palavra, na pauta da classe trabalhadora, desmascarando o candidato inimigo como representante dos interesses dos patrões, do mercado financeiro e das multinacionais, que querem liquidar todas as conquistas e a organização de nossa classe.

Vamos reverter em nossas bases os votos de trabalhadores e trabalhadoras que não são “fascistas” mas que foram manipulados por uma enxurrada de notícias falsas e também pela grande mídia que esconde a barbárie que é o ex-capitão, um farsante que se diz “anti-sistema” mas que votou a favor de todas as medidas do golpista Temer contra os direitos dos trabalhadores e a soberania nacional, que apoiou as privatizações a EC 95, a terceirização ilimitada, que acoberta a violência do agro-negócio e do latifúndio contra trabalhadores e trabalhadoras rurais! Um sindicato digno desse nome não pode ficar neutro diante da polarização do 2º turno. A CUT e outras seis centrais sindicais já tomaram clara posição a favor da chapa Haddad/Manuela, em defesa dos direitos e da democracia.

O cenário de polarização entre direita-esquerda expõe a intensa luta de classes que sempre existiu no Brasil, mas que agora se apresenta sem nenhum pudor; em que o fantasma do militarismo ameaça nossa democracia e em que o ódio pelas minorias espalha um rastro de violência covarde com assassinatos e agressões de quem não bate continência para o ex-capitão.

A CUT reafirma seu compromisso com os trabalhadores, trabalhadoras e com a sociedade brasileira na defesa de todo e qualquer direito já conquistado e garantido ao povo brasileiro.

As diretrizes e os princípios históricos que sempre nortearam a atuação CUTista também estarão presentes no segundo turno das eleições de 2018, quando apoiaremos o projeto do campo democrático de governo que:

· Devolva, preserve e aumente os direitos dos trabalhadores e da sociedade, revogando a Reforma Trabalhista de Michel Temer em todas as suas frentes;

· Defenda e aumente a oferta de empregos formais, decentes, com remuneração digna;

· Reverta as medidas que trouxeram a carestia e privilegiaram o rentismo em detrimento da vida;

· Implemente medidas que trarão de volta o desenvolvimento humano, social e econômico ao Brasil;

· Reverta o desmonte dos serviços públicos, as privatizações e concessões que estão destruindo o patrimônio de todos os brasileiros;

· Revogue completamente a EC 95 e o congelamento dos gastos públicos por 20 anos;

· Priorize os investimentos na saúde, educação, assistência social e outros setores fundamentais para o povo brasileiro;

· Defenda a soberania brasileira de qualquer ameaça interna ou externa;

· Priorize, enfim, todas as reformas estruturais e medidas que possam garantir uma vida melhor para todos os brasileiros.

Nesse sentido, a CUT orienta seus dirigentes e trabalhadores a organizar e intensificar o trabalho junto à classe trabalhadora para:

1. IR PARA AS RUAS – Fazer o debate pessoalmente é imprescindível

· Fazer materiais informativos para as bases sindicais mostrando as diferenças de propostas dos candidatos e seus impactos nas categorias e na classe trabalhadora;

· Engajar-se na organização de comitês de luta pela democracia e pelos direitos juntamente com outros GGsindicatos e organizações dos movimentos populares;

· Priorizar o debate nas ruas das periferias, nos locais de trabalho, nas praças e onde for possível explicar os direitos que serão retirados e as consequências concretas para a vida de cada trabalhador e trabalhadora, suas famílias e suas vidas;

· Dialogar em especial com a mulher trabalhadora, grande prejudicada pela discriminação e pela retirada de direitos que pode se tornar realidade;

· Falar com os jovens trabalhadores e trabalhadoras sobre trabalho, estudo, violência;

· Falar com todos de maneira simples, de forma clara e acessível; de trabalhador para trabalhador, de mulher para mulher, de jovem para jovem;

· Debate, debate, debate. Assim será a disputa do discurso e a conquista de corações e mentes.

2. RADICALIZAR O DEBATE NA DEFESA DOS DIREITOS TRABALHISTAS, SOCIAIS E DA DEMOCRACIA.

3. ENFRENTAR O DEBATE NAS REDES SOCIAIS, FOCANDO SEMPRE NA PERDA DE NOSSOS DIREITOS.

Temos raízes, temos história!

A CUT vai inteira para a luta: forte, vermelha, pelos trabalhadores, pela sociedade e pela democracia!

São Paulo, 11 de Outubro de 2018.

Direção Executiva da CUT Nacional

Plataforma da CUT – Eleições 2018

Só ontem me toquei que a CUT publicou a sua plataforma para orientar os eleitores a definir seu voto e os parlamentares do seu espectro político a definir os eixos de atuação.

Portanto antes de votar verifique se o seu candidato tem afinidade com as propostas defendidas pela CUT. Leia a a Plataforma da CUT clicando aqui e seguindo as orientações para download.

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