Dia 5 de junho comemoramos o dia mundial em defesa do meio ambiente; hoje, 8 de junho, dia mundial dos oceanos. Datas que trazem para a agenda sindical e movimentos sociais o debate sobre possíveis relações entre a pandemia e degradação ambiental e a necessidade de aproveitar o drama humanitário mundial para a adoção de novos conceitos e práticas para o desenvolvimento sócio econômico.

Muito destes possíveis conceitos situam-se mais no plano do desejo pessoal. Não havendo ação efetiva da sociedade pouco acontecerá de mudanças importantes e até corremos riscos de regressão aqui no Brasil. Países como Nova Zelândia, Alemanha e Espanha elaboram planos de transição no seu parque produtivo o que implica em ações ativas dos governos em diálogo com trabalhadores e empresários.

Temos alguns desafios no Brasil para além de um governo que não demonstra interesse no tema. Conviveremos com desemprego elevado durante algum tempo e a pressão pela retomada da economia é grande. Sem um programa vigoroso de renda mínima e previdência social os trabalhadores desempregados pouco se sensibilizarão com impactos climáticos.

Mais dois desafios :

  • os sindicatos de trabalhadores da indústria serão pressionados pelas suas bases a se posicionar pela imediata retomada das atividades das suas plantas para assegurar postos de trabalho ou retomar a renda média anterior;
  • as atividades do agronegócio, uma das mais danosas ao meio ambiente, tem um peso grande na pauta de exportação brasileira e por consequência no impulsionamento da atividade econômica. Teremos poder de fogo para leva-la à transição para um modelo de produção mais justo social e ambientalmente ?

Não são desafios de fácil enfrentamento mas não fazê-lo desde já nos remete a um futuro talvez mais dramático que o passado próximo que não desejamos retornar.

Para melhor entender os impactos das questões ambientais e suas formas de enfrentamento o DIEESE preparou uma Nota Técnica que merece ser lida…clica aqui e deixe sua opinião nos comentários