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Idosos e mercado de trabalho – cenários pós pandemia

O DIEESE publicou o estudo “Quem são os idosos brasileiros” . Oportuno pois os idosos são o principal grupo de risco do CONVID-19 e ao mesmo tempo contribuem significativamente para a composição da renda das famílias brasileiras quer através da remuneração advinda de atividades produtivas quer através de aposentadoria.


Íntegra do estudo – https://bit.ly/estudo_DIEESE_idosos

Quadro por estado – https://bit.ly/idosos_estados


Muito provavelmente mais idosos que hoje estão fora do mercado de trabalho tentarão obter alguma renda adicional através do trabalho mas serão relegados a atividades precárias devido ao risco de contaminação futura. Em caso de dispensa de mão de obra também os idosos ficam em situação vulnerável uma vez que o contágio é reconhecido como doença do trabalho.

Portanto a adoção de medidas protetivas a este segmento é necessária principalmente a adequação do sistema previdenciário ao novo cenário sócio econômico.

A imunização como diferencial competitivo no acesso ao mercado de trabalho

Semana passada ouvindo o podcast Nova Rádio Libertadora da Brigada Marighella fui alertado pela minha amiga Poliana Rebouças para uma provavel situação a se observar no mercado de trabalho: a valorização dos infectados sobreviventes da CONVID 19.

Estranho não é ? É, mas faz sentido. Por alguma razão que não sei explicar ( e me deu preguiça de procurar no YouTube) quem contrair e sobreviver ao CONVID 19 fica imune não se sabe ainda durante quanto tempo. É sabido também que durante um bom tempo vamos conviver com a possibilidade de novos casos de contaminação. É a chamada “segunda onda” (vamos ficar atentos à China). Por isso é que falava no post anterior sobre a fase crônica da pandemia que não sabemos quanto tempo irá durar.

Então raciocinemos : entre contratar um empregado com potencial de contaminação ou contratar um que está imune (não se sabe ao certo durante quanto tempo) o empresariado brasileiro vai escolher quem ?

Deixo que concluam. Por isso a razão do título: esta sofrida imunização pode funcionar como diferencial de competitividade num capitalismo que mandou. faz tempo às favas os escrúpulos de consciência (em outro momento conto de onde busquei esta frase).

Saúde e mercado de trabalho no pós pandemia

Vou continuar durante algum tempo a usar o termo pós pandemia mas já estou convencido de que não teremos um “pós” durante muito tempo. Sou daqueles que começa a acreditar que sairemos da fase aguda para vivenciar a fase crônica da pandemia.

E nesta fase crônica termos particularidades que afetarão o acesso dos trabalhadores ao mercado de trabalho. A começar pela saúde: obesos, diabéticos e hipertensos fazem parte do grupo de risco para infecção pelo CONVID 19 e assim continuarão enquanto não tivermos uma vacina. O que vale dizer que, passada a fase aguda, as pessoas com estas patologias continuarão vulneráveis. E num mercado de trabalho marcado pelo desemprego estas pessoas irão para o fim da fila das contratações.

Aqueles que possuam vínculo formal podem até não serem demitidos mas serão remetidos para home office e arcarão com os custos e responsabilidades de uma eventual contaminação.

Enfim, teremos mais um fator de “seleção” para o acesso ou permanência no mercado de trabalho. Mais uma demanda nova para o movimento sindical (a proteção sócio laboral para os portadores destas patologias) e para o sistema público de saúde (um amplo programa de ações preventivas e adoção de hábitos saudáveis).

Parece assustador, realmente é assustador mas bem próximo da realidade.

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