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transição justa

A CUT e a “transição justa”

Por conta da COP26 o termo “transição justa” é citado exaustivamente nos veículos de comunicação e publicações ambientalistas. Mas do que se trata ? Justa para quem ? Qual o impacto na adoção de novos padrões de produção para os trabalhadores ? Como se configura este novo mercado de trabalho.

Para responder estas e outras questões a CUT encomendou ao DIEESE a organização de publicação sobre o tema a partir das experiências vividas pelos trabalhadores do Rio Grande do Norte (o estado conta com várias iniciativas de geração de energia de fontes renováveis) e por reflexões de ativistas e especialistas sobre o tema.

Em tempo : que tal um estudo semelhante aqui na Bahia uma vez que temos várias iniciativas de energia eólica e solar ?

Enquanto isso leia o estudo clicando aqui ou no corpo deste post logo abaixo :

Esperando a COP26

No próximo 1 de novembro tem início a COP26, conferência da ONU que tenta construir um pacto global para mitigar e quem sabe solucionar os efeitos climáticos que nos afetam por conta do desmatamento e de vivermos uma economia mundial ancorada nas emissões de carbono.

E onde isso interessa aos trabalhadores ou ao movimento sindical ?

Como vimos em texto anterior ( leia em https://bit.ly/3DOYlVi) a transição das atividades econômicas baseadas na emissão de carbono para uma economia mais “limpa” pode oportunizar a geração de postos de trabalho de qualidade desde que realizada de forma pactuada com as representações sindicais. A ONU enxerga esta possibilidade como alternativa para a solução para a crise do emprego no pós pandemia.

Para esclarecer o funcionamento do mercado de energia no Brasil, as razões de uma potencial crise no fornecimento de energia e algumas condicionantes para esta “transição justa” o DIEESE publicou uma Nota Técnica bastante esclarecedora principalmente para aqueles que não estão familiarizados com o tema.

O texto é leve e pode ser acessado clicando no botão abaixo

Se o seu sindicato tem algum material publicado sobre a COP26 ou sobre o tema “transição justa” manda no zap 71 991810903 que temos interesse em publicar

Meio ambiente, trabalho e os dilemas do movimento sindical

Dia 5 de junho comemoramos o dia mundial em defesa do meio ambiente; hoje, 8 de junho, dia mundial dos oceanos. Datas que trazem para a agenda sindical e movimentos sociais o debate sobre possíveis relações entre a pandemia e degradação ambiental e a necessidade de aproveitar o drama humanitário mundial para a adoção de novos conceitos e práticas para o desenvolvimento sócio econômico.

Muito destes possíveis conceitos situam-se mais no plano do desejo pessoal. Não havendo ação efetiva da sociedade pouco acontecerá de mudanças importantes e até corremos riscos de regressão aqui no Brasil. Países como Nova Zelândia, Alemanha e Espanha elaboram planos de transição no seu parque produtivo o que implica em ações ativas dos governos em diálogo com trabalhadores e empresários.

Temos alguns desafios no Brasil para além de um governo que não demonstra interesse no tema. Conviveremos com desemprego elevado durante algum tempo e a pressão pela retomada da economia é grande. Sem um programa vigoroso de renda mínima e previdência social os trabalhadores desempregados pouco se sensibilizarão com impactos climáticos.

Mais dois desafios :

  • os sindicatos de trabalhadores da indústria serão pressionados pelas suas bases a se posicionar pela imediata retomada das atividades das suas plantas para assegurar postos de trabalho ou retomar a renda média anterior;
  • as atividades do agronegócio, uma das mais danosas ao meio ambiente, tem um peso grande na pauta de exportação brasileira e por consequência no impulsionamento da atividade econômica. Teremos poder de fogo para leva-la à transição para um modelo de produção mais justo social e ambientalmente ?

Não são desafios de fácil enfrentamento mas não fazê-lo desde já nos remete a um futuro talvez mais dramático que o passado próximo que não desejamos retornar.

Para melhor entender os impactos das questões ambientais e suas formas de enfrentamento o DIEESE preparou uma Nota Técnica que merece ser lida…clica aqui e deixe sua opinião nos comentários

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