Vou continuar durante algum tempo a usar o termo pós pandemia mas já estou convencido de que não teremos um “pós” durante muito tempo. Sou daqueles que começa a acreditar que sairemos da fase aguda para vivenciar a fase crônica da pandemia.

E nesta fase crônica termos particularidades que afetarão o acesso dos trabalhadores ao mercado de trabalho. A começar pela saúde: obesos, diabéticos e hipertensos fazem parte do grupo de risco para infecção pelo CONVID 19 e assim continuarão enquanto não tivermos uma vacina. O que vale dizer que, passada a fase aguda, as pessoas com estas patologias continuarão vulneráveis. E num mercado de trabalho marcado pelo desemprego estas pessoas irão para o fim da fila das contratações.

Aqueles que possuam vínculo formal podem até não serem demitidos mas serão remetidos para home office e arcarão com os custos e responsabilidades de uma eventual contaminação.

Enfim, teremos mais um fator de “seleção” para o acesso ou permanência no mercado de trabalho. Mais uma demanda nova para o movimento sindical (a proteção sócio laboral para os portadores destas patologias) e para o sistema público de saúde (um amplo programa de ações preventivas e adoção de hábitos saudáveis).

Parece assustador, realmente é assustador mas bem próximo da realidade.