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“Home office” é tendência ? vamos aos números

A necessidade de isolamento imposta pela pandemia trouxe o debate sobre o trabalho em casa (home office) como tendência de funcionamento do mercado de trabalho. Como os setores atingidos tem mais acesso aos meios de comunicação, tanto por empresas, sindicatos e consultores de RH, fica a impressão de que esta modalidade de trabalho veio para ficar.

Observando os números compilados pelo DIEESE (infográfico acima) percebemos que não é bem assim: na Bahia apenas 7% dos trabalhadores ocupados encontram-se trabalhando em casa. Mais ainda: observando os dados e verificando os setores que ainda não retomaram suas atividades podemos concluir com boa dose de certeza que o “home office” esta concentrado no setor da educação.

Longe portanto de ser considerado tendência. Mas vejam os números….e mandem suas conclusões

G20 e mercado de trabalho pós pandemia

No dia 10 de setembro os Ministros do Trabalho dos países do G20 reuniram-se na Arábia Saudita para discutir medidas de enfrentamento à crise do trabalho e do emprego pós pandemia.

No vídeo a seguir o sindicalista metalúrgico Fernando Lopes discorre sobre o que aconteceu na reunião e sugere dois sites para acompanhamento do noticiário internacional já quase nada aparece na imprensa tradicional.

Depois do vídeo colocamos os links sugeridos. E recomendamos que sigam o canal Militância Atenta.

Links sugeridos

LabourStarthttps://www.labourstart.org/news/index2019.php

ITUC-CSI https://www.ituc-csi.org/?lang=en

Portal Outras Palavras discute o futuro do trabalho no Brasil

Hora de debater o futuro do trabalho no Brasil

O portal https://outraspalavras.net/, sem dúvidas um dos sites mais instigantes do nosso país, promove um ciclo de debates que deve estar na agenda de todos os dirigentes sindicais e ativistas do mundo do trabalho.

A programação acima dá a idéia do que vai ser debatido e por quem: só gente atuante e com representatividade. Desta vez este blog vai fazer a cobertura destes debates através dos nossos perfis em redes sociais. Na verdade é mais um desafio que vou me propor.

Para entender melhor o contexto deste ciclo de debates veja o texto de apresentação no Outras Palavras : https://bit.ly/2DLX8Vy. E contribua para o fortalecimento do Outras Palavras assinando seu boletim ou fazendo parte das suas ações de financiamento coletivo.

Primeiros impactos da pandemia no mercado de trabalho – Boletim Emprego em Pauta – DIEESE

O DIEESE compilou os dados da PNAD – Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios e nos traz os primeiros reflexos da pandemia no nossa já combalido mercado de trabalho. Estas informações estão organizadas no Boletim Emprego em Pauta – 15 (clique aqui).

Leio rapidamente e me chama a atenção a queda de rendimento dos entregadores por aplicativos. Derruba a falsa impressão de que estes trabalhadores estejam ganhando com a pandemia. Pode até ser que a demanda esteja aquecida mas por outro lado a procura por esta modalidade de ocupação também deve estar. Além das medidas dos donos destas plataformas que se aproveitam da fragilidade dos trabalhadores para aumentar seus lucros.

Por falar nosso neste dia 25 tem novo #brequedosapp . Siga o perfil Treta no Trampo no Instagram pra saber o que acontece.

E as ações governamentais ? – medidas tímidas de proteção ao trabalho e às empresas que geram estes postos de trabalho. Aliás o ministro Paulo Guedes tem se esforçado na retirada de direito dos trabalhadores. Tem feito “passar a boiada” com mais competência que o Ricardo Salles no Meio Ambiente.

As poucas medidas observadas funcionam muito mais para ampliar os ganhos dos bancos que para preservar postos de trabalho.

Um bom exemplo do que fazer – basta seguir o exemplo da União Européia; clica aqui e veja como aquecer economia em tempos de pandemia sem contrariar as medidas sanitárias necessárias.

Racismo impacta na estrutura salarial brasileira

Matéria publicada na Folha de São Paulo de hoje (domingo 19 de julho) evidencia as desigualdades salariais no Brasil consequências diretas do racismo. Os estudos que fundamentam a matéria mostram as diferenças salariais entre negros e brancos em situações de igualdade em condições sócio econômicas.

Estas evidências já se apresentavam em estudos outros não significando necessariamente uma novidade. Mas é importante que novos estudos se apresentem e mostrem ao movimento sindical que só a inclusão de cláusulas objetivas nos acordos coletivos que assegurem a equidade é que vai iniciar uma mudança positiva.

Não agindo assim fica-se a agitar bandeiras e palavras de ordem sem gestos efetivos correspondentes.

Leia a matéria clicando aqui,

Idosos e mercado de trabalho – cenários pós pandemia

O DIEESE publicou o estudo “Quem são os idosos brasileiros” . Oportuno pois os idosos são o principal grupo de risco do CONVID-19 e ao mesmo tempo contribuem significativamente para a composição da renda das famílias brasileiras quer através da remuneração advinda de atividades produtivas quer através de aposentadoria.


Íntegra do estudo – https://bit.ly/estudo_DIEESE_idosos

Quadro por estado – https://bit.ly/idosos_estados


Muito provavelmente mais idosos que hoje estão fora do mercado de trabalho tentarão obter alguma renda adicional através do trabalho mas serão relegados a atividades precárias devido ao risco de contaminação futura. Em caso de dispensa de mão de obra também os idosos ficam em situação vulnerável uma vez que o contágio é reconhecido como doença do trabalho.

Portanto a adoção de medidas protetivas a este segmento é necessária principalmente a adequação do sistema previdenciário ao novo cenário sócio econômico.

A imunização como diferencial competitivo no acesso ao mercado de trabalho

Semana passada ouvindo o podcast Nova Rádio Libertadora da Brigada Marighella fui alertado pela minha amiga Poliana Rebouças para uma provavel situação a se observar no mercado de trabalho: a valorização dos infectados sobreviventes da CONVID 19.

Estranho não é ? É, mas faz sentido. Por alguma razão que não sei explicar ( e me deu preguiça de procurar no YouTube) quem contrair e sobreviver ao CONVID 19 fica imune não se sabe ainda durante quanto tempo. É sabido também que durante um bom tempo vamos conviver com a possibilidade de novos casos de contaminação. É a chamada “segunda onda” (vamos ficar atentos à China). Por isso é que falava no post anterior sobre a fase crônica da pandemia que não sabemos quanto tempo irá durar.

Então raciocinemos : entre contratar um empregado com potencial de contaminação ou contratar um que está imune (não se sabe ao certo durante quanto tempo) o empresariado brasileiro vai escolher quem ?

Deixo que concluam. Por isso a razão do título: esta sofrida imunização pode funcionar como diferencial de competitividade num capitalismo que mandou. faz tempo às favas os escrúpulos de consciência (em outro momento conto de onde busquei esta frase).

Saúde e mercado de trabalho no pós pandemia

Vou continuar durante algum tempo a usar o termo pós pandemia mas já estou convencido de que não teremos um “pós” durante muito tempo. Sou daqueles que começa a acreditar que sairemos da fase aguda para vivenciar a fase crônica da pandemia.

E nesta fase crônica termos particularidades que afetarão o acesso dos trabalhadores ao mercado de trabalho. A começar pela saúde: obesos, diabéticos e hipertensos fazem parte do grupo de risco para infecção pelo CONVID 19 e assim continuarão enquanto não tivermos uma vacina. O que vale dizer que, passada a fase aguda, as pessoas com estas patologias continuarão vulneráveis. E num mercado de trabalho marcado pelo desemprego estas pessoas irão para o fim da fila das contratações.

Aqueles que possuam vínculo formal podem até não serem demitidos mas serão remetidos para home office e arcarão com os custos e responsabilidades de uma eventual contaminação.

Enfim, teremos mais um fator de “seleção” para o acesso ou permanência no mercado de trabalho. Mais uma demanda nova para o movimento sindical (a proteção sócio laboral para os portadores destas patologias) e para o sistema público de saúde (um amplo programa de ações preventivas e adoção de hábitos saudáveis).

Parece assustador, realmente é assustador mas bem próximo da realidade.

Juventude, mercado de trabalho e ação sindical

Na segunda passada, 3 de dezembro, acompanhei, por breves minutos, a atividade da CUT Bahia preparatória para a instalação do Coletivo de Juventude desta central sindical. Iniciativa necessária mas focada nos dirigentes e ativistas dos sindicatos filiados  à central que tenderá naturalmente a se debruçar sobre a agenda dos seus respectivos sindicatos.

No mesmo dia vejo pesquisa publicada no site do IPEA com uma radiografia da juventude trabalhadora brasileira e sua inserção no mercado de trabalho (veja site da pesquisa clicando aqui ; neste link voce pode fazer download do estudo na íntegra ou do resumo executivo). Um número de cara chama a atenção : 23% dos jovens pesquisados nem estudam e nem trabalham. Mas não pensem que são desocupados: boa parte gostaria de trabalhar mas não encontra oportunidade, outros estão envolvidos em atividades ou pequenos negócios domésticos. As garotas que fazem parte deste grupo tem uma característica marcante: a maternidade precoce e a consequente tarefa de cuidar dos filhos. Ou a responsabilidade de cuidar dos idosos da família.

A pesquisa apresenta outras características interessantes para quem pretende lidar com este público na perspectiva do trabalho. Os números são similares aos encontrados pelo IBGE em pesquisas específicas.

E, na minha opinião, reforça a percepção de que se o movimento sindical pretende dialogar com a juventude trabalhadora talvez tenha um melhor resultado reconhecendo que esta, por estar distante do mercado formal ou ter com o mesmo uma relação intermitente, não se vê motivada a acompanhar a agenda sindical.

A partir daí conceber um novo modelo de organização da classe trabalhadora que abarque esta diversidade de situação e proponha e dispute políticas públicas que possibilite uma inserção digna deste jovem no mercado de trabalho.

PS – tem uma publicação de pouco mais de 20 páginas da Fundaçao Perseu Abramo que merece ser lida por quem se interesse pelo tema : Informalidade: Realidades e possibilidades para o mercado de trabalho brasileiro

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