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TRAMPO Trabalho e economia solidária

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É podcast que chama?

Bem, imagino que vc já ouviu falar em “podcast”. Se ainda não ouviu vai ouvir em breve. Mais precisamente lendo este post, O que é podcast então : um amigo meu me deu uma definição bem simples. “Podcast é um programa de rádio metido a besta” digitou num diálogo no WhatsApp.

Bem isso: o podcast é um programa de rádio, com formato jornalístico mas não apenas noticioso. Pode ser produzido num laptop ou num celular desde que conte com um microfone legal e com um aplicativo de edição. Pode ser produzido ao vivo como um programa de rádio convencional e sua gravação divulgada para ser ouvido em outro momento. Mas a imensa maioria é pré-gravado, editado e distribuído através de plataformas específicas.

Mas qual a vantagem de um podcast e porquê os sindicatos deveriam usá-los :

  • cada vez mais as pessoas consomem informação e entretenimento enquanto se deslocam pela cidade , ou enquanto executam alguma tarefa, laboral ou doméstica;
  • áudios podem ser consumidos apenas com fones de ouvido deixando as mãos livres para outras tarefas, dirigir ou manter-se em equilíbrio no metrô;
  • arquivos de áudio são mais leves e consomem pouca banda de internet pouco comprometendo o pacote de dados;
  • pode ser “baixado” me ambiente com wi-fi e ouvido off-line em outro momento.

E como produzir um podcast ? algumas dicas para produção e distribuição :

  • se você não manja de produção de rádio recomendo que ouça atentamente os programas que estão próximos do que você pretende fazer. Observe o formato e estrutura destes programas. Logo você vai perceber como ele se organiza e, por tabela, estruturar suas idéias;
  • abuse do Google : dê uma busca em termos como “tutorial podcast” ou “como fazer podcast” e vai encontrar muitos passos que te ensinam o passo a passo;
  • comece utilizando equipamentos básicos. Um bom celular via de regra é dotado de um bom microfone. Existem aplicativos que gravam ligações telefônicas com qualidade. Ajuda bastante na hora das entrevistas à distância;
  • produzido o podcast vamos à distribuição. Parte mais trabalhosa por implicar em alguns conceitos poucos usuais mas amigáveis. E as plataformas de distribuição também estão se tornando amigáveis. E mais uma vez, abuse do Google.
  • tenho usado uma plataforma chamada Anchor. Não é muito intuitiva mas com alguma prática dá pra produzir umas coisas legais. Esta disponível para Android e IOS. Ainda não testei as funcionalidades na versão para desktop. Promete distribuição por várias plataformas mas ainda não tive êxito.

Para ter um exemplo de como funciona um podcast simples recomendo, óbvio, o meu. É só clicar no link https://anchor.fm/denis-soares .

Após o carnaval vou dedicar uma postagem semanal aos podcasts e canais do YouTube que considero legais e/ou importante. Portanto se você conhece um podcast ou canal de YouTube sobre a temática sindical ou da economia solidária mande a sugestão através do email denis@trampo.blog.br ou pelo meu WhatsApp 71 99181-0903

 

 

Mais um projeto de lei para criminalizar os movimentos sociais

Dia destes publiquei aqui neste blog um texto onde avaliava que a ida da função registro sindical para o Ministério da Justiça tinha por objetivo dar poderes ao Juiz Sérgio Moro, futuro ministro, para cassar sindicatos (leia aqui) .

Pois bem: avança no Senado Federal um PL que da poderes a este mesmo Ministério da Justiça para bloquear os bens de entidades e militantes por ‘suposta prática de terrorismo’. O PL em questão pretende ser aplicado bem antes de qualquer julgamento: basta a acusação ou investigação que o confisco se dá. Leia mais detalhes no site da CUT clicando aqui.

O projeto só deve ser apreciado em plenário na próxima legislatura mas até lá é preciso muita pressão dos movimentos sociais sobre os senadores e denúncias da escalada do arbítrio nos organismos internacionais.

#trampomulher

001_TRAMPO_TRAMPOMULHERAtravés da hashtag #trampomulher vamos divulgar o que vem acontecendo nas relações entre as mulheres e o mundo do trabalho. Eventos, sites, estudos, publicações e, quem sabe, conteúdo próprio.

Siga #trampomulher nas redes sociais mas também publique o seu conteúdo; ou nos envie que cuidamos da publicação.

Eleandro e seu carrinho de mingau

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Este é Eleandro (como o entrevistador não tem traquejo não perguntou o sobrenome), natural de Porto Seguro e está em Salvador há pouco mais de dois anos vendendo mingau. Acorda às quatro e vinte da manhã e pouco depois das cinco já está em frente à Clínica Biocheckup na esquina da rua Padre Feijó no bairro do Canela com seu carrinho de mingau e munguzá.

O carrinho de Eleandro é de seu irmão (também não perguntei o nome) que veio ganhar a vida em Salvador e conheceu uma mulher que vendia mingau e tinha um carrinho semelhante. Associou-se a ela e hoje possuem 9 carrinhos espalhados pelo centro de Salvador.

Começam a preparar o mingau e o munguzá às duas da manhã e pouco antes das cinco estão nas ruas de Salvador espremidos sobre uma pickup com uns bons anos de uso. O ponto de Eleandro é o último do roteiro; na Clínica Biocheckup ficam ele e mais dois vendedores de mingau: uma rapaz que se desloca até a frente da Reitoria da UFBa e uma moça que não identifiquei o ponto de venda. Às 11 horas fazem o trajeto inverso.

O mingau e o munguzá são comercializados em copos de 200, 300 e 500 ml. Experimentei o mingau de aveia e gostei. Pouco açúcar graças a Deus. Eleandro está satisfeito com a renda que consegue com o carrinho. Estuda à noite e pretende concluir o segundo grau em 2018. Não pensa em retornar para Porto Seguro pois não vê perspectiva de trabalho.

Oferta de mingau no Canela – por conta do Hospital das Clínicas e de uma profusão de clínicas das mais variadas especialidades o bairro de Canela possui uma vasta rede de oferta de mingau e lanches associados. No dia que conversei com Eleandro dei uma volta tendo como limite a parte do Campo Grande contígua ao Canela e contei sete pontos de vendas sendo dois tabuleiros e cinco carrinhos. Sempre próximos das clínicas com maior movimento ou nas vias de acesso no sentido de quem vem do Campo Grande. Vale salientar que uma padaria já oferece mingau e outros itens do café da manhã. É aguardar os movimentos da atividade econômica para verificar se esta oferta se sustenta ou será dizimada pela retração do público.

Pra encerrar – Eleandro é um usuário intensivo do Whatsapp; quando percebeu que estava em vias de ser fotografado guardou rapidamente o aparelho celular numa gaveta do carrinho.

E os salários vem caindo faz tempo

Remexendo em textos que imprimi para ler e vai se perdendo nas prateleiras encontrei um relatório da OIT, Relatório Global Sobre os Salários 2016/2017. Li apenas o resumo executivo (clique em http://bit.ly/2xWrzPX), mais curto com apenas 11 páginas.

Me chamou a atenção o fato de que desde 2015 os salários no Brasil vem caindo, puxando para baixo os indicadores da América Latina. E a desigualdade na remuneração entre homens e mulheres que cresce quando se observa os postos de trabalho com melhor remuneração. Mas este não é só um problema do Brasil, é mundial.

Se tiver disposição ou vontade de conhecer o relatório na íntegra clique em http://bit.ly/2hVJLmB. E deixe aqui as suas impressões.

Relatos do Congresso da CUT – a captura da democracia pelo capital

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Começo hoje o relato que me propus a fazer sobre o Congresso Extraordinário da CUT. Optei por fazer um relato a partir das mesas de debates, uma de cada vez. Ao final farei uma breve avaliação tanto do Congresso em si como da experiência de uma cobertura por um não-jornalista.

Agradeço imensamente a todos aqueles que ajudaram nesta empreitada. Ao trabalho então.

Mesa : A captura da democracia pelo capital

João Felício – presidente da CSI Confederação Sindical Internacional

Luis Nassif – jornalista

Samuel Pinheiro Guimarães – diplomata

Cheguei com o debate já iniciado; não acompanhei a intervenção do João Felício mas por referências outras soube que ele organizou sua fala em torno dos impactos da chamada “quarta revolução industrial” na força de trabalho mundial e o crescente desprezo que os governos nutrem pelas organizações sindicais.

A intervenção do Embaixador Samuel Pinheiro teve como eixo o papel dos governos do PT na interrupção da escalada neoliberal no Brasil e a sua influencia nos países da América Latina. Por consequência este governo era o alvo de ataques pelos detentores do capital financeiro que hegemonizam a política no mundo.

Questionado sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte revelou-se cético: para uma Constituinte legítima teria que haver a uma nova legislação eleitoral para corrigir os desvios da atual e não vê correlação de forças para tal. E teme que uma Constituinte com as atuais regras acabe por reformar a Constituição para pior.

Defende uma candidatura Lula como possibilidade de retomada do ciclo de distribuição de renda e que a correlação de forças na sociedade vai influenciar as próximas ações de tentativa de inviabilizar a candidatura. E que a conjectura de que não haverá eleição em 2018 é alimentada pelos setores dominantes para semear o desânimo nas oposições, principalmente na opinião pública.

Já o Luis Nassif fez uma intervenção mais alinhada com o tema destacando o papel dos Estados Unidos como o articulador do golpe e na desestabilização de governos, partidos ou personalidades que contestem a ordem capitalista em todo o mundo.

Baseia sua afirmação em dois pilares: a hegemonia tecnológica norte americana que possibilita a espionagem e o monitoramento de empresas, cidadãos e governos através das redes de dados, conectadas mundialmente. E na mudança da legislação que leva para a jurisdição da Justiça norte americana toda investigação que trate de transações em dólar.

Acusa o Judiciário brasileiro de capitular perante o novo marco legal norte americano e ao invés de defender a soberania nacional  passa a atuar em regime de cooperação com o judiciário norte americano. Baseia a sua afirmação nas várias idas do Procurador Geral da República Rodrigo Janot e do Juiz Sérgio Mouro aos Estados Unidos debaterem os rumos da Operação Lava Jato com membros do Departamento de Justiça norte americano.

Por fim teceu severas críticas à direção do Partido dos Trabalhadores e aos seus membros presentes no “núcleo duro” do governo por agirem com ingenuidade desde os primeiros momentos em que foram alertados sobre o golpe em curso e sobre a submissão do Poder Judiciário brasileiro.

Para entender um pouco as afirmações de Luis Nassif sugiro a leitura do artigo “Xadrez do esperto e do sabido na cooperação internacional” . É só clicar e torcer para que o site não esteja sofrendo mais um dos tantos ataques para tirá-lo do ar. O artigo é de julho de 2016 mas desde 2015 que são publicados textos com a mesma temática

Entrevista com Dionisio Sousa – coord intersindical do SINTAJ Ba

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E hoje o papo foi com o Dionisio Sousa, Coordenador Intersindical do SINTAJ Ba. Conversamos sobre o perfil da categoria, a última greve e a visão do sindicato sobre o teletrabalho, tema pouco conhecido pelo movimento sindical mas que em breve estará na agenda de muitas categorias.

Esclarecendo: o teletrabalho é uma modalidade de trabalho executado em casa sob supervisão da gerência imediata. Já foi aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça e aguarda regulamentação pelo judiciário em cada estado. No momento o estado de Santa Catarina saiu na frente e já implantou esta modalidade. Neste mes de setembro a FENAJUD, entidade nacional que congrega os sindicatos de trabalhadores do sistema judiciário, realiza atividade para avaliar os impactos da iniciativa e construir um juízo de valor a partir da experiência concreta.

TRAMPO na 15 Plenária da CUT

Vamos fazer um grande esforço para estarmos presentes na 15 Plenária da CUT, em São Paulo nos dias 28 a 31 de agosto. Esta plenária ganha importância face ao momento vivido pelos trabalhadores exigindo um reposicionamento do movimento sindical.

Esta também é a percepção da CTB – Central dos Trabalhadores do Brasil – que realiza o seu IV Congresso Nacional em Salvador nos dias 24 a 26 de agosto. Pretendemos também acompanhar este evento.

Por se realizar em Salvador, o Congresso da CTB gera pouco custo para o seu acompanhamento. Já a 15 Plenária da CUT demanda recursos financeiros e este blog não conta com patrocínios de qualquer espécie. Pretendemos então contar com a solidariedade dos seus leitores através de uma campanha de financiamento coletivo. Para doar qualquer valor é só clicar no link abaixo e contribuir. Além de receber material exclusivo estará também ajudando a consolidar a mídia contra hegemônica.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/cobertura-on-line-da-15-plenaria-da-cut

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