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trabalho precário

O G20 e os trabalhadores

Certamente quando você estiver lendo este post a reunião anual do G20 em Buenos Aires estará encerrada. Os veículos de comunicação tradicionais darão importância apenas aos acordos climáticos ou à repactuação da Organização Mundial do Comércio. Obviamente são questões relevantes e impactam na vida de todos. Mas existem questões que interessam aos que vivem do trabalho. Vamos a elas.

Nas semanas que antecederam o G20 as organizações que representam globalmente as centrais sindicais nacionais se reúnem como ministros do trabalho das 20 maiores economias do mundo para construírem um documento conjunto que é remetido para as equipes que assessoram os presidentes destes países. Este grupo de trabalho é conhecido como L20 (Labour 20) e recomendou ao G20 a pactuação de quatro compromissos :

  • reduzir a desigualdade de renda;
  • promover o acesso a uma proteção social adequada;
  • garantir os direitos fundamentais do trabalho na economia digital; e
  • cadeias produtivas globais limpas.

Para conhecer um pouco mais sobre o documento do L20 leia clicando aqui o informe da ITUC-CSI que traduzi do espanhol. Ou o texto original, em espanhol das recomendações do L20

Trabalho escravo : e as responsabilidades do estado brasileiro?

28 de janeiro é o dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil. Justa homenagem aos fiscais do Ministério do Trabalho assassinados em Unaí-MG quando investigavam denúncias de trabalho escravo.

No ano de 2017 o governo Temer tentou relaxar a legislação que cuida do assunto e ao limitar os gastos  governamentais por tabela reduz as ações fiscalizatórias facilitando a proliferação desta forma, trabalho escravo, de exploração.

Por outro lado, quando falamos de trabalho escravo, sempre nos reportamos a uma relação onde há um dominador explícito (patrão se houvesse uma relação de assalariamento) e um conjunto de explorados.

Mas não podemos esquecer daqueles trabalhadores que por razões de origem social sempre viveram ao largo das relações de assalariamento, mesmo que precárias e que sobrevivem em situações de trabalho análogas à escravidão. Por não existir um explorador explicito não os vemos como trabalhadores escravizados.

Mas não perdem esta condição. Escravizados pela sociedade, nas democracias ocidentais representada pelo aparelho de estado e suas instituições. Que deve ser responsabilizado e cobrado. Sob pena de sermos também responsabilizados por crime de omissão.

A festa de Iemanjá como espaço do trabalho

Só hoje vi matéria do site Correio Nagô sobre o trabalho dos vendedores ambulantes durante a festa de Iemanjá no Rio Vermelho. As festas populares de Salvador constituem um importante espaço para o incremento de renda para as pessoas que não possuem uma ocupação no mercado de trabalho formal. Além da renda efêmera, trabalham em condições quase sempre penosa e na mais completa invisibilidade social. Começam a sair desta invisibilidade através de veículos de comunicação que guardam uma identidade orgânica com este público.

A matéria é de autoria de Donminique Azevedo e pode ser lida clicando em http://bit.ly/2kOoyyb  . Vou pesquisar a autoria das fotos e informo em breve.

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