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reforma trabalhista

Votaram contra os trabalhadores e não voltaram

Quase metade ficou de fora

A CUT – Central Única dos Trabalhadores lançou uma campanha, #VotouNãoVolta, orientando aos eleitores para não votarem nos parlamentares que aprovaram a reforma trabalhista.

As alianças políticas estaduais, a Bahia é um bom exemplo e não é o único, retiraram parte do ímpeto da campanha que no geral foi um sucesso ; quase metade dos parlamentares que votaram contra os trabalhadores não foram eleitos (leia matéria completa clicando aqui).

Aqui na Bahia ficaram de fora :

  • Lúcio Vieira Lima
  • José Carlos Aleluia
  • José Carlos Araújo
  • Antonio imbassay
  • Benito Gama
  • Erivelton Santana
  • Tia Eron

Irmão Lázaro e Jutahy Magalhães candidataram-se ao Senado e foram derrotados E o então deputado João Gualberto (PSDB) retirou a candidatura à reeleição no início da campanha.

O que pensam os presidenciáveis sobre a reforma trabalhista e o congelamento de gastos públicos

O Nexo Jornal, uma das publicações que leio diariamente na web inicia uma série de postagens com a posição dos presidenciáveis expressas em declarações à imprensa. Quando não dos pré-candidatos as afirmações são dos seus porta vozes para questões econômicas.

Os temas abordados nas primeiras postagens são de interesse direto dos trabalhadores : reforma trabalhista e congelamento do teto dos gastos públicos. O que antecipo: as posições de Lula, Ciro, Boulos e Manoela são coincidentes. Pode significar algo ? Acho que deveria e torço pela unidade.

Leia e me conte o que acha :

Qual a razão para querer matar os sindicatos ?

Acabo de receber por email este texto do SINPRO – Sindicato dos Professores do Estado da Bahia. Resolvi publica-lo pois não se limita a evidenciar os ataques da reforma trabalhista à organização dos trabalhadores: detalha a importância do sindicato através das suas ações e conclama os trabalhadores a cerrarem fileiras em torno das suas organizações enquanto instrumento de luta.

Fico na expectativa que mais sindicatos tenham esta iniciativa de diálogo e convencimento político sem recorrer a subterfúgios para garantir a necessária arrecadação.

E este blog encontra-se à disposição para levar iniciativas semelhantes ao seu modesto universo de leitores. A depender do equipamento utilizado o tamanho das letras pode dificultar a leitura. Neste caso leia no site da entidade clicando aqui.

Estatuto do Trabalho : uma trincheira para reverter a Reforma Trabalhista ?

Vejo no site da CUT notícia (leia aqui) sobre a série de debates que o Senador Paulo Paim (PT-RS) vem realizando no Senado no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa com o objetivo de elaborar proposta do Estatuto do Mundo do Trabalho. Este Estatuto pretende apresentar marcos para uma nova legislação trabalhista que contemple as questões trazidas pelas novas relações e forma de produção.

O documento preliminar será apresentado à sociedade no próximo 1 de maio e pode se constituir em mais um espaço de enfrentamento da situação desfavorável aos trabalhadores imposta pela reforma trabalhista.

No site do Senador Paulo Paim pode-se acompanhar o desenrolar dos debates em página específica do tema. Acesse clicando em http://bit.ly/estatuto_trabalho

 

Reforma trabalhista : novo ciclo ?

Está em vigor a nova legislação que rege as relações de trabalho. O impacto será grande, o tamanho só o tempo dirá.Mais que o tempo, dois atores terão papel importante mas as suas atuações recentes não sinalizam um desfecho positivo:

  • o movimento sindical – esboçou reação durante o processo de votação sem obter êxito. Parte apostou numa adequação da legislação que mantivesse algo próximo do imposto sindical e se deu mau. Todos serão atingidos pelo fim do imposto sindical;
  • judiciário – é voz corrente que existe algum grau de insegurança jurídica na nova lei. Mas como se comportará o Poder Judiciário ? O Presidente do TST afirmou em entrevista que novos postos de trabalho só virão com a retirada de direitos. Se esta for a tendência poderemos ter alterações cosméticas.

Como não tenho uma visão otimista sobre o comportamento destes atores tentarei acompanhar o “mundo real” e monitorar os acontecimentos.

Já neste mês de dezembro teremos, é anunciado pelo menos, um ajuste no quadro de pessoal de algumas centrais sindicais. As Confederações e Federações que são financiadas quase que totalmente pelo imposto sindical terão um papel protocolar, salvo honrosas exceções.

As pesquisas e estatísticas sobre o mercado de trabalho serão alvo de intensos debates. Aparentemente é um tema que pouco interessa. Mas a forma de aferir as alterações no mercado de trabalho será utilizada para justificar o sucesso ou fracasso da nova legislação. Existe sempre a possibilidade de se comparar coisas de naturezas diferentes com intenções nem sempre nobres.

Por fim resta saber como se comportará o movimento sindical brasileiros que, pela primeira vez na sua existência, perderá o monopólio da negociação coletiva uma vez que vários aspectos das relações de trabalho podem ser negociadas individualmente. Terá que ganhar a confiança dos trabalhadores e se instituir enquanto representação. E como lidará com o cenário de ampliação da precarização que tende a diluir o conceito de “categoria” profissional. Será que, finalmente, o conceito de ramo de produção defendido pela CUT como o espaço ideal de organização sindical, sairá do papel.

Tudo a conferir. Vamos tentar acompanhar.

Na França como aqui

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Tido como um nome menos pior que a candidata Marine Le Pen, o presidente da França, Emmanuel Macron sancionou reforma trabalhista semelhante à reforma de Michel Temmer.

Fica a certeza de que, cada vez mais, os governos estão capturados pelo capital financeiro. O que se configura, a meu ver, numa ditadura silenciosa já que o voto popular não vale mais muita coisa.

E a certeza também da crescente necessidade de articulação internacional para organizar uma reação viável.

Para acompanhar esta e outras questões internacionais numa perspectiva dos trabalhadores acesse o site Opera Mundi e tenha uma boa leitura.

Impacto da reforma trabalhista no trabalhador rural

Os trabalhadores assalariados rurais na Bahia estão condenados à invisibilidade pelas entidades sindicais que buscam representá-los mas dispersam suas energias na disputa pela representação. Estas disputas chegaram perto do confronto físico no extremo sul do estado quando da implantação da indústria de celulose e na região norte por conta da implantação das fazendas da fruticultura irrigada. No oeste, com a expansão da fronteira agrícola através da cultura da soja e do algodão, a representação sindical não avançou na mesma velocidade.

Como redijo este “post” no intervalo do almoço e o meu retorno ao trabalho é iminente não tenho tempo para buscar informações sobre o tamanho da assalariamento agrícola na Bahia. Tentarei fazer à noite.

Mas tudo que foi escrito é para alertar para o impacto que a reforma trabalhista trará na renda e nas condições de trabalho do trabalhador assalariado rural. Vejam o tamanho do estrago em matéria do site Repórter Brasil. É só clicar aqui e ler.

E fica o convite para o movimento sindical da CUT se incorporar à campanha da CUT pela revogação da “reforma trabalhista”.

Contrato intermitente – mais um texto esclarecedor

O DIEESE publicou no dia 08/06 mais um texto desvendando as agressões aos trabalhadores presentes na reforma trabalhista, tramitando no Senado e em vias de aprovação. E os nossos meios de comunicação omitem deliberadamente estes aspectos recusando o papel de instrumentos de esclarecimento da opinião pública. Leitura curta e precisa… clique em http://bit.ly/2r6B3VY .

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