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reforma trabalhista

FPA debate contra reforma trabalhista espanhola

Nesta segunda, 17 de janeiro, o programa Pauta Brasil, produzido pela Fundação Perseu Abramo, entidade ligada ao PT, e transmitido pelo seu canal no YouTube debateu aspectos da reforma trabalhista que deve entrar em vigor este ano na Espanha.

Mediado por Ellen Coutinho, economista e dirigente da FPA, contou com a participação de Clemente Ganz, sociologo, e Marilane Teixeira, também economista e pesquisadora do CESIT-UNICAMP.

Debate ágil e objetivo com uma hora de duração me chamou a atenção pela citação da realização de pesquisa pelas Comissões Obreras, central sindical espanhola, com a juventude trabalhadora espanhola que revelou um enorme desencanto e falta de perspectiva da juventude por conta da crescente precarização das atividades laborais na Espanha. Que tal uma pesquisa destas aqui no Brasil ?

Mas indo ao ponto….segue o debate na íntegra

Contrarreforma trabalhista na Espanha

Enquanto mudamos de ano reforçando nosso desejo no retorno de Lula à presidência da república na Espanha o ano se iniciou com um novo marco legal bem mais favorável aos trabalhadores.

Seguimos na expectativa de que estas transformações aconteçam também no Brasil em 2023.

Caminhos da negociação coletiva pós-reforma trabalhista – que tal uma leitura coletiva ?

A Escola DIEESE de Ciências do Trabalho promoveu na segunda, 9 de agosto, um debate no seu canal no YouTube (siga o canal clicando aqui) onde foram apresentados os resultados de pesquisa realizada pelo Cesit-UNICAMP, DIEESE e REMIR – Rede de Estudos e Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista sobre os impactos da reforma trabalhista nas negociações coletivas.

Estes resultados estão disponíveis numa publicação de dois volumes que totalizam quase 800 páginas. Claro que a leitura solitária é cansativa e talvez a utilização da internet e redes sociais para uma leitura coletiva torne esta tarefa mais agradável.. Desde a pandemia muitas iniciativas neste sentido vem acontecendo mas não conheço nada no âmbito do movimento sindical.

Então ? que tal pensar a possibilidade de um clube de leitura do movimento sindical ? Se achou a idéia viável chama no zap 71 991810903 e vamos tirar esta idéia do papel.

Enquanto isso acesso os dois volumes

Conferência on-line gratuita Caminhos da negociação coletiva pós-reforma trabalhista”

Conferência on-line gratuita Caminhos da negociação coletiva pós-reforma trabalhista e lançamento do livro O trabalho pós-reforma trabalhista (2017)


Data: 09/08/2021 (segunda-feira)
Horário: 19 horas
A atividade é gratuita

Participações

Já fez sua inscrição? A atividade é gratuita!

Para participar, inscreva-se no site da Escola DIEESE
https://sagu.dieese.org.br/competo/turmas_abertas

Votaram contra os trabalhadores e não voltaram

Quase metade ficou de fora

A CUT – Central Única dos Trabalhadores lançou uma campanha, #VotouNãoVolta, orientando aos eleitores para não votarem nos parlamentares que aprovaram a reforma trabalhista.

As alianças políticas estaduais, a Bahia é um bom exemplo e não é o único, retiraram parte do ímpeto da campanha que no geral foi um sucesso ; quase metade dos parlamentares que votaram contra os trabalhadores não foram eleitos (leia matéria completa clicando aqui).

Aqui na Bahia ficaram de fora :

  • Lúcio Vieira Lima
  • José Carlos Aleluia
  • José Carlos Araújo
  • Antonio imbassay
  • Benito Gama
  • Erivelton Santana
  • Tia Eron

Irmão Lázaro e Jutahy Magalhães candidataram-se ao Senado e foram derrotados E o então deputado João Gualberto (PSDB) retirou a candidatura à reeleição no início da campanha.

O que pensam os presidenciáveis sobre a reforma trabalhista e o congelamento de gastos públicos

O Nexo Jornal, uma das publicações que leio diariamente na web inicia uma série de postagens com a posição dos presidenciáveis expressas em declarações à imprensa. Quando não dos pré-candidatos as afirmações são dos seus porta vozes para questões econômicas.

Os temas abordados nas primeiras postagens são de interesse direto dos trabalhadores : reforma trabalhista e congelamento do teto dos gastos públicos. O que antecipo: as posições de Lula, Ciro, Boulos e Manoela são coincidentes. Pode significar algo ? Acho que deveria e torço pela unidade.

Leia e me conte o que acha :

Qual a razão para querer matar os sindicatos ?

Acabo de receber por email este texto do SINPRO – Sindicato dos Professores do Estado da Bahia. Resolvi publica-lo pois não se limita a evidenciar os ataques da reforma trabalhista à organização dos trabalhadores: detalha a importância do sindicato através das suas ações e conclama os trabalhadores a cerrarem fileiras em torno das suas organizações enquanto instrumento de luta.

Fico na expectativa que mais sindicatos tenham esta iniciativa de diálogo e convencimento político sem recorrer a subterfúgios para garantir a necessária arrecadação.

E este blog encontra-se à disposição para levar iniciativas semelhantes ao seu modesto universo de leitores. A depender do equipamento utilizado o tamanho das letras pode dificultar a leitura. Neste caso leia no site da entidade clicando aqui.

Estatuto do Trabalho : uma trincheira para reverter a Reforma Trabalhista ?

Vejo no site da CUT notícia (leia aqui) sobre a série de debates que o Senador Paulo Paim (PT-RS) vem realizando no Senado no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa com o objetivo de elaborar proposta do Estatuto do Mundo do Trabalho. Este Estatuto pretende apresentar marcos para uma nova legislação trabalhista que contemple as questões trazidas pelas novas relações e forma de produção.

O documento preliminar será apresentado à sociedade no próximo 1 de maio e pode se constituir em mais um espaço de enfrentamento da situação desfavorável aos trabalhadores imposta pela reforma trabalhista.

No site do Senador Paulo Paim pode-se acompanhar o desenrolar dos debates em página específica do tema. Acesse clicando em http://bit.ly/estatuto_trabalho

 

Reforma trabalhista : novo ciclo ?

Está em vigor a nova legislação que rege as relações de trabalho. O impacto será grande, o tamanho só o tempo dirá.Mais que o tempo, dois atores terão papel importante mas as suas atuações recentes não sinalizam um desfecho positivo:

  • o movimento sindical – esboçou reação durante o processo de votação sem obter êxito. Parte apostou numa adequação da legislação que mantivesse algo próximo do imposto sindical e se deu mau. Todos serão atingidos pelo fim do imposto sindical;
  • judiciário – é voz corrente que existe algum grau de insegurança jurídica na nova lei. Mas como se comportará o Poder Judiciário ? O Presidente do TST afirmou em entrevista que novos postos de trabalho só virão com a retirada de direitos. Se esta for a tendência poderemos ter alterações cosméticas.

Como não tenho uma visão otimista sobre o comportamento destes atores tentarei acompanhar o “mundo real” e monitorar os acontecimentos.

Já neste mês de dezembro teremos, é anunciado pelo menos, um ajuste no quadro de pessoal de algumas centrais sindicais. As Confederações e Federações que são financiadas quase que totalmente pelo imposto sindical terão um papel protocolar, salvo honrosas exceções.

As pesquisas e estatísticas sobre o mercado de trabalho serão alvo de intensos debates. Aparentemente é um tema que pouco interessa. Mas a forma de aferir as alterações no mercado de trabalho será utilizada para justificar o sucesso ou fracasso da nova legislação. Existe sempre a possibilidade de se comparar coisas de naturezas diferentes com intenções nem sempre nobres.

Por fim resta saber como se comportará o movimento sindical brasileiros que, pela primeira vez na sua existência, perderá o monopólio da negociação coletiva uma vez que vários aspectos das relações de trabalho podem ser negociadas individualmente. Terá que ganhar a confiança dos trabalhadores e se instituir enquanto representação. E como lidará com o cenário de ampliação da precarização que tende a diluir o conceito de “categoria” profissional. Será que, finalmente, o conceito de ramo de produção defendido pela CUT como o espaço ideal de organização sindical, sairá do papel.

Tudo a conferir. Vamos tentar acompanhar.

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