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Mapa do emprego na Bahia e oportunidades para o movimento sindical

O Ministério do Trabalho divulgou o resultado do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – para o ano de 2017. O CAGED fornece o mapa das variações do emprego formal e deve ser analisado pelo movimento sindical, particularmente as centrais sindicais, para a definição das suas estratégias.

A SEI, autarquia do Governo do Estado vinculada à SEPLAN, organiza estes dados aqui na Bahia por Territórios de Identidade (clique aqui para ler) e uma rápida leitura permite algumas conclusões:

  • a RMS, Região Metropolitana de Salvador, é o território líder de desemprego perdendo 9.477 postos de trabalho. Provavelmente por conta do final das obras do metrô e pela paralisia da construção civil. Com a crise econômica o setor imobiliário deixa de construir e tenta vender os imóveis encalhados;
  • o Território Sertão do São Francisco é o campeão em geração de postos de trabalho : 2.518 postos gerados puxados pela indústria do acúcar e investimentos públicos. A grande maioria destes postos de trabalho estão localizados em Juazeiro e Casa Nova;
  • Bacia do Rio Grande, Extremo Sul e Portal do Sertão também apresentam números positivos significativos. Os dois primeiros por conta do agronegócio e o último provavelmente por conta dos resultados da política de atração de investimentos do Governo do Estado.

Conclusão inicial: o agronegócio e a intervenção pública foram o carro-chefe na geração de emprego na Bahia em 2017.

Vou tentar ler os resultados por setor da economia com mais cuidado para avaliar outras possibilidades.

Analise também e nos envie seu ponto de vista: ou sob a forma de comentário ou texto para publicação.

Debate na Fundação FHC sobre o futuro do emprego

Sei que muitos vão torcer o nariz por estar repercutindo um debate ocorrido na Fundação que leva o nome do ex-presidente responsável pela implantação da agenda neo-liberal no nosso país. Mas vamos fazer um esforço de superação e ler com atenção o texto sobre o seminário “Inovações disruptivas e o futuro do emprego: ameaças e oportunidades” . O tema é oportuno e a abordagem apropriada: sem catástrofes anunciadas e sem achar que tudo se resolve através do mercado.

Ao contrário do que apregoam “tucanos” e adoradores do “deus mercado” os debatedores defendem uma firme intervenção do Estado para dirigir o processo de implementação das tais inovações disruptivas e mitigar os seus efeitos.

Entendem que os efeitos das inovações tecnológicas podem ser potencializados através da adoção de novos conceitos no processo de aprendizagem e que o acesso a um sistema de educação de qualidade deve ser assegurado a todos. Defendem também um sistema de requalificaçao profissional para está desempregado mas também para quem está no mercado de trabalho. E um novo sistema de proteção social já que algumas pessoas podem ficar de fora do mundo do trabalho por dificuldades de readequação.

Bem, insisto que vale a leitura do texto e acompanhamento dos áudios. É só voltar no primeiro parágrafo deste post e clicar no texto em vermelho. Boa leitura.

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