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cooperativismo

Cooperativismo de plataforma : um aplicativo a serviço dos catadores

Cataki é um aplicativo que objetiva aproximar catadores, produtores e comercializadores de materiais recicláveis. Desenvolvido em código aberto por iniciativa do Pimp My Carroça tem um design amigável e funções simples porém efetivas.

Conversei rapidamente com Joilson Santana do CamaPet, cooperativa de catadores de recicláveis de Salvador, bairro do Uruguai para ser mais preciso, sobre as possibilidades de iniciativa semelhante em Salvador. A idéia está no radar do CamaPet porém duas questões precisam, na visão de Joiloson, ter tratamento adequado:

  • um aplicativo alinhado com as insuficiências de letramento da maioria dos catadores acompanhados pelo CamaPet como também as dificuldades de acesso à tecnologia;
  • o desafio de organizar um coletivo de programadores com vinculação orgânica com a cooperativa para garantir a autonomia dos cooperados no desenvolvimento de soluções.

As ponderações me parecem pertinentes e trazem duas questões antigas para os movimentos dos trabalhadores: a formação profissional atualizada com olhar voltado para as novas tecnologias e a elevação de escolaridade. Aparentemente demandas divergentes mas intimamente vinculadas pelas novas características do mundo do trabalho

UNISOL Brasil lança plataforma para candidaturas 2020

A UNISOL Brasil – Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários, lança nesta segunda, 12 de outubro às 18 horas a sua plataforma destinada a influenciar as candidaturas às eleições municipais de 2020.

A expectativa é a adesão dos candidatos, na íntegra ou em parte, às propostas apresentadas no documento.

O lançamento pode ser acompanhado pelos canais da UNISOL Brasil no Facebook e YouTube. Vamos acompanhar, comentar e tentar levar ao conhecimento dos candidatos.

Isenção do ICMS para a economia solidária : ainda falta uma etapa

No dia 25 de setembro o Diário Oficial da Bahia trouxe a publicação de mais uma etapa do processo de isenção do ICMS das transações dos empreendimentos econômicos solidários.

Mais uma etapa pois o que foi publicado foi a atualização do decreto original datado de 16 de março de 2012, atribuindo à SETRE a autoridade para certificar os empreendimentos beneficiados. Originalmente esta certificação estaria associada ao CADSOL – Cadastro dos Empreendimentos Econômicos Solidários – mantido pelo Ministério do Trabalho.

Ocorre que, como é sabido, o Ministério do Trabalho foi extinto por Bolsonaro e não existe órgão responsável pelo CADSOL.;

Cabe agora à SETRE a missão de definir metodologia de trabalho para a criação e manutenção de um cadastro de empreendimentos, aprová-la em plenária do Conselho Estadual e pô-la em funcionamento.

Até onde este blog conseguiu apurar a ideia predominante entre os técnicos da SETRE é a adoção de critérios e rotinas adotadas pela SESOL/MTE elaboradas pela equipe do prof. Paul Singer, o que me parece bastante razoável.

Fica a expectativa de que o processo seja ágil para que esta conquista seja efetivada.

Investimento privado e o MST: uma experiência para acompanhar

Baseado na experiência do banco holandês Triodos o economista Eduardo Moreira organizou um fundo de investimento privado, o FINAPOP, para aportar recursos em cooperativas do MST. Os juros são um pouco menores que o PRONAF mas a burocracia para acesso é bem menor. E a remuneração para o investidor pode até ser um pouco menor que aplicações especulativas mas sempre assegurando remuneração positiva. A segurança, no caso em questão, é a solidez das cooperativas do MST principalmente no sul do país.

Esta iniciativa tinha sido pensada pela CUT em 2003 quando esta central iniciou sua incursão na área da economia solidária. O “braço” financeiro era articulado pelo Gilmar Carneiro, baiano de Serrinha, fundador da CUT e dirigente do Sindicato dos Bancários de SP. A idéia de Gilmar era estruturar uma rede de pequenas cooperativas de crédito rural em todo o Brasil articuladas com cooperativas de crédito vinculadas a sindicatos urbanos com maior capacidade de captação de poupança de médio prazo.

Este modelo não foi adiante por dois fatores, na minha avaliação:

  • a timidez do movimento sindical que não tinha a cultura de atuar de forma propositiva, principalmente no mercado financeiro;
  • a inexistência, à época, de organizações produtivas estruturadas com produtos prontos para comercialização.

Aqui na Bahia temos três cooperativas de crédito remanescentes da época nas cidades de Caculé, Oliveira dos Brejinhos e Tabocas do Brejo Velho mas a estratégia original se perdeu com o tempo.

Para conhecer mais sobre o FINAPOP leia matéria do Brasil de Fato clicando aqui.

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