O portal Poder 360 publicou em 17 de maio uma matéria sobre a queda de arrecadação do movimento sindical brasileiro (leia aqui). O texto é ancorado em estudo do Ministério do Trabalho e Emprego e cuja íntegra voce lê aqui.

A queda é estupenda e obriga o movimento sindical a repensar sua organização e planos de ação. E certamente esta queda na arrecadação impacta no funcionamento dos sindicatos e centrais sindicais. E suas causas tem origem na reforma trabalhista de Michael Temer que extinguiu o imposto sindical e flexibilizou as relações de trabalho jogando milhões de trabalhadores na informalidade.

Dias atrás a Fundação Friedrich-Ebert-Stiftung divulgou pesquisa encomendada ao CESIT-UNICAMP sobre os dilemas do movimento sindical brasileiro. A crise decorre de múltiplos fatores muitos deles oriundos da reforma de Temer. Outros tantos das mudanças no modo de produzir do capitalismo contemporaneo.

Mas quando chegamos na parte das alternativas e ações de enfrentamento à crise observamos que boa parte do movimento sindical pouco faz. Não percebo iniciativas em busca de um novo modelo de organização sindical e nem campanhas robustas de incentivo à sindicalização logo agora quando os indicadores de emprego com carteira assinada crescem. Por óbvio que estas campanhas podem amenizar a crise financeira.

Temos sim uma crise e mais que lamentar a sua existencia nos cabe cosntruir coletivamente novas alternativas. E reforço o “novas” pois as alternativas passadas não mais se aplicam ao mundo contemporaneo.

Leia o resultado da pesquisa a seguir