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Campanha “Contrate uma mãe” : e a remuneração do trabalho doméstico, onde fica?

Em época de desemprego elevado e precarização ascendente todas as iniciativas para a ocupação de postos no mercado de trabalho são bem vindas. Vi dia destes a campanha Contrate uma Mãe, desenvolvida pela agência TeamWorker, que tem por objetivo recolocar no mercado de trabalho as mães que dele se afastaram por conta do exercício da maternidade. Uma das razões de uma campanha organizada é a redução de renda de mulheres que retornam ao mercado com filhos.

Se por um lado esta campanha tem o mérito de trazer a público uma questão real do mercado de trabalho brasileiro deve também remeter a discussão para a situação daquelas mulheres que não tem como se colocar no mercado de trabalho por conta dos filhos e do volume de trabalho que estes trazem. A paternidade responsável, a solidariedade masculina e a necessidade de políticas públicas específicas merecem também a atenção de agências de publicidade e campanhas criativas.

Mas merece também a atenção um debate sempre esquecido: como se construir um modelo de remuneração do trabalho doméstico ? Para lançar algumas luzes neste debate deixo a sugestão de leitura de entrevista da historiadora e feminista Silvia Federici publicada no site Outras Palavras; é só clicar aqui.

Pós 8 de março – mulher e trabalho na RMS

 

Na correria do trabalho (sou blogueiro nas horas vagas) não consegui publicar sobre o Dia Internacional da Mulher. Vamos lá então: este primeiro post terá como base o boletim especial da PED editado pelo DIEESE/SEI. A região de abrangência é Salvador e demais municípios da Região Metropolitana.

A primeira evidência no ano de 2017 é o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho. Pode ter algo de positiva mas o senso comum nos leva a crer que em tempos de crise as mulheres, notadamente nas famílias de baixa renda, são levadas a buscar alguma ocupação que ajude na renda familiar. Sem necessariamente abandonar as suas responsabilidades domésticas; consolidando assim a dupla jornada de trabalho.

Para além do senso comum os números nos mostram que a oferta de vagas no mercado de trabalho não acompanhou o ritmo da oferta gerada pela ampliação da inserção das mulheres. Resultado : cresce o desemprego entre as mulheres na RMS.

Uma notícia positiva: diminuiu a disparidade entre os rendimentos das mulheres em relação aos homens, tomando como base a remuneração por hora trabalhada.

Enfim, o momento de crise econômica que vivemos acirra mais ainda os históricos problemas de gênero no mercado de trabalho. Mas estas questões específicas, de gênero no caso, devem ser cotidianamente pautadas para que uma próxima retomada da economia traga também as suas soluções. Não podemos repetir o discurso fácil e enganoso de que primeiro a economia deve crescer para posteriormente resolver as questões de gênero.

Mas estas são as minhas conclusões. Tire as suas lendo o boletim do DIEESE/SEI clicando aqui.

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