vigilantes_em_greveTrabalhadores do setor de vigilância privada no estado da Bahia encontram-se em greve desde 24 de maio. Comandados pelo Sindicato dos Vigilantes, filiado à CUT, tem conseguido uma adesão surpreendente impactando na prestação de serviços bancários, atendimento de serviços da previdência pública e suspendendo o funcionamento de museus na cidade de Salvador.

A surpresa no nível de adesão deve-se à fragilidade do vínculo trabalhista (a quase totalidade da mão-de-obra é “terceirizada”) e ao cenário de desemprego que deixa os trabalhadores inseguros.

As motivações — a motivação fundamental da greve é a negativa patronal em conceder aumento real e sequer repor a inflação passada.

Também é motivo de impasse a tentativa patronal de ampliar a duração do turno de trabalho, ainda que sob a forma de hora extra, para além de 12 horas contínuas. Jornadas com esta extensão expõe os trabalhadores a um nível de exaustão insuportável sendo uma fonte potencial de doenças e acidentes de trabalho. Continuar lendo “A greve dos vigilantes e a solidariedade de classe”