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SINTTEL vai à luta por passarela para reduzir riscos de atropelamento dos seus representados

passarela-para-pedestre

Com satisfação que recebo “press release” da assessoria de comunicação do SINTTEL Ba anunciando manifestação neste dia 18 às 11 horas da manhã na Estrada do Côco, altura do prédio André Guimarães. O motivo da manifestação é a cobrança à Prefeitura de Lauro de Freitas de instalação de passarela para pedestres próxima a um prédio comercial onde funciona uma empresa de teleatendimento.

Parabenizo a assessoria de comunicação por divulgar a ação sindical para os meios ditos “alternativos” de comunicação. Via de regra o padrão de comportamento da comunicação dos sindicatos é se dirigir aos grandes veículos de comunicação.

Parabenizo também a direção do SINTTEL por trazer as questões de mobilidade urbana para o centro da ação sindical. Geralmente esta questão é secundarizada embora tenha um grande impacto no cotidiano dos trabalhadores dos centros urbanos.

Como não temos equipe para cobrir eventos contaremos também com a assessoria de comunicação do SINTTEL Ba para repercutir o evento em si.

Mobilidade e trabalho na RMS

Na terça-feira, 21 de março, tivemos um “apagão” no norte e nordeste do país que deixou milhares de trabalhadores em Salvador e RMS sem ter como voltar para casa. Devido à falta de energia o sistema de metrô deixou de funcionar. Até aí nenhuma novidade.

O problema é que descobrimos de forma penosa que não existe um plano B no nosso sistema de transporte coletivo que dê conta das consequências do não funcionamento do metrô. As linhas de ônibus que fazem o trajeto suprido pelos trens são insuficientes, óbvio, mas o que estarrece é que não existe nenhum plano emergencial para minimizar o impacto.

Resultado: milhares de trabalhadores e estudantes se aglomerando no acesso às estações no aguardo do retorno da energia elétrica para poder retornar para casa.

Tão estarrecedor quanto é o silêncio dos agentes públicos, imprensa e dos sindicatos pois a mobilidade urbana é parte das relações atinentes ao processo de trabalho.

Tentando identificar as responsabilidades dos agentes públicos descobri que existe uma agência reguladora para o sistema de transporte municipal. No momento em que escrevo este post o site da ARSAL (este é o nome da agência) está fora do ar.

Em compensação – embora o movimento sindical não se interesse pela jornada do trabalhador pelas ruas da cidade existe na universidade que se interesse: minha amiga Jamile Souza me recomendou um texto interessante publicado no blog Farol Economico : Deslocamento Casa-Trabalho e Renda na Região Metropolitana de Salvador: Esperar Compensa? de autoria do economista Fábio Senna. Demonstra que gastar tempo em deslocamento para o trabalho só compensa para quem ganha muito.

Mas leiam, tirem suas conclusões e torçam para não precisar do transporte público quando do próximo apagão.

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