
Em 2004, no município de Unaí (MG), três auditores fiscais do trabalho e um motorista foram assassinados durante uma fiscalização de denúncias de trabalho escravo em fazendas da região, em um crime que ficou conhecido como a Chacina de Unaí, um dos mais graves já cometidos contra servidores públicos no país .
Em memória desse episódio, o 28 de janeiro foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e o Dia do Auditor Fiscal do Trabalho.
Para que essa tragédia jamais seja esquecida, os 22 anos da Chacina de Unaí teremos atos pela erradicação do trabalho escravo em todo o Brasil. Em Salvador o ato será na Estação Rodoviária o Metrô.
Mas para ter efetividade este ato que que gerar desdobramentos em vários níveis : o primeiro é respeitar a autonomia dos auditores do Ministério do Trabalho. No recente dois mil e vinte e cinco o Ministro Luis Marinho se recusou a colocar na lista suja do trabalho escravo a APAEB, a JBS Aves e a Santa Colomba Agropecuária (leia aqui).
A outra frente a ser trabalhada é a ampliação do efetivo de Auditores do Trabalho. E para termos concurso é necessário ampliar o orçamento que é contido pelo teto de gastos por um lado e sequestrado pela “farra das emendas parlamentares” do outro.
Luta que deve ser travada pelo movimento sindical mas não só. O combate ao trabalho escravo deve estar na agenda de todos os movimentos sociais.