
Tecnopolítica é um podcast produzido/apresentado pelo sociólogo e professor Sérgio Amadeu sobre tecnologia, redes sociais, IA, big techs e seus impactos na sociedade sempre com um ponto de vista crítico. Vale a pena seguir quer no You Tube (clica no link mais abaixo) ou no seu app de áudio preferido.
Sem muita conversa vamos ao ponto: como foi, de ponto de vista da tecnologia, a operação de captura de Nicolas Maduro e as lilões que ficam para o Brasil. Video completo no You Tube e a seguir teto resumo produzido pelo app Transkriptor, sem edição. Boa leitura e audição.
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E o resumo pelo Transkriptor :
Este episódio do Tecnopolítica, apresentado por Gabriel e com a análise de Sérgio Amadeu, detalha a “Operação Absolute Resolve”, uma ação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou no sequestro de Nicolás Maduro. O principal objetivo do programa é desmistificar a narrativa simplificada da mídia e apresentar a complexidade tática e tecnológica por trás do ataque, com base em relatórios especializados.
Tese Central: A operação foi uma ação militar complexa e ilegal dos EUA, que utilizou guerra cibernética e eletrônica avançada para neutralizar as defesas venezuelanas e sequestrar Nicolás Maduro, mostrando a capacidade de agressão brutal do imperialismo americano na região.
Detalhes da Operação “Absolute Resolve”:
- Contexto e Preparação:
- A operação foi preparada por meses, com escalada de hostilidades por parte dos EUA.
- A inteligência americana, incluindo agentes da CIA em campo, obteve informações precisas sobre a localização de Maduro em um quartel/palácio altamente protegido, inclusive as plantas do local.
- A CIA monitorou os movimentos de Maduro, que, por precaução, concentrava sua estada em um único local, facilitando a confirmação de sua presença.
- A autorização para a operação veio do então presidente Trump quatro dias antes da execução.
- As Defesas Venezuelanas:
- A Venezuela possuía um sistema de defesa antiaéreo considerável, composto por cerca de 53 sistemas de longo e médio alcance, dezenas de sistemas de mísseis de curto alcance, aproximadamente 440 canhões antiaéreos e uma pequena frota de caças. Muitos desses sistemas eram de fabricação russa (S-300, Buk-M2).
- Estratégia dos EUA: Três Fases Críticas em Duas Horas: A operação se desenrolou em três fases coordenadas, em menos de duas horas, empregando centenas de elementos de diversas unidades das Forças Armadas Americanas e cerca de 150 aeronaves de 20 bases diferentes.
- Fase 1: Guerra Cibernética (“Fase da Cegueira”):
- Dias antes do ataque, o Comando Cibernético dos EUA inseriu malwares nas redes de comando e controle da Venezuela.
- Desabilitou totalmente a energia elétrica em Caracas, causando um blecaute generalizado, e paralisou as comunicações.
- Os radares russos (S-300) começaram a exibir alvos falsos e a congelar intermitentemente, confundindo os operadores.
- A infraestrutura de comunicação industrial da empresa petrolífera estatal foi paralisada, impedindo seu uso como suporte pelos militares.
- Fase 2: Guerra Eletrônica e Supressão da Defesa Aérea:
- Sistemas de defesa como o S-300 e Buk-M2 foram saturados eletronicamente por sinais de interferência potentes.
- Aeronaves especializadas em guerra eletrônica, como os Growlers, foram usadas para cegar as baterias antiaéreas.
- Drones baratos foram lançados como iscas para simular uma invasão em massa, levando as baterias antiaéreas venezuelanas a revelar suas posições ao disparar.
- Aeronaves de reconhecimento detectavam essas posições, que então eram alvejadas por mísseis disparados por outros aviões, neutralizando os sistemas ativos.
- Fase 3: Ataque de Precisão e Silenciamento das Defesas:
- Mísseis de cruzeiro de longo alcance, lançados por bombardeiros furtivos (como o Staff B-21, indetectável por radar), atingiram centros de comando das Forças Armadas venezuelanas, especialmente no eixo Caracas-Maracay.
- Essa fase eliminou os sistemas que ainda não haviam caído, criando um corredor livre de perigos para a aproximação dos helicópteros das forças especiais.
- Fase 1: Guerra Cibernética (“Fase da Cegueira”):
- O Sequestro de Maduro:
- Uma força de assalto composta por 20 a 30 soldados da Elite Delta Force (conhecidos como Night Stalkers) se infiltrou com 4 a 6 helicópteros (modelos MH-47 e Black Hawk) voando a baixa altitude (cerca de 30 metros).
- Uma pequena equipe da CIA em solo confirmava a localização de Maduro em tempo real.
- Os helicópteros eram de baixo ruído, e drones passavam pelo caminho para abater qualquer resistência em telhados.
- Os geradores de emergência do quartel e do bunker de Maduro falharam, provavelmente devido a sabotagem física ou malware (no estilo Stuxnet) que desativou os sistemas de controle automático.
- Na escuridão total, os soldados da Delta Force usavam óculos de visão noturna de última geração (GPN-VG18), que lhes davam visão cristalina, enquanto os defensores venezuelanos e 32 soldados de elite cubanos estavam cegos.
- Os soldados americanos usaram maçaricos térmicos para romper portas de aço e granadas de luz (flashbangs) para desorientar e cegar os defensores.
- Maduro foi interceptado antes de conseguir trancar a porta de um quarto seguro/bunker.
- A resistência dos cubanos foi feroz, mas ineficaz devido à desorientação e superioridade tecnológica do inimigo.
- A operação no chão durou menos de 30 minutos.
- Maduro foi levado de helicóptero para o navio USS Iwo Jima e transportado para os Estados Unidos.
- Estima-se a morte de 80 soldados e civis venezuelanos; os EUA não reportaram baixas.
- Implicações e Críticas:
- Sérgio Amadeu classifica a operação como “o sequestro mais caro da história da humanidade” devido ao vasto aparato tecnológico e financeiro empregado.
- Ele ressalta a ilegalidade da ação, tanto no direito internacional quanto na legislação interna dos EUA (Trump não obteve aprovação do Congresso para uma ação militar).
- A motivação de Trump, segundo o orador, era garantir o acesso dos EUA ao petróleo venezuelano.
- O palestrante critica a diplomacia dos EUA de “Big Stick” (poder duro) e alerta outros países, como o Brasil, sobre os riscos de depender de tecnologias americanas (como a Starlink) para a segurança nacional, dada a capacidade de interceptação e controle por agências dos EUA.
- Há uma forte crítica às Forças Armadas e ao governo brasileiro por não tomarem medidas soberanas para proteger seus dados e defesa contra possíveis intervenções estrangeiras, e por sua percepção de alinhamento com os interesses americanos.