
Se o ano de 2025 encerrou com a retomada da iniciativa política do governo Lula, com a fragmentação do campo da centro direita e a prisão de Bolsonaro e demais golpistas do 8 de janeiro de 2023 o ano de 2026 começa com sinais por demais preocupantes.
O ataque, de certa forma previsto, de Donald Trump à Venezuela e a captura de Maduro sinaliza uma nova etapa da geopolítica com o fim do pacto de convivência do pós guerra. A atitude cautelosa da China e da Rússia talvez denote a conformação de uma nova ordem onde estes três grandes players com potencial bélico bem acima dos demais tenham suas áreas de influencia direta estabelecidas e o mundo passe a conviver com uma nova guerra fria. Mas são apenas especulações deste escriba.
No que diz respeito ao Brasil a expectativa é sobre o grau de influência que este ataque e seus desdobramentos terão no processo eleitoral que de alguma forma está em curso. Estas expectativas são amplificadas pelo tom de capataz da América Latina vocalizado por Donald Trump nas declarações pós 3 de janeiro notadamente em relação à Colombia.
Certamente não teremos bombardeios sobre cidades brasileiras. Uma provável interferência se dará através de intimidações e ameaças sinalizando que a manuteção de um governo à esquerda possa despertar a ira de Trump. Oferecerão um nome tipo Flávio Bolsonaro por razões óbvias.Este será fatalmente o discurso da extrema direita caso não seja combatido politicamente desde já.
Os setores da direita tradicional farão o discurso de que é necessário a construção de um nome mais moderado para que o Brasil tire vantagens nesta nova ordem mundial. Algo próximo da inserção subordinada de FHC. Pouco provável que se sustente e não hesitariam em apoiar a extrema direita com o único objetivo de impor uma derrota a Lula e facilitar os caminhos para 2030.
Uma outra provável forma de intervenção é através da ação das big techs e suas redes sociais. Nunca é demais lembrar que todas estas grandes corporações financiaram a campanha e a festa de posse de Donald Trump e os chefões destas empresas se fizeram presentes na posse, juntos e em local de destaque.
O certo é que a campanha eleitoral que já estava em curso tende a ganhar um ritmo mais intenso. E cabe à esquerda e aos movimentos sociais tomar as ruas e redes em defesa da autonomia dos povos e condenar a agressão estadunidense. Buscar também construir laços com organizações da América Latina para a defesa da autonomia de Cuba e Colômbia, prováveis próximos alvos da ofenciva colonialista.
Com isso e com ações ligadas à agenda interna construir um ambiente favorável a uma vitória eleitoral e política nas eleições deste ano.
E por falar em agenda interna não esqueçamos que neste dia 8 de janeiro fazem 2 anos da tentativa de golpe liderada por Jair Bolsonaro. Não esquecer o passado é uma das formas de evitar que ele se repita.
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