
O presidente da CUT, o metalútgico Sérgio Nobre, esteve presente na abertura da 13 Plenária da CUT ba na sexta, 22 de agosto. A sua intervenção foi marcada pela necessidade de uma presença ativa da classe trabalhadora e suas organizações na defesa da democracia e no processo eleitoral de 2026.
Não se tratou de uma intervenção de cunho partidário: os ataques da extrema direita brasileira contra a nossa democracia e instituições, principalmente contra o poder Judiciário, permanece ainda com algum, declinante, apoio popular. E a ampla maioria que este setor construiu no Congresso Nacional vem trabalhando para sequestrar o orçamento da União, via emendas secretas ou tentando retirar direitos através do uso discricionário do poder de maioria.
Um dos exemplos deste uso do poder de maioria pode ser observado quando das fraudes contra os aposentados vítimas de descontos não autorizados: está comprovado que as instituições que realizaram estas fraudes eram na verdade organizações criadas para este tipo de fraude ainda no governo Bolsonaro. E em nada se assemelham a organizações sindicais. Mas o que fez a extrema direita : aproveitou-se da comoção popular e alterou a legislação para proibir qualquer desconto, mesmo que autorizado, oriundo de sindicatos reduzindo assim a capacidade de arrecadação dos sindicatos de trabalhadores rurais.
Me chamou a atenção o testemunho do presidente da CUT das ameaças, este é o termo, dos parlamentares da extrema direita em atividades no Congresso Nacional. Afirmam abertamente, segundo Sérgio Nobre : se voltarmos à Presidência da República vamos acabar com voces. “Voces” no caso são as organizações dos movimentos sociais dos setores progressistas; e “acabar” pode ter o significado literal haja visto o plano de golpe que previa as tentativas de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre Moraes.
Mas a sociedade reage : ainda segundo Sérgio a sociedade brasileira vem reagindo e o Governo Lula “sai das cordas”. Por um lado a economia vem dando sinais de recuperação continuada, consequencia das ações governamentais de indução do desenvolvimento, investimentos públicos e programas de transferência de renda.
Por outro lado os movimentos sociais se rearticulam e promovem ações unitárias como o Plebiscito Popular. E nesta questão o presidente da CUT convoca os sindicatos cutistas a se envolveram mais ainda nesta reta final que vai até o 7 de setembro.
E reforça a necessidade do movimento sindical disputar ativamente, em conjunto com outras organizacões, as ruas neste 7 de setembro na defesa da soberania nacional atacada por Donald Trump, pela família Bolsonaro e demais nomes da extrema direita nacional. Até porque a extrema direita tentará ocupar as ruas com a narrativa de que Bolsonaro é perseguido pelo STF.
Por fim…..se engajar ativamente no processo de reeleição de Lula e na eleição de uma grande bancada de deputados comprometidos com os trabalhadores.