
Os dados da recente PNAD Continua – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – mostram uma realidade já percebida por quem acompanha o mundo do trabalho : a persistente queda dos índices de sindicalização no Brasil.
Por razões especuladas no texto (leia aqui) e que me parecfem razoáveis e que tem início aindaa antes da reforma trabalhista do governo Temer. A reforma acelera uma tendência já observada.
A meu ver a principal razão é a reestruturação da organização do trabalho que tem como consequência a fragmentação das cadeias produtivas o que dificultou a ação e organização sindical. Com o agravante de termos uma legislação que praticamente impede a organização por ramo de produção.
Quanto à queda no setor público percebo, a partir da observação da realidade baiana, uma fragmentação na forma de contratação que se reflete na organização sindical. Alguns grupos de trabalhadores como os ocupantes de “cargo comissionado” e os contratados pela modalidade “REDA” padecem de qualquer forma de representação sindical. E cada vez mais existem trabalhadores nestas modalidades.
Concluo com um ligar comum : a crecente presença dos trabalhadores por conta própria muita das vêzes denominados “empreendedores”. Trabalhadores solitários que muito lentamente, é o que vemos nos entregadores por aplicativos, se organizando lentamente.
Todas estas questões nos remetem à necessidade de pensar a organização sindical a partir do local de trabalho (termo que necessita de atualização conceitual) e uma profunda reflexão sobre a atualidade de um antigo princípio do sindicalismo “autêntico” do final do século passado : a organização sindical por ramo de produção.
Não são tarefas fáceis órém necesssárias.
Leia o texto na íntegra em https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/37913-taxa-de-sindicalizacao-cai-a-9-2-em-2022-menor-nivel-da-serie
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Creio que todos os argumentos tem relevância para o resultado da pesquisa, porém não podemos esquecer do crescimento da direita fascista, das fake news contra os sindicatos , do home office que isolou trabalhadores, da falta de formacao politica nas escolas com o novo ensino medio e da formacao capenga e ineficiente da própria organização dos trabalhadores.
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Creio que todos os argumentos têm relevância para o resultado da pesquisa, porém não podemos esquecer do crescimento da direita fascista, das fake news do gabinete do ódio contra os sindicatos , do home office que isolou trabalhadores, da falta de formação política nas escolas com o novo ensino médio e da formação capenga e ineficiente da própria organização dos trabalhadores
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realmente Tania as questões que vc coloca são pertinentes; e todas elas requerem uma disposição para a reflexão e mudança de atitude dos dirigentes sindicais
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