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Caminhos da negociação coletiva pós-reforma trabalhista – que tal uma leitura coletiva ?

A Escola DIEESE de Ciências do Trabalho promoveu na segunda, 9 de agosto, um debate no seu canal no YouTube (siga o canal clicando aqui) onde foram apresentados os resultados de pesquisa realizada pelo Cesit-UNICAMP, DIEESE e REMIR – Rede de Estudos e Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista sobre os impactos da reforma trabalhista nas negociações coletivas.

Estes resultados estão disponíveis numa publicação de dois volumes que totalizam quase 800 páginas. Claro que a leitura solitária é cansativa e talvez a utilização da internet e redes sociais para uma leitura coletiva torne esta tarefa mais agradável.. Desde a pandemia muitas iniciativas neste sentido vem acontecendo mas não conheço nada no âmbito do movimento sindical.

Então ? que tal pensar a possibilidade de um clube de leitura do movimento sindical ? Se achou a idéia viável chama no zap 71 991810903 e vamos tirar esta idéia do papel.

Enquanto isso acesso os dois volumes

Conferência on-line gratuita Caminhos da negociação coletiva pós-reforma trabalhista”

Conferência on-line gratuita Caminhos da negociação coletiva pós-reforma trabalhista e lançamento do livro O trabalho pós-reforma trabalhista (2017)


Data: 09/08/2021 (segunda-feira)
Horário: 19 horas
A atividade é gratuita

Participações

Já fez sua inscrição? A atividade é gratuita!

Para participar, inscreva-se no site da Escola DIEESE
https://sagu.dieese.org.br/competo/turmas_abertas

Reforma administrativa – comentando a ‘live’ do DIEESE

Na recente terça, 29 de setembro, o DIEESE realizou ‘live’ sobre as reformas administrativa e tributária propostas pelo governo Bolsonaro. Importante a reflexão conjunta sobre estes temas pois não se trata de a pó apenas uma reforma mas de uma alteração no modelo de estado que teremos, no tamanho deste estado, nas suas funções e como financia-lo.

O que me chamou a atenção :

  • os números que demonstram que o estado brasileiro não é ‘inchado’ ;
  • os funcionários públicos não são privilegiados; algumas carreiras na estrutura federal são bem remunerados mas a imensa maioria, funcionários municipais principalmente, ganham pouco;
  • a reforma não é apenas para funcionários da União. Funcionários públicos estaduais e municipais serão atingidos;
  • o objetivo da reforma é transferir para a iniciativa privada a maioria dos serviços prestados pelo Estado. Com isto as políticas públicas passam ao status de mercadorias e os cidadãos transformados em clientes;

Por fim : se muito perdem o funcionalismo mais ainda o cidadão.

Segue o vídeo com o teor do debate e após o link para a íntegra do documento em PDF.

Veja o debate no canal do DIEESE no YouTube

Link para a íntegra da apresentação https://bit.ly/3jmxPJa

Duas parcelas emergenciais para o seguro-desemprego durante a pandemia

Reproduzo a seguir texto de autoria de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do DIEESE.

Empregos que existiam antes da quarentena estão desaparecendo e os trabalhadores já desempregados que receberam o auxílio de R$ 600 vão atrás de vagas inexistentes. O desalento ganhará terreno. Uma ajuda poderá ser a extensão do seguro-desemprego

Os conselheiros das centrais sindicais no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) tiveram a iniciativa de apresentar uma proposta para a extensão do seguro-desemprego em duas parcelas, em caráter excepcional, para trabalhadores segurados demitidos no período de março deste ano até 31/12/2020, ou seja, durante o Estado de Calamidade Pública. Caberá agora ao Conselho deliberar sobre essa proposta.

As estimativas feitas pelo Dieese, que assessora a bancada dos trabalhadores no Conselho, indicam que essa medida atenderia cerca de 6 milhões de trabalhadores e teria custo de R$ 16 bilhões, considerando uma média de 1,27 salário mínimo por parcela.

O desemprego já vinha atormentando a vida dos/as trabalhadores/as desde 2015, quando voltou a aumentar, atingindo em 2017 cerca de 13 milhões de pessoas. O baixo crescimento e desempenho anêmico da economia geravam poucos postos de trabalho, em sua maioria precários e informais.

A crise sanitária do Covid-19 tornou ainda mais dramático o problema do desemprego, pois lançou em março – de imediato – cerca de 12 milhões de pessoas na inatividade, 20 milhões foram afastadas do trabalho pelo isolamento social e pela paralisação das atividades produtivas, e mais de 8 milhões passaram a trabalhar em casa.

A proteção social promovida pelo auxílio emergencial de R$ 600, proposto pelo movimento sindical, sociedade civil organizada e partidos políticos e aprovado pelo Congresso Nacional, amparou cerca de 70 milhões de trabalhadores da economia informal que não tinham proteção contra a desocupação involuntária. A política de proteção dos salários, suspensão do trabalho ou redução da jornada, ajudou outros 15 milhões de trabalhadores. Mas essas políticas acabam em dezembro.

O que se observa atualmente é que milhares de micro, pequenas e médias empresas já faliram ou fecharam e esse movimento vai continuar. Nas últimas semanas começam a ser anunciadas por médias e grandes empresas planos de reestruturação com impactos sobre o emprego. O desemprego vem a galope.

Entre o conjunto de trabalhadores que estão na inatividade, o IBGE estima que 27 milhões de pessoas gostariam de trabalhar, dos quais 17 milhões não o fazem devido ao isolamento ou porque não encontrariam uma ocupação na localidade onde moram.

O desemprego começa a aumentar porque, ao voltar ao mercado de trabalho, o trabalhador afastado passa a encontrar um posto de trabalho fechado; ou o fim ou redução do auxílio emergencial pressionará o trabalhador a procurar um emprego inexistente; ou o trabalhador empregado será informado da sua demissão nos planos de reestruturação de empresas. Com esses movimentos o desemprego aumentará, o desalento ganhará terreno, situações que levarão à desestruturação econômica das famílias, pobreza, fome e desespero.

Há um potencial deslocamento para a procura de trabalho que poderá elevar a taxa de desemprego para percentuais acima de 20%. Isso coloca como primeira prioridade para o movimento sindical proteger o emprego das pessoas, os desempregados e desocupados, a renda das famílias, a demanda das empresas e a receita fiscal.

DIEESE debate reformas administrativa e tributária

A chamada da atividade é emblemática : Reforma Administrativa e Tributária – o que voce tem a ver com isso. O grifo é meu por achar que evidencia a um certo distanciamento do movimento sindical destas questões como se suas corporações não viessem a ser atingidas.

Coisas do corporativismo que juramos cotidianamente combater. Mas vamos lá….o debate é necessário e para ter acesso ao link da transmissão clique em https://bit.ly/33257Hy . Se inscreva e apareça.

“Home office” é tendência ? vamos aos números

A necessidade de isolamento imposta pela pandemia trouxe o debate sobre o trabalho em casa (home office) como tendência de funcionamento do mercado de trabalho. Como os setores atingidos tem mais acesso aos meios de comunicação, tanto por empresas, sindicatos e consultores de RH, fica a impressão de que esta modalidade de trabalho veio para ficar.

Observando os números compilados pelo DIEESE (infográfico acima) percebemos que não é bem assim: na Bahia apenas 7% dos trabalhadores ocupados encontram-se trabalhando em casa. Mais ainda: observando os dados e verificando os setores que ainda não retomaram suas atividades podemos concluir com boa dose de certeza que o “home office” esta concentrado no setor da educação.

Longe portanto de ser considerado tendência. Mas vejam os números….e mandem suas conclusões

Primeiros impactos da pandemia no mercado de trabalho – Boletim Emprego em Pauta – DIEESE

O DIEESE compilou os dados da PNAD – Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios e nos traz os primeiros reflexos da pandemia no nossa já combalido mercado de trabalho. Estas informações estão organizadas no Boletim Emprego em Pauta – 15 (clique aqui).

Leio rapidamente e me chama a atenção a queda de rendimento dos entregadores por aplicativos. Derruba a falsa impressão de que estes trabalhadores estejam ganhando com a pandemia. Pode até ser que a demanda esteja aquecida mas por outro lado a procura por esta modalidade de ocupação também deve estar. Além das medidas dos donos destas plataformas que se aproveitam da fragilidade dos trabalhadores para aumentar seus lucros.

Por falar nosso neste dia 25 tem novo #brequedosapp . Siga o perfil Treta no Trampo no Instagram pra saber o que acontece.

E as ações governamentais ? – medidas tímidas de proteção ao trabalho e às empresas que geram estes postos de trabalho. Aliás o ministro Paulo Guedes tem se esforçado na retirada de direito dos trabalhadores. Tem feito “passar a boiada” com mais competência que o Ricardo Salles no Meio Ambiente.

As poucas medidas observadas funcionam muito mais para ampliar os ganhos dos bancos que para preservar postos de trabalho.

Um bom exemplo do que fazer – basta seguir o exemplo da União Européia; clica aqui e veja como aquecer economia em tempos de pandemia sem contrariar as medidas sanitárias necessárias.

Idosos e mercado de trabalho – cenários pós pandemia

O DIEESE publicou o estudo “Quem são os idosos brasileiros” . Oportuno pois os idosos são o principal grupo de risco do CONVID-19 e ao mesmo tempo contribuem significativamente para a composição da renda das famílias brasileiras quer através da remuneração advinda de atividades produtivas quer através de aposentadoria.


Íntegra do estudo – https://bit.ly/estudo_DIEESE_idosos

Quadro por estado – https://bit.ly/idosos_estados


Muito provavelmente mais idosos que hoje estão fora do mercado de trabalho tentarão obter alguma renda adicional através do trabalho mas serão relegados a atividades precárias devido ao risco de contaminação futura. Em caso de dispensa de mão de obra também os idosos ficam em situação vulnerável uma vez que o contágio é reconhecido como doença do trabalho.

Portanto a adoção de medidas protetivas a este segmento é necessária principalmente a adequação do sistema previdenciário ao novo cenário sócio econômico.

Bancos públicos são importantes para a economia do país

Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, comenta a importância dos bancos públicos para a economia do Brasil. De acordo com Clemente, o papel dos bancos públicos tem a tarefa central de estruturar uma oferta de crédito para investimento e consumo, principalmente para a população mais pobre.

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