No recente dez de dezembro vários perfis de parlamentares e ativistras de esquerda amanheceram fora do ar : Erika Hiton, Gleisi Hoffmann, Manuela Dávila e até Lula foram vítimas do “shadowban”. Alguns políticos de direita também não foram localizados pelo mecanismo de buscas do Insta e bem poucos veículos de comunicação. A Meta, proprietária do Instagram alega falha técnica, sem apresentar maiores detalhes (leia aqui).

O que chama a atenção :

  • esta falha (?) acontece no amanhecer do dia posterior à ocupação da cadeira da presidencia do Congresso Nacional pelo deputado Glauber Braga – PSOL RJ, seguida pela uso da polícia legislativa que o deputado Glauber, jornalistas e outros parlamentares e pela suspensão do sinal de transmissão da TV Câmara. E estes parlamentares de esquerda tem uma presença ativa nas redes sociais e certamente as usaria para denunciar os atos autoritários;
  • estes parlamentares e personalidades deunciaram o ocorrido através de perfis parceiros. Já os parlamentares de “direita” simplesmente silenciaram.

Pode ter sido façha técnica ? sim. O momento da ocorrência uma grande coincidência ? Também. Mas a ausencia de regras e mecanismos de controle para exigir transparência no funcionamento das redes sociais e auditoria em situações suspeitas dá total liberdade para a ação destas empresas manipulando a opinião pública.

Cabe atenção redobrada uma vez que os “donos” destas redes sociais assumem publicamente posições de extrema direita, financiaram a campanha de Donald Trump e estiveram presentes na sua posse.

Deixo a seguir texto publicado pelo Setorial de Ciencia e Tecnologia do PT manifestando-se sobre a questão.