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Fausto Durante — CGIL/Itália

Hugo Yasky (CTA/Argentina)

Victor Baez (CSA)

As tres falas tiveram em comum o relato das dificuldades encontradas pelo movimento sindical quer pelo recrudescimento dos ataques no campo legislativo quer pelas dificuldades que as entidades sindicais enfrentam no campo organizativo: trabalho precário e/ou informal, descrédito junto aos trabalhadores mais jovens e fragmentação da classe trabalhadora.

A primeira intervenção coube a Fausto Durante (CGIL da Itália) que relatou as iniciativas desta central sindical em apresentar projetos de lei de inicitiva popular. Não que haja uma crença nas possibilidades efetivas de alteração de legislação mas a ação de coleta de assinaturas possibilita o diálogo com a população principalmente com os jovens e com os desempregados uma vez que estes não são contemplados com a pauta sindical tradicional que cuida quase sempre dos interesses daqueles trabalahdores com vínculos formais.

Até o final do Congresso vamos perceber que esta ação da CGIL inspirou a CUT que lançará um processo de coleta de assinaturas para um projeto de iniciativa popular objetivando revogar a reforma trabalhista.

A intervenção do sindicalista argentino não acrescentou muito ao debate. Utilizou a maior parte do seu tempo para relatar e denunciar a intensidade dos ataques sofridos durante o governo Macri. Também trouxe a público a denúncia do desaparecimento do ativista Santiago Maldonado tido como o primeiro desaparecido político da era Macri e cujo corpo veio a ser encontrado na segunda quinzena de outubro (leia sobre aqui).

Por fim o companheiro Vitor Baez centrou a sua fala na importância da Jornada Continental pela Democracia e Contra o Neoliberalismo a se realizar nos dia 16 a 18 de novembro na cidade de Montevideo. Mas relatou um fato importante enquanto tal e como demonstração do caráter de classe da imprensa brasileira: o governo do Uruguai interpelou o governo Temer no âmbito do Mercosul por conta da reforma trabalhista, iniciativa do nosso governo, no âmbito do Mercosul. Pelo pacto em vigor uma iniciativa desta magnitude deveria, no mínimo, ser comunicada aos países membros do Mercosul pois a sua implementação impacta diretamente na economia dos países membros. Fica a expectativa de que a Jornada Continental se constitua em novo alento ao sindicalismo latino americano.

Para informações sobre a Jornada siga as postagens do site ou busque pela hashtag #seguimosenlucha nas redes sociais.